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quinta-feira, 26 de março de 2015

Exposição do VLT atrai céticos sobre o novo transporte

Jornal do Brasil/Matheus Ferre*
“Eu tenho uma dúvida: eu quero saber como vai funcionar, se vai dar vazão para toda a população que depende de transporte público do Rio de Janeiro”, foi um questionamento comum entre as pessoas que estavam na exposição do vagão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Cinelândia, na tarde desta terça-feira (24) no Rio de Janeiro. O VLT entra em atividade em 2016 e irá transportar cerca de 300 mil passageiros por dia.
A engenheira eletricista Tatiana de Souza, 29, questionou se o novo transporte vai ser eficiente ou “no mesmo nível do BRT”. “Se não tiver uma boa operação não vai dar certo, como é o BRT hoje em dia. A TransOeste e a TransCarioca eu acho que não têm uma boa logística. Se acontecer a mesma coisa aqui no VLT vai dar um grande problema, não vai funcionar também. Se fizer igual ao BRT não vai dar certo, já foi provado com números que o sistema não dá certo”, disse.
Pessoas se reuniram para olhar o novo transporte
O estudante de arquitetura Atílio Flegner, 20, explicou que o VLT será um modal acessório para a população da cidade, não transportando pessoas de muito longe para o Centro da cidade. Ele explicou que o VLT irá ter uma vazão de 9 mil pessoas por hora, o que, apesar de ser um número grande, não é o suficiente para a cidade. Segundo Atílio, o metrô transporta 50 mil pessoas por hora. “Hoje as barcas já transportam 12 mil pessoas e com as novas vão ser 24 mil. Quando o VLT chegar perto da Central [do Brasil] a situação irá ficar muito mais difícil, porque vão ser as pessoas dos ônibus, trem da Supervia e metrô para pegar o transporte”, explicou o estudante de arquitetura. “O que passa de ônibus hoje aqui na Rio Branco, por incrível que pareça, tem maior capacidade de gente do que o próprio BRT ou que o futuro VLT vai ter um dia. Vai acontecer a mesma coisa que aconteceu [com o BRT], eles vão acabar com diversas linhas de ônibus, mas isso não vai funcionar. Eles têm que calcular melhor isso, estão colocando muita fé em modais que são de baixa capacidade”, completou.
O VLT entra em atividade no próximo ano
“Eu acho que tem duas coisas principais que o governo e a prefeitura precisam se preocupar”, começou dizendo o administrador de empresas Henrique Santana, 39. “A primeira de todas é a vazão. Eu acho que não tem um estudo consolidado ainda de qual seria o volume desse transporte, a quantidade de pessoas. O segundo ponto seria o próprio tráfego. O trânsito corre um grande risco se, principalmente, não houver uma mudança dos modais e ônibus que circulam no Centro da cidade pode dificultar muito”, disse.
Tatiana de Souza disse que acredita ser necessário um momento de teste – diferentemente do que foi feito no BRT com a retirada de ônibus – para que veja como a população irá responder à nova forma de transporte disponibilizada pela prefeitura.
As dúvidas principais da estudante de turismo Jenifer de Miranda Silva, 21, são em relação ao trânsito. Para ela, a dificuldade com o VLT será com a mudança em uma das principais avenidas do Centro. O pedido da jovem era que explicassem para ela como vai haver essa mudança e o trânsito irá fluir normalmente. “Eu espero de verdade que ajude a cidade, esse trânsito horrível todo dia. Eu quero saber se vai melhorar mesmo ou se isso vai ser só mais uma maquiagem para a nossa cidade. O povo precisa de transporte de qualidade, nós usamos diariamente. É essa minha grande dúvida”, questionou a estudante.
As pessoas ficaram em dúvida quanto à funcionalidade do VLT
Atílio Flegner explicou que a concessão do VLT é de 25 anos, no entanto, nos cálculos do estudante de arquitetura engajado com os transportes do Rio de Janeiro, o transporte só irá funcionar por dois anos. "Serão 23 anos de problemas e reclamações para o Rio, afinal, quem irá querer quebrar um contrato desse tamanho?".
A assessoria de imprensa da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cedurp), informou que o VLT chega para acrescentar o sistema de trânsito da cidade. De acordo com a Cedurp, serão 420 passageiros em intervalos de três a 15 minutos. 
Confira a nota da Cedurp:
"O VLT chega para acrescentar capacidade, com operação 24 horas por dia conectando todos os meios de transporte na região central (barcas, trens, metrô, teleférico, ônibus convencionais, rodoviária, aeroporto e terminal de cruzeiros marítimos). Pode transportar até 300 mil pessoas diariamente em seus 28 Km de trilhos. São 420 passageiros por composição em intervalos de três a 15 minutos. Silencioso, moderno e menos poluente, será climatizado, acessível e trará qualidade ao transporte de quem transita pelo Centro. 
A velocidade média de 17 km/h se deve ao fato de o VLT atravessar praças e cruzamentos, em parâmetro indicado e seguro para áreas de grande movimentação de pessoas. 
A ocupação de duas faixas da Avenida Rio Branco para implantação do sistema atende a uma nova lógica de mobilidade urbana que não prioriza o transporte individual, mas o transporte coletivo. Um VLT pode transportar até 420 pessoas, o que corresponde a 84 automóveis levando em consideração que os carros teriam cinco pessoas cada. Nesse caso, VLT otimiza a ocupação do espaço público."
O JB entrou em contato com a Secretaria de Transportes e perguntou se com a implantação do novo meio de transporte se alguma linha de ônibus irá ser cortada. A resposta da assessoria somente que: "Além do VLT, o centro terá também BRT, com a chegada do corredor Transbrasil até a Presidente Vargas."

domingo, 2 de setembro de 2012

Estudo aponta veículos mais indicados para transporte nas grandes cidades brasileira

Pedro Peduzzi
BRT, VLT e monotrilho. As duas siglas e a palavra monotrilho representam não apenas meios, mas sistemas de transportes que podem amenizar as dificuldades do trânsito nas grandes cidades. Hoje, os efeitos negativos vão além da qualidade de vida daqueles que, diariamente, perdem horas tentando se locomover entre a casa e o trabalho ou a escola.
Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que os problemas de deslocamento dos moradores nas grandes cidades afetam “diretamente” a produtividade do trabalhador e a competitividade do setor produtivo. De acordo com o estudo Cidades: Mobilidade, Habitação e Escala, no Brasil, a situação tem piorado, já que, entre 2003 e 2010, o tempo médio gasto pelo brasileiro em deslocamentos urbanos aumentou 20%.
A solução para o problema pode estar nas siglas BRT e VLT e no monotrilho, diz o diretor do Sindicato da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi. A primeira delas, bus rapid transit, refere-se a um sistema de ônibus com faixa exclusiva, no qual a tarifa é paga antes do embarque, ainda na estação. A segunda sigla – veículo leve sobre trilhos – é usada para uma versão moderna dos antigos bondes. Para situações onde há menos espaços na superfície, a solução pode estar alguns metros acima do solo: o monotrilho, sistema de transporte que, em geral, é feito sobre vigas.
“A escolha do sistema ideal depende de fatores como o tamanho da demanda e as condições da cidade”, disse à Agência Brasil o diretor do Sinaenco. “O veículo com maior capacidade de transporte é o metrô, que consegue transportar 80 mil passageiros por hora em cada sentido. O problema é o alto custo de construção e as dificuldades de implementá-lo em cidades já constituídas”, ressaltou Bernasconi. Ele destacou, porém, que, para boa parte das cidades brasileiras, o transporte de superfície mais eficiente é o BRT.
Segundo o diretor Bernasconi, apesar de ter menor capacidade – 30 mil passageiros por hora em cada sentido –, o BRT é um sistema muito eficiente "e com metodologia totalmente brasileira”. O sistema foi implantado pela primeira vez em Curitiba e, atualmente, é usado em diversos países, tanto na Europa quanto na Ásia e nas Américas.
Já o VLT tem capacidade para transportar 40 mil passageiros por hora em cada sentido. “Do ponto de vista ecológico, este bonde moderno é o melhor sistema de transporte. Além de ser agradável de andar, é bastante silencioso. Isso ajuda a evitar, também, a poluição sonora, muito comum em ambientes urbanos”, explicou o especialista.
Para localidades onde não haja espaço na superfície, o mais indicado é o monotrilho. “Quem já foi a Miami ou à Disneylândia conhece bem este sistema. É como se fosse um VLT, só que elevado [por vigas]. É um transporte caro, e há questionamentos quanto aos efeitos que ele causa na paisagem. Mas há também muita gente que o acha bonito”. O monotrilho tem capacidade para transportar 50 mil passageiros por hora em cada sentido.
De acordo com Bernasconi, o monotrilho tem também suas vantagens. “Além de poder atingir mais velocidade em áreas complicadas, permite um passeio bonito, com paisagens vistas do alto. Isso ajuda a criar, no cidadão, o hábito de querer usar o transporte público [e deixar o carro na garagem].”
“Ainda que ter carro seja um direito, é por causa deste tipo de veículo que as cidades estão com pessoas cada vez mais aborrecidas por causa de trânsito. O problema é que não há, no Brasil, uma cultura de uso do transporte público, a exemplo do que acontece em vários países europeus. Lá, é hábito usar veículos particulares apenas nos finais de semana, geralmente para pegar rodovias. Somado a isso, há o fato de, por aqui, carro estar associado a status”, acrescentou Bernasconi.
Segundo o estudo da CNI, o Brasil teve crescimento demográfico de 13% entre 2003 e 2010. No mesmo período, o número de veículos em circulação aumentou 66%. Conforme o estudo, a consequência é que cada morador das 12 metrópoles brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Belém, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre e Recife) gasta, em média, uma hora e quatro minutos para se locomover. Nas cidades médias, que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes, as pessoas gastam, em média, 31 minutos em seus deslocamentos.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Empresas entregam proposta para a compra de 22 VLT´s para a Baixada Santista

Na audiência pública realizada nesta sexta-feira, na unidade da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, em São Bernardo do Campo, duas empresas e dois consórcios entregaram as propostas para a licitação da compra de 22 VLT´s (Veículos Leves sobre Trilhos) que trafegarão no trecho que ligará o Terminal Barreiros, em São Vicente, ao Porto, em Santos, e sua extensão Conselheiro Nébias a Valongo. 
Os dois trechos correspondem à primeira fase do SIM (Sistema Integrado Metropolitano), projeto do Governo do Estado, coordenado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, por meio da EMTU/SP.
As empresas que entregaram as propostas são Cosntrucciones Y Auxiliar de Ferrocarriles S.A. e Pojazdy Szynowe Pesa Bydgoszcz. Também entregaram as propostas o Consórcio Alstom – formado pelas empresas Alstom Brasill Energia e Transporte Ltda e Alstom Transport S.A. – e o Consórcio TREMVIA SANTOS – formado pelas empresas Trans Sistemas de Transportes S.A. e Vossloh Espanã S.A. - .
Trata-se de uma concorrência internacional e a assinatura do contrato com a vencedora do certame está prevista para setembro de 2012. O primeiro veículo deve ser entregue em 18 meses (abril de 2014). A entrega de todos os trens deve ser concluída até março de 2015 e o investimento estimado é de R$ 284,3 milhões.
Outro passo importante para viabilizar a circulação do VLT é a licitação dos sistemas de comunicação e sinalização. O edital de compra dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, controle de tráfego e bloqueios (catracas e guichês) deve ser publicado ainda neste mês de julho. 
O Veículo Leve Sobre Trilhos escolhido para operar na Baixada Santista seguirá algumas especificações básicas: 2,65m de largura por 44 m de comprimento, capacidade para 400 usuários; velocidade média de 25km/h ( a máxima é de 80 km/h) e ar condicionado. 
Sistema Integrado Metropolitano – SIM/VLT
Com a expectativa de atender cerca de 70 mil passageiros/dia útil nesta primeira fase, o VLT será integrado às linhas de ônibus metropolitanos e municipais. Contará com obras de infraestrutura como terminais, estações de transferência, pontos de parada, dispositivos de acessibilidade, intervenções no viário e construção de ciclovias. O investimento total previsto é de R$ 855 milhões.
Projetos
Desde fevereiro de 2012 o Consórcio Projeto VLT (empresa vencedora da licitação) está elaborando o projeto executivo do trecho que ligará o terminal Barreiros ao Porto (11km), previsto para ser concluído em agosto de 2012.
Já o Consórcio Projetos SIM RMBS elabora o projeto básico e executivo dos outros trechos do VLT: Conselheiro Nébias/Valongo (4 km), Projeto Básico dos trechos Barreiros/Samaritá - 7,4 km e Cons. Nébias/Ponta da Praia - 4,4 km, e Projeto Funcional da ligação Samaritá/Terminal Tatico - 7km. O prazo de conclusão é setembro de 2012.
Obras
Em abril foi retomado o processo de licitação com a entrega da documentação técnica e de habilitação para a pré - qualificação das empresas interessadas em participar da licitação pública para a execução das obras. Foram habilitados cinco Consórcios e a licitação está em fase de recursos.
Entre julho e agosto está prevista a publicação dos dois editais para a contratação dos Consórcios que executarão as obras do trecho prioritário e sua extensão, cujos trabalhos devem começar entre setembro e outubro. A estimativa é de que as obras terminem no primeiro semestre de 2014.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vai de carro ou VLT?

Técnicos dizem que a população prefere um bom transporte público ao carro próprio, mas não é o que se ouve nas ruas
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Um dos projetos mais polêmicos para a Copa do Mundo de 2014, e que vem desde o princípio causando muitas controvérsias na sociedade e também no Poder Público é a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. 
Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o novo modal é um dos principais legados que a Grande Cuiabá terá com a Copa, pois disponibilizará para os usuários de transporte coletivo rapidez, qualidade e maior conforto. Muitas autoridades acreditam que com a implantação do VLT as pessoas vão preferir usar o transporte coletivo ao carro particular. 
Entretanto, boa parte da população não concorda com esse pressuposto e ainda afirma que as pessoas que pensam desta forma possuem veículo próprio e não precisam utilizar o transporte coletivo para se locomover. 
Veículo Leve sobre Trilhos: é grande a expectativa para ver como e se ele vai funcionar em Cuiabá A funcionária pública Alacil Maria de Pinho acredita que ninguém gosta de usar o transporte coletivo, e usa somente porque precisa. Ela afirma que mesmo com a mudança no sistema de transporte, a preferência das pessoas por um veículo próprio não irá mudar. “Ninguém vai preferir esperar a ter um carro”, afirma. 
Luciana Leite também concorda com Alacil e afirma não querer mais andar de ônibus mesmo com a chegada do VLT, e por isso está fazendo economia para que durante este ano compre um carro popular. “Ônibus, BRT, VLT, não importa, quero ter meu próprio carro e poder ir a qualquer lugar sem precisa esperar, ou ter que andar do ponto até o local onde preciso ir”, ressalta. 
A funcionária pública Azenil Maria, possui carro, mas acredita que o dinheiro que será gasto com o VLT poderia ser investido em outras áreas mais essenciais da sociedade, como por exemplo, a saúde e a educação. Além disso, ela acredita que as escolas públicas também podem ser melhoradas para oferecer um ensino de qualidade para as crianças. “Vão gastar tanto dinheiro com esse tal de VLT, mas esqueceram que o pronto socorro de Cuiabá e Várzea Grande estão em crise e que há muitas escolas precárias”, pondera. 
Um dos objetivos do Governo do Estado e da Prefeitura da Capital com a implantação do novo modal é desafogar o transito que atualmente conta com uma frota de 310.868 mil veículos, incluindo motos, caminhonetes, carros, ônibus e outros. 
Uma fonte da Secretaria de Transportes Urbanos da Capital, que não quis se identificar, afirma que a Grande Cuiabá ganharia mais com um projeto de ônibus rápido atrelado à abertura de novas vias. 
Contudo, ao que parece o município não tem tanta liberdade para dar opiniões nos projetos relacionados à Copa do Mundo. O VLT só passará para o controle do município depois de pronto. Até lá, o projeto, licitação, implantação, execução e funcionamento é de responsabilidade do Governo do Estado.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vagões do VLT chegam a Maceió e são apresentados por ministro

"Alagoas será o primeiro estado a ter VLT", diz superintendente da CBTU
Gazetaweb com Katherine Coutinho
A primeira composição, com três carros, do Veículo Leve sobre Trilhos foi apresentada à sociedade alagoana na tarde desta segunda-feira (13). Os carros vieram do Ceará, onde fica a única indústria nacional que fabrica esse modelo de veículo. O evento contou com a participação do ministro das Cidades, Márcio Fortes e com o superintendente nacional da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Elionaldo Magalhães.
Segundo Elionaldo, Alagoas será o primeiro Estado do Brasil a rodar com o transporte com padrão definitivo do VLT. “O VLT será implantado em outras cidades do Brasil, como Fortaleza e Recife. Maceió é a primeira cidade a receber o VLT em seu formato final”, disse o superintendente da CBTU.
Márcio Fortes disse que, apesar de muitos não acreditarem na realização do projeto, o VLT chegou a Maceió. Para o Ministro, esse é o início da modernização de Alagoas. “Este e um veículo moderno, o primeiro do Brasil a funcionar com padrões europeus. Ele veio para dar melhor qualidade de vida aos maceioenses no que se refere a transporte urbano”, afirmou Márcio Fortes.

http://gazetaweb.globo.com/

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