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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Usuários de ônibus intermunicipais reclamam do serviço em Mato Grosso

Um veículo já chegou a pegar fogo entre Cuiabá e cidade do interior.
Governo informou que novas empresas já foram selecionadas para a linha.
Usuários do transporte intermunicipal entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger, a 35 km de distância, estão reclamando das condições em que se encontram os ônibus que fazem o trajeto diariamente, alguns com mais de 20 anos de uso e considerados sucateados. Passageiros se dizem revoltados e o governo do estado, responsável pela concessão das linhas intermunicipais, alega precariedade dos contratos com as empresas, mas assegura que novas companhias já foram selecionadas para operar o trecho.
Ao denunciar a situação dos ônibus, os usuários mencionam episódio recente no qual um ônibus da frota chegou a pegar fogo com várias pessoas dentro. As placas dos veículos da linha são de Goiânia, onde fica a sede da empresa responsável.
A aposentada Maria de Fátima Duarte faz o trajeto, ao menos, três vezes por semana. Ela relatou que em um único dia o ônibus chegou a quebrar três vezes. “Peguei um veículo e ele quebrou. Logo em seguida, veio um outro prestar socorro. Porém, pouco depois de começarmos a andar, o que veio ajudar também quebrou. O motorista consertou, porém, após percorrer mais um pouco o trajeto, ele teve problemas novamente”, relatou.
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Um dos veículos da empresa pegou fogo há poucos dias, quando estava em movimento, mas não deixou vítimas.
O guarda de segurança Neilo Rodrigues era um dos passageiros na ocasião e falou sobre o pânico que enfrentou. “A porta não queria abrir, todos ficaram desesperados. Os idosos que estavam no veículo passaram mal. Foi um grande susto”, disse.
Segundo a Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT), todas as empresas que operam nas linhas intermunicipais, exceto as que fazem a linha de Várzea Grande, estão com o contrato vencido com o estado desde 1999. Em 2007 foi assinado um termo de ajustamento de conduta (TAC) junto ao Ministério Publico para regularizar o setor, mas só no ano passado tiveram início os processos licitatórios que devem redistribuir as concessões das linhas em Mato Grosso.
O presidente da Ager, Carlos Nascimento, falou sobre as novas empresas que farão o trajeto intermunicipal. “Já selecionamos as primeiras empresas. Porém, há uma liminar da justiça que proíbe o Estado de assinar contrato com as mesmas. A liminar tem como autor a prefeitura de Barra do Garças e de cidades próximas, que alegam não ter tido participação na discussão sobre o novo sistema de transporte”, informou.
“Temos problemas em outras cidades também e vamos solucioná-los. Iremos cobrar constantemente as empresas que fazem as linhas intermunicipais”, garantiu Nascimento.
O G1 tentou entrar em contato com a empresa responsável pelos ônibus que fazem o trajeto de Santo Antônio do Leverger a Cuiabá. Contudo, não houve resposta até o fechamento desta reportagem.
Fonte: G1.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

OAB-GO avalia transporte público na capital

Visita a terminais e breve passeio de ônibus fizeram com que presidente do grupo constatasse estado precário do serviço oferecido 
Um breve passeio de ônibus e uma caminhada por dois terminais da Capital foram suficientes para que o presidente da Comissão de Direitos Humanos da seção goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO), Alexandre Prudente, constatasse aquilo que todo cidadão goianiense conhece, na prática cotidiana, há muitos anos: superlotação, precárias condições físicas e total descaso e desrespeito com o usuário do transporte público em Goiânia e na região metropolitana.
A visita feita ao Terminal da Praça da Bíblia na tarde de ontem inaugurou as inspeções que serão realizadas pela seccional e resultarão em um relatório que será enviado aos órgãos de controle do Estado, como o Ministério Público, com o mapeamento e um posicionamento da entidade a respeito da situação registrada na prestação de serviço dos órgãos responsáveis pelo transporte público na cidade.
“É como se no transporte coletivo todas as regras pudessem ser quebradas. As pessoas estão amontoadas sem segurança alguma”, relata Alexandre Prudente de dentro de um ônibus da Metrobus, no Eixo Anhanguera, no qual o presidente embarcou com alguns membros da comissão para avaliar presencialmente como é o transporte em horário de pico. 
Por coincidência, ou não, o ônibus que estacionou na plataforma para a viagem dos advogados foi um extra, que iniciou a viagem ali mesmo e, embora os relógios marcassem 18 horas, não estava tão lotado como de costume. A informação de que se tratava de um carro sobressalente foi repassada pelos próprios funcionários do terminal.
Reclamações
“O transporte público está uma vergonha. Está péssimo. Tem de melhorar tudo”, é o que reclama a técnica em Enfermagem Ana Paula Souza Ferreira, 30, que aguardava um carro da linha 612 ao dizer que os ônibus estão velhos, não cumprem horário e estão sempre superlotados. Alexandre Prudente concordou: “Não existem bancos para a espera dos usuários. Não há controladores de fila. O terminal lotou em apenas 15 minutos”. 
O presidente explica que o procedimento interno para reunir a amostragem que resultará no relatório foi iniciado após inúmeras reclamações feitas pela população à Ordem. De acordo com ele, o trabalho de diligências será finalizado até setembro, e não será necessário visitar todos os terminais para se inteirar da situação do conjunto.

sábado, 24 de setembro de 2011

Metrobus promete novo Eixo (MP)

Cejane Pupulin
As 19 estações do Eixo Anhanguera e o Terminal da Praça da Bíblia, em Goiânia, passarão por reformas profundas a partir da segunda quinzena do mês de outubro. A informação é do presidente da Metrobus – empresa estatal responsável pelo Eixo –, Carlos Maranhão. As obras ainda estão em processo de licitação.
Enquanto a reforma não começa, como ação emergencial na via, a Metrobus realiza a frenagem do asfalto – processo que retira cerca de dois centímetros da massa asfáltica superior da pista – em quatro trechos. De acordo com Maranhão, esse procedimento permite retirar o óleo da pista e evitar acidentes. “Se as chuvas começarem, esses trechos poderiam causar imprevistos.” Os locais em que haverá as ações emergenciais são: estação do Palmito, no Jardim Novo Mundo, nas proximidades do Hospital de Geral de Goiânia (HGG); na região do Dergo; e do Capuava. As duas primeiras já foram realizadas.
Em outubro, todo o asfalto dos 14 quilômetros do Eixo será trocado. Além disso, todas as plataformas e os cinco terminais que recebem os ônibus do Eixo Anhanguera serão beneficiados. As 19 plataformas receberão pintura nova e ainda vão ganhar um novo visual. Segundo Maranhão, as grades das estações serão retiradas e os passageiros terão locais para sentar após as modificações. “Para embelezar a cidade, os canos da via serão trocados por floreiras”, complementa.
Outra novidade para os passageiros nas plataformas é a instalação, já realizada, de seis câmaras de segurança em cada uma. Para as obras, serão investidos R$ 4 milhões, em uma parceria entre a Metrobus e Prefeitura de Goiânia. 
A principal reforma de terminal é o da Praça da Bíblia, que também será ampliado em 80 metros quadrados. Só para essa obra serão investidos R$ 2,2 milhões. Segundo Maranhão, as alterações no local seguirão os moldes da reforma do Terminal Cruzeiro, em Aparecida de Goiânia. A ampliação do local será para receber os ônibus das linhas alimentadoras.
Em seguida, ainda este ano, será lançada a reforma do Terminal Padre Pelágio. E para o próximo ano, o Terminal Novo Mundo passará por obras. Os terminais da Praça A e do Dergo apenas terão os sanitários melhorados.
Ônibus
A Metrobus negou que alguns dos 25 novos ônibus adquiridos no último dia 6 para o Eixo Anhanguera estão estragados. Carlos Maranhão complementou que todos os veículos adquiridos são novos e têm garantia. “Quando você compra um carro zero na concessionária tem a garantia. O mesmo é com os ônibus.” 
A Metrobus confirmou que, no próximo dia 30 de setembro, outros cinco novos ônibus começarão a rodar pelo Eixo Anhanguera. O objetivo é que o restante dos 60 novos veículos comecem a trabalhar na primeira quinzena de novembro.
Fonte da Matéria: http://www.mp.go.gov.br/
Material jornalístico passível de direitos autorais. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes. Antes de reproduzir por qualquer meio, consulte sobre autorização

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Goiânia >> Novos ônibus começam a circular amanhã

O Governo do Estado entrega amanhã 11 novos ônibus do Eixo Anhanguera. Estes são os primeiros de um total de 90 ônibus adquiridos. O governador Marconi Perillo vai embarcar no primeiro veículo às 6h30 da manhã, no Terminal Padre Pelágio, juntamente com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, e demais autoridades. Depois de percorrer um trecho do itinerário do Eixo, o veículo vai se dirigir à Praça Cívica onde o governador vai conceder entrevista coletiva.
O presidente da Metrobus, Carlos Maranhão lembra que este é o primeiro passo dentro do programa de completa reestruturação do Eixo Anhanguera. “Agora estamos colocando para rodar os novos ônibus e implantando a organização dos embarques nos Terminais. Antes já realizamos a melhoria dos serviços de limpeza, a organização do embarques Cidadão e Solidário, no Terminal Padre Pelágio e a implantação do serviço de vigilância armada e desarmada, em todas as estações e terminais do Eixo Anhanguera. Em seguida, em parceria com a Prefeitura de Goiânia vamos restaurar a pista, a sinalização e a acessibilidade do Eixo e reformar e ampliar os terminais e estações”, explica.
Neste primeiro momento serão sete ônibus articulados e cinco biarticulados de cor azul, pintura escolhida em consulta popular. Até o mês de novembro deste ano, serão 90 novos veículos (30 biarticulados e 60 articulados) que vão substituir a antiga frota composta por 104 ônibus. Assim que os veículos ficam prontos, em Caxias do Sul (RS), são entregues à Metrobus e imediatamente começam a circular no Eixo. 
Os novos ônibus são ultramodernos e são os maiores em circulação no Brasil e no mundo. Os ônibus articulados, com capacidade para 170 pessoas cada, têm chassis de 21 metros e são os primeiros veículos desta dimensão a rodar no país. Cada unidade pode transportar até 30 passageiros a mais que os ônibus articulados anteriores de 18 metros de chassi. Os ônibus biarticulados por sua vez, têm capacidade para 280 passageiros cada, têm chassis de 28 metros e representam também um acréscimo de 30 passageiros. Carlos Maranhão afirma que apesar da diminuição da frota a capacidade será ampliada em cerca de 20%. “Todos os ônibus atuais serão substituídos. É uma frota antiga, com média de 13 anos de uso. Estamos dando assim um importante passo para que o cidadão, o nosso cliente, tenha menor duração de viagem e mais conforto”, completa.
Novidades
O Mega-BRT (sigla inglesa para Ônibus de Transporte Rápido) da marca Volvo, modelo 2011/2012, é montado pelo consórcio Suécia/San Marino. A nova frota tem motor e suspensão eletrônicos, computador de bordo, monitor de TV e sistema eletrônico de segurança que não permite o deslocamento do veículo de porta aberta. Os ônibus ainda vão ser monitorados com sistema interno de câmeras. Emissão de gases dos ônibus seguem a legislação brasileira para diminuição da poluição ambiental. No interior dos veículos haverá painéis eletrônicos que identificam qual a próxima parada a ser realizada pelo ônibus e equipamentos de áudio com a mesma função. Os veículos contam com o sistema ITS de rastreamento via satélite que monitora seus deslocamentos e emite relatórios gerenciais de como estão sendo conduzidos.

terça-feira, 15 de março de 2011

TCE manda licitar linhas de ônibus em Goiânia/GO....

O serviço prestado por 35 empresas de ônibus, que cobrem as 180 linhas do transporte intermunicipal do Estado, pode enfim cumprir determinação legal e ser licitado. Decisão tomada ontem pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) estipulou prazo de 180 dias para que o processo licitarório seja realizado sob a responsabilidade da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização (AGR).O TCE ainda deu prazo de quatro meses para que a AGR elabore o plano diretor do transporte intermunicipal, mas tal prazo já é considerado insuficiente pela presidência da agência. "Fazer o processo licitatório sem o plano não vai funcionar pois é ele que fornecerá todas as informações do transporte intermunicipal. Vamos pedir um prazo maior para isso", disse ontem o presidente da AGR, Humberto Jannús Júnior, à frente da agência desde fevereiro deste ano.
A decisão proferida ontem pelo TCE foi provocada depois de ação civil pública da promotora Villismarra Gomes, da Defesa do Patrimônio Público do Minitério Público, em dezembro de 2010. Ela explica que há mais de dois anos tem nas mãos inquérito mostrando como a exploração das linhas intermunicipais atropelou tanto determinação da Constituição Federal de 1988, quanto a Lei de Licitações número 8.666/93. No acórdão do TCE, salienta-se ainda a Lei 8.987/95, reguladora das concessões e permissões, que estabelece claramente a necessidade de prévia licitação. Os contratos das 35 empresas, prorrogados na AGR em 1998, seriam posteriores a lei e, assim, ilegais.
"Desde 1964 alguns desses contratos têm sido prorrogados, ignorando todas as determinações legais. Tentamos nos últimos dois anos uma negociação com a AGR, mas nada efetivamente foi feito", ressalta a promotora.
Villismarra Gomes alerta que, além da questão legal, acumula na promotoria série de reclamações dos usuários, referentes a situação da frota disponível. "São comuns problemas como superlotação, ônibus sucateados, preços excessivos", enumera.
A reportagem tentou entrar em contato por telefone com o Sindicato das Empresas do Transporte Intermunicipal (Setrinpe) e foi atendida por um funcionário, mas ele não soube informar como falar com a presidência.
Plano diretor emperra processo licitatório
Promotora da área de Defesa do Patrimônio Público, Villismarra Gomes ressalta que, nos últimos anos, a realização do processo licitatório do transporte intermunicipal sempre esbarrou na elaboração do plano diretor do transporte intermunicipal (PDTI).
Em junho de 2009, um pré-contrato chegou a ser firmado entre a Agência Goiana de Regulação (AGR) e a Universidade de Brasília (UnB), que seria responsável pela realização do plano.
O valor firmado foi de R$2,7 milhões, que seria pago pelo Estado de Goiás em sete parcelas. O plano levaria um ano para ser concluído. "Esse foi o prazo mínimo conseguido. O plano é imprescindível, já que estamos há 40 anos sem saber como está o transporte intermunicipal e a exploração das linhas", afirma a promotora.
Mesmo com a discrepância entre o prazo mínimo do primeiro estudo e a previsão de quatro meses exigida pelo TCE para que o plano diretor seja realizado, Villismarra defende que a licitação seja feita de forma independente.
Para o presidente da AGR, Humberto Jannús, as duas medidas não podem ser dissociadas. "Não vamos nos furtar de nossa obrigação, mas precisamos do plano para orientar toda a licitação, ouvindo também os representantes das empresas e os usuários".
Fonte: O Popular

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