A CRISE DA BUSSCAR
Esta é a resposta de Claudio Nielson sobre a possibilidade de deixar o comando da empresa, a pedido do BNDES e de credores
O sentimento de quem ganhou uma batalha depois de tantas derrotas aflorava à pele dos 1,5 mil trabalhadores da Busscar que, depois de 50 horas de viagem e mais de 3 mil quilômetros rodados, chegaram ontem à noite de Brasília.
No pátio da empresa, cada um dos 40 ônibus era recebido com festa por quem não pôde participar da mobilização. Por volta das 20 horas, o veículo que trazia a comissão de trabalhadores e o presidente da empresa, Claudio Nielson, chegou à Busscar.
Recebido com euforia por aqueles que o esperavam, o empresário joinvilense saiu coberto pela bandeira da empresa e de mãos dadas com os outros funcionários. Pegou o megafone e agradeceu à confiança depositada por aqueles que têm anos de casa e pelos que são recém-chegados à Busscar. Além disso, se comprometeu a honrar cada um dos empregados.
“É muito gratificante na situação que estamos receber o apoio dos funcionários”, declara. Sobre os rumores de que o BNDES pediria a mudança no comando da empresa em troca de ajuda, ele foi enfático. “O povo (da Busscar) vai dizer quem quer que fique”, disse um Claudio Nielson emocionado.
Segundo o gerente de informática, Esbaldini Testoni, o momento foi definido como uma grande vitória. “Levamos 1,5 mil pessoas a Brasília sem salários e com 13º atrasados. Passamos de um céu de nuvens para um de brigadeiro”, diz. Testoni conta que na Capital, os trabalhadores cogitaram passar 13 dias em vigília esperando por uma resposta do governo federal.
“O chefe do gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, entendeu a nossa luta e vimos nele um aliado. Ele nos aconselhou que voltássemos porque já sofremos demais”.
A expectativa é que na segunda-feira o resultado da reunião comandada ontem por Carvalho junto com o ministro da Fazenda ,Guido Mantega, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, seja comunicado à empresa, fornecedores, credores e sindicatos.
Emocionados, executivos e funcionários se abraçavam no pátio da fabricante de carrocerias. No peito, o crachá demonstrava o orgulho de pertencer ao time. Apitos, bandeiras e calorosas salvas de palmas completavam o clima. “Começou com uma viagem um pouco tensa, mas na volta quase não dormimos de tanta felicidade. Temos amor pela empresa e confiança na direção”, afirma o coordenador de logística, Francisco Vargas, que já tem 13 anos de casa.
ana.fanton@an.com.br
ANA PAULA FANTON
JOINVILLE
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/j...88§ion=886
sábado, 29 de maio de 2010
“O povo vai dizer quem quer que fique”
sábado, maio 29, 2010
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