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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Etanol começa a ser utilizado em ônibus

Na Capital, os primeiros coletivos terão motores híbridos com diesel e GNV.
A utilização de ônibus movidos a etanol começa a se tornar realidade no Brasil, com a inclusão de 50 veículos com esta motorização em São Paulo. Atendendo à norma internacional "Euro 5", não são emitidas partículas de fumaça preta e as emissões de gases do efeito estufa são reduzidas em 70%.
Em Porto Alegre, a EPTC deve optar, inicialmente, por veículos denominados de Ciclo Otto, que utilizam etanol, diesel e Gás Natural Veicular (GNV). Segundo o coordenador de inspeção veicular da EPTC, Ivo Hoerlle, esse processo deve se estender por mais um ou dois anos. Conforme Hoerlle, já teriam sido realizados testes com ônibus do modelo Eletra - um híbrido que utiliza motores diesel e elétrico. "Ainda estão sendo feitas inovações nestes modelos, que precisam de mais torque nos motores, principalmente para locais com subidas mais acentuadas, onde perdem força", salientou. No entanto, Hoerlle reafirma a intenção da EPTC em poder contar com modelos inovadores. "Este híbrido, por exemplo, pode trafegar usando praticamente apenas o motor elétrico em vias planas, o que reduz sensivelmente as emissões de poluentes", afirmou.
Segundo ele, também está sendo avaliada a transformação de motores diesel para operação com etanol. "Pesquisadores da Ufrgs estão trabalhando em ônibus-teste, em Alvorada", disse, acrescentando que "o custo de alteração ainda é bastante alto".
Ele lembrou ainda que parte dos novos ônibus já estão chegando à Capital com motores eletrônicos que diminuem as emissões de poluentes e de fumaça preta. Desde 2005, as emissões teriam sido reduzidas em 50%.
Objetivo é reduzir partículas de fumaça preta e gases poluentes
Crédito: LUIS GONÇALVES / CP MEMÓRIA
Por Correio do Povo - RS

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Crescimento no uso de ônibus a etanol na Suécia consolida idéia de transporte urbano sustentável

A Suécia, pioneira no mundo na utilização em grande escala de ônibus movidos a etanol para o transporte urbano, vai incorporar até agosto de 2011 mais 158 veículos desse tipo à frota que atende a capital, Estocolmo. A exemplo dos cerca de 600 ônibus a etanol que já circulam no país, o novo lote também será produzido pela Scania, empresa que está fabricando no Brasil os primeiros 50 ônibus desse tipo que vão circular em São Paulo a partir de maio deste ano.
Os novos ônibus produzidos na Suécia serão de última geração, iguais a um dos ônibus que já circula na cidade de São Paulo em fase de testes desde 2009 e aos que vão ser utilizados na capital paulista. O primeiro ônibus, em atividade em São Paulo desde 2007 para demonstração da tecnologia, é uma versão mais antiga, que já teve sua produção descontinuada. A presença dos dois ônibus na capital paulista faz parte do Projeto Best (Bio Ethanol Sustainable Transport), ação idealizada pela União Européia (UE) com supervisão no Brasil do Centro Nacional de Referência em Biomassa(CENBIO) e apoio da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).
“O desempenho operacional e a confiabilidade dos ônibus a etanol confirmam a viabilidade de seu uso, sem contar os benefícios ambientais que são extremamente atraentes se compararmos o etanol ao diesel,” afirma o consultor de emissões e tecnologia da UNICA, Alfred Szwarc. Em relação ao combustível fóssil, o etanol reduz as emissões de dióxido de carbono em 70%.
Para Szwarc, a nova frota de ônibus ‘verdes’ anunciada na Suécia mostra que a cidade de São Paulo está em linha com as mais modernas tendências para uso de combustíveis renováveis no transporte público. Em novembro de 2010, a Prefeitura de São Paulo assinou um protocolo de intenções, do qual a UNICA também é signatária, para introduzir os primeiros 50 ônibus a etanol na frota da cidade.
De acordo com o protocolo, os novos ônibus da Scania serão produzidos no Brasil e terão motores de última geração para atenderem uma norma internacional de controle de poluição chamada “Euro 5,” já em vigor na União Européia desde 2009 e com previsão para implementação no Brasil somente em 2012. “Na prática, já estamos nos antecipando a esta norma, que necessariamente requer o uso de diesel com baixo teor de enxofre e maior controle de emissões,” observa Szwarc.
Frota renovável
O Conselho do Condado de Estocolmo (Stockholm County Council), dono da empresa de transportes Storstockholms Lokaltrafik’s, traçou uma meta para que até 2012 pelo menos 50% de todo o transporte na cidade de Estocolmo utilize combustíveis renováveis. No final de 2009, esse percentual já era de 32%.
A Keolis Sverige, empresa concessíonária do Condado de Estocolmo que adquiriu o novo lote de ônibus, projeta que até o final deste ano 60% de seus ônibus serão movidos a combustíveis renováveis.
Nos últimos anos, a Scania também entregou ônibus a etanol para o transporte público na Grã-Bretanha, Espanha, Itália, Bélgica e Noruega. A empresa também fabrica caminhões movidos a etanol, que utilizam a mesma plataforma dos ônibus e já rodam na Suécia, Noruega e Dinamarca.
(Unica): http://www.e-usinas.com.br/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Frota de ônibus de Belo Horizonte circula com combustível menos poluente

Diesel S-50 foi produzido pela refinaria da Petrobras em Betim, na região metropolitana da capital mineiraA frota cativa de ônibus de Belo Horizonte (MG) já está rodando com um combustível menos poluente, o diesel S-50, produzido pela refinaria da Petrobras em Betim, na região metropolitana da capital mineira. Na última quarta, dia 10, representantes da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Proconve (CAP) estiveram na refinaria para avaliar o andamento da implementação da fase P-7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores e saíram satisfeitos com os resultados.
– Estamos otimistas com o que vimos. A frota de ônibus já está circulando com o novo combustível menos poluente e as obras para a construção de uma nova refinaria que vai produzir o diesel S-10 já estão em estado avançado, o que deve garantir o cumprimento, dentro do prazo, de todas as etapas estabelecidas – afirmou o coordenador da CAP e gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha.
A fase P-7 do Proconve prevê, a partir de 1º de janeiro de 2012, novos limites máximos de emissão de poluentes para os motores do ciclo Diesel destinados a veículos automotores pesados novos, nacionais e importados.
Segundo a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Branca Americano, o fato de a CAP ter se reunido dentro de uma instalação da Petrobras é um claro sinal de que o governo federal não irá poupar esforços para que as próximas fases do Proconve sejam implementadas nos prazos previstos.
– A melhoria da qualidade do ar nas cidades brasileiras está diretamente vinculada à melhoria dos combustíveis e ao aperfeiçoamento dos motores, de acordo com as regras determinadas pelo CONAMA. A CAP esteve na REGAP para acompanhar in loco as providências que a indústria brasileira está adotando para a fase P-7 do Proconve – afirmou a secretária que não pode participar da visita por motivos de agenda em Brasília.
A missão da CAP é acompanhar todas as providências necessárias para que as novas fases do Proconve para veículos leves e pesados, que vão entrar em vigor a partir de 2012 até 2014, sejam efetivamente implementadas. A comissão é composta por representantes dos governos federal, estadual, municipal, iniciativa privada e organizações não governamentais, num total de 10 integrantes.
Atualmente o diesel comercializado no interior do país possui 1.800 ppm (partículas por milhão) e nas regiões metropolitanas, 500 ppm. Em 2009, o diesel 50 ppm já começou a ser distribuído em algumas regiões do Brasil e espera-se que, em 2014, alcance todo o país, quando será iniciada a distribuição do diesel 10 ppm.
De acordo com estimativas da indústria do petróleo, serão necessários US$ 6 bilhões para fazer as adequações necessárias nos combustíveis e nas refinarias para atender as próximas fases do Programa.
Segundo Rudolf Noronha, está concluída a parte normativa de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Agora, a Comissão quer a comprovação do que foi feito.
– A notícia que chega é muito positiva. As indústrias garantem que vão chegar nas datas com os veículos e os combustíveis prontos na rua. Para acompanhar, pedimos aos órgãos normativos e aos representantes dos executores (automóveis e combustíveis) que nos enviem relatórios com mensuração das providências, detalhamento de suas ações e cronogramas – disse Rudolf.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Novos combustíveis começam a fazer parte do dia a dia dos brasileiros...

Diesel de cana-de-açúcar está entre as novidades em projeto no país.
Óleo da batata frita do McDonald’s vira combustível...
Já familiarizados com o biodiesel e o etanol, agora os brasileiros começam a entrar em contato com novas matrizes energéticas "verdes" no dia a dia. Entre as mais recentes inovações neste campo que são colocadas em prática em projetos-piloto no país estão o diesel de cana-de-açúcar e o óleo de cozinha usado.
O McDonald’s no Brasil decidiu trocar a produção de sabão pela do biodiesel a partir dos 3 milhões de litros de óleo de cozinha utilizados na fritura de frango empanado e batatas. A ideia veio há quase três anos da parceira Martin-Brower, empresa multinacional que faz todo o trabalho logístico da rede de fast food. O projeto experimental, que abrange 20 lojas, rende entre 2 mil e 3 mil litros de biodiesel por mês.
O objetivo para o ano que vem é expandir a coleta do resíduo para todas as 584 lojas no Brasil, atendidas por uma frota de 170 veículos. De acordo com o diretor de contas nacionais e internacionais da Martin-Brower, José Augusto Rodrigues Santos, com a extensão para toda a rede o potencial de produção será de 2 milhões de litros de biodiesel por ano. Isso significa quase a metade da demanda por combustível da frota, de 5 milhões de litros de diesel por ano.
Santos explica que a ideia é, inclusive, construir uma usina de biodiesel na sede da empresa, o que reduziria os custos de transporte entre a Martin-Brower, em Osasco (SP), e a usina que transforma o óleo em combustível, localizada em Sumaré (SP), distantes cerca de 100 km. “A expectativa é de que o biodiesel esteja 3% a 15% abaixo do preço do diesel”, ressalta.
A maioria dos caminhões em circulação com o combustível é abastecida com B5 (mistura de 5% de biodiesel com o diesel), mas a empresa já faz testes com B20 (mistura de 20% do biodiesel ao diesel comum) em quatro caminhões e um com o B100 (100% de biodiesel). “Queremos ter autorização definitiva para usar a mistura acima do B5 de forma permanente. Neste caso, não seria só o motor, o equipamento de refrigeração também receberia o biodiesel”, explica o executivo.
Batatinhas fritas e crédito de carbono
O último passo do projeto é emitir certificados de redução de efeito estufa e vender no mercado como crédito de carbono. “O projeto implementado, da forma que imaginamos, reduz 26% das emissões de gases de efeito estufa”, avalia Santos, que acredita que o modelo possa ser adotado pelo McDonald’s em outros países.
A iniciativa é só uma entre diversos ciclos fehados existentes em empresas para a produção de biocombustível. Os grandes frigoríficos, por exemplo, utilizam o sebo bovino para a produção de biodiesel. O material é considerado um problema porque requer tratamento especial para descarte.
Apesar do apelo sustentável das iniciativas, o diretor para o segmento automotivo da Roland Berger Strategy Consultants, Stephan Keese, acredita que esse tipo de ação não ganhará força em escala de produção, restringindo-se apenas a operações localizadas, de acordo com o interesse de cada empresa.
Bactéria 'faz' segunda geração de biodiesel
Nas ruas de São Paulo, a população pode conferir de perto os ônibus abastecidos com o biodiesel derivado da cana-de-açúcar. Desde julho, com o apoio da Prefeitura de São Paulo e a parceria da Mercedes-Benz e Petrobras, a produtora americana do biocombustível Amyris Biotechnologies iniciou um projeto piloto no qual três ônibus do transporte urbano público serão abastecidos com 5% do biodiesel de cana-de-açúcar enquanto outros três serão abastecidos unicamente com o novo biocombustível.
A novidade desta tecnologia é que, além de ser um combustível puro e livre de enxofre – o grande problema do diesel -, ele não entra no debate do uso de grãos comestíveis como matéria-prima de combustíveis. “Há uma pressão enorme sobre a indústria por causa do biodiesel. Cerca de 80% do vendido no país é feito da soja”, explica o membro do comitê técnico de tecnologia a diesel da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Christian Wahnfired.
Por esse motivo, o diesel de cana-de-açúcar foi aprovado pelos organismos reguladores dos Estados Unidos, que o consideraram o biocombustível menos poluente e que não atenta contra a produção de alimentos. O engenheiro explica que o novo biodiesel é produzido com a ajuda de uma bactéria especial, que transforma o caldo de cana em óleo (veja infográfico acima). Segundo Wahnfired, apenas quem produz tal levedura pode fabricá-lo.
O maior desafio da nova tecnologia é a escala de produção, já que ainda é mais cara do que a do biodiesel feito a partir de sementes. Em Campinas, a empresa de biotecnologia produz de 5 mil a 6 mil litros por mês do biodiesel de cana para o projeto piloto. A escala industrial deve ser atingida entre 2011 e 2012. Para isso, a Amyris espera se unir a grandes produtores locais de etanol, como a Cosan, Bunge e Açúcar Guarani. “Demanda o Brasil tem. O país consome 45 bilhões de litros de diesel por ano”, ressalta Wahnfired.

www.streetcustoms.com.br/

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Uso do etanol na frota de ônibus de BH ainda é sonho

Capital mineira não tem política para incentivar o uso do combustível verde
ZU MOREIRA
O uso do etanol na frota de ônibus em Belo Horizonte ainda é um "sonho". A tecnologia vem sendo aplicada há alguns anos em várias cidades ao redor do mundo, e está em fase de testes em São Paulo. Na capital paulista, já há dois protótipos circulando, e os resultados são surpreendentes: redução em até 90% da emissão de material particulado na atmosfera (fumaça preta), na comparação com coletivos movidos a diesel, diminuição de 80% da emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global e de 62% da emissão de óxidos de nitrogênio, além de não liberar enxofre, o causador da chuva ácida.

Por aqui, no entanto, o cenário a curto e médio prazos não indica nenhum avanço. O prazo para concessão do serviço público, renovável a cada 10 anos, termina em 2018, e não há nenhuma exigência no contrato para a mudança de tecnologia. De acordo com a BHTrans, a mudança prevista até o término da concessão é a inclusão de veículos de maior capacidade para operar o novo sistema de transporte, o Bus Rapid Transit (BRT).
O modelo será implantado até 2014 nos principais corredores da cidade. "Todos nós temos interesse em avançar nesse tipo de tecnologia (uso do etanol), sobretudo no transporte público. Mas, até o momento, não temos nenhuma ação nesse sentido", reconheceu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A prefeitura atua somente no monitoramento da emissão de gás carbônico (CO2) que sai nos canos de descarga dos veículos.

"Estamos muito atrasados nessa discussão. Está na hora de o poder público começar a discutir isso de maneira mais efetiva", disse o presidente do Sindicato da Indústria do Álcool em Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Cotta Martins. Em julho do ano passado, a entidade encaminhou carta ao órgão responsável pelo meio ambiente de Belo Horizonte, mas afirma que até hoje não obteve retorno. Martins promete abordar o tema durante debate a ser realizado pelo sindicato com os candidatos ao governo de Minas Gerais.
No campo nacional, Marina Silva foi a única presidenciável a defender o uso do etanol no transporte público como forma de reduzir a poluição. São Paulo saiu na frente: um decreto municipal prevê que até 2018 a frota da cidade seja movida a combustível renovável. A prefeitura estuda adquirir 200 ônibus movidos a álcool até 2011.
Rio de Janeiro e Curitiba na fila
A União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica) recebeu consultas do Rio de Janeiro e Curitiba no sentido de desenvolver uma possível troca de frota de ônibus a diesel pelo etanol. "É um produto que poderia operar em qualquer cidade brasileira", disse o consultor de emissões e tecnologia da entidade, Alfred Szwarc.
A prefeitura de São Paulo está disposta a adquirir 200 unidades do modelo K270, fabricado na Europa e montado na fábrica da Scania no interior de São Paulo. "Seria uma operação comercial como outra qualquer", disse. (ZM)





Projeto Best
Em Estocolmo, 600 já circulam com álcool
São Paulo é uma das oito cidades no mundo a integrar o projeto Bioethanol for Sustainable Transport (Best, ou Etanol para o Transporte Sustentável). A pioneira é Estocolmo, na Suécia, sede da Scania, única fabricante que detém a tecnologia para ser usada em larga escala. Seiscentos ônibus da frota da capital do país nórdico já usam álcool hidratado – boa parte dele importado do Brasil.
O Conselho do Condado de Estocolmo, dono da empresa de transportes, estabeleceu uma meta: até 2012, pelo menos 50% de todo o transporte na cidade deve usar combustíveis renováveis. No final de 2009, esse número já representava 30%. A cidade receberá, no próximo mês, mais 85 ônibus verdes.
O coordenador do projeto Best no Brasil, professor José Roberto Moreira, do Centro Nacional de Referência em Biomassa, afirma que para o projeto ser levado a outras cidades brasileiras é necessária a atração de parceiros. Em São Paulo, são dez instituições. “A União Europeia cobre apenas 25% dos custos”, disse, ou US$ 1,6 milhão.
A tecnologia para substituição do motor a diesel pelo movido a etanol existe há pelo menos 15 anos. Segundo o especialista, três fatores freiam o avanço: o desinteresse das grandes fabricantes de ônibus, a barreira econômica (já que para cada litro de diesel é necessário 1.7 litro de etanol) e a inexistência de um motor flex. “Os ganhos ambientais e na saúde pública, no entanto, compensam”, disse. (ZM)
Publicado em: 05/07/2010
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=145222

sábado, 26 de junho de 2010

CRESCE USO NA SUÉCIA DE ÔNIBUS A ETANOL QUE JÁ CIRCULA TAMBÉM EM SÃO PAULO

A cidade de Estocolmo, capital da Suécia, vai receber em agosto 85 novos ônibus movidos a etanol para integrar sua frota de transporte público, que já é a maior do mundo, reunindo 600 veículos desse tipo. São ônibus fabricados pela montadora sueca Scania, iguais aos dois ônibus que já circulam em São Paulo desde 2007 dentro do Projeto BEST – Bio Ethanol Sustainable Transport, ou Etanol para o Transporte Sustentável, que tem apoio da União da Indústria de Cana-de-Açúcar.
Para o consultor de tecnologia e emissões da UNICA, Alfred Szwarc, o exemplo de transporte público sustentável da Suécia tem tudo para ser adotado amplamente também no Brasil. “A perspectiva de incorporação de 200 desses ônibus na cidade de São Paulo foi levantada pelo prefeito Gilberto Kassab quando o segundo ônibus desse tipo foi lançado em novembro de 2009, e esperamos que a novidade seja anunciada em breve. É oportuno lembrar a maior parte do etanol consumido na Suécia é importado do Brasil,” comentou.
Szwarc frisou ainda que o avanço do ônibus a etanol na Suécia é algo muito significativo, pois o país é conhecido mundialmente por suas posições e ações favoráveis à preservação ambiental. “A decisão da empresa gestora de transportes urbanos de Estocolmo, de continuar a investir nos ônibus movidos a etanol, agora em sua versão tecnologicamente mais avançada, é uma prova desse compromisso,” afirmou.
Swarc lembra que a maior parte da tecnologia e aprimoramento do ônibus a etanol é fruto de trabalho realizado no Brasil. O ônibus “verde” tem como característica emissões extremamente baixas de poluentes, em função do uso de um combustível renovável e de baixo carbono.
PROJETO BEST
Idealizado ela União Européia e coordenado pela Prefeitura de Estocolmo, o Projeto BESTtem estudos no Brasil liderados pelo Centro Nacional de Referência em Biomassa (CENBIO), que é o coordenador do projeto e responsável pelo acompanhamento do desempenho dos veículos que hoje rodam em São Paulo.
Os novos ônibus que rodarão em Estocolmo vão ser equipados com um motor que atende aos mais avançados limites para emissões vigentes no mundo – os limites Euro5 e EEV (Environmentally Enhanced Vehicle), que ainda não estão em vigor no Brasil.
O Conselho do Condado de Estocolmo (Stockholm County Council), dono da empresa de transportes, Storstockholms Lokaltrafik’s, traçou uma meta para que até 2012 pelo menos 50% de todo o transporte na cidade de Estocolmo utilize combustíveis renováveis. No final do ano 2009, este número já representava cerca 30%.
A Scania tem mais de 20 anos de experiência com ônibus movidos à etanol. A empresa já entregou um total de 700 ônibus, sendo que mais de 600 foram para cidades suecas. Nos últimos anos, a Scania também entregou ônibus movidos a etanol para serviços comerciais na Grã Bretanha, Espanha, Itália, Bélgica, Noruega, entre outros.


http://www.brasilagro.com.br/

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