terça-feira, 19 de abril de 2011

Uma empresa, duas escolhas

Um ano após os últimos salários terem sido pagos pela Busscar, sindicato organiza protesto na frente da companhia.
Hoje, às 15 horas, o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e região espera reunir centenas de trabalhadores e ex-funcionários da Busscar em frente à sede da empresa para protestar contra os pelo menos 12 meses de salários atrasados – em alguns casos o tempo é maior, contando férias e 13°. Enquanto o carro de som estiver dando voz às manifestações e o bolo for servido para representar o “infeliz aniversário”, cerca de 200 funcionários, dos aproximadamente 1,4 mil que ainda têm contrato com a fabricante de carrocerias, vão estar trabalhando.
O objetivo da reunião é esclarecer a atual situação da montadora de ônibus, que divide opiniões sobre sua recuperação. As informações mais esperadas pelos interessados no futuro da empresa são consequência da intervenção do Ministério Público do Trabalho, solicitada pelo sindicato.
O procurador Guilherme Kirtschig recebeu ontem uma declaração da Busscar explicando sua versão da história. No documento, a empresa anexou cópias de e-mails enviados para bancos e possíveis compradores – sem divulgar destinatários – e disse que desde 25 de março deu início à fase final do processo de capitalização da empresa, que pode significar apenas injeção de capital, venda total ou parcial de ações.
“O processo teria começado em dezembro do ano passado e agora entra na etapa de escolha do negócio que será feito. Primeiro teriam recebido várias propostas e agora afunilaram nas melhores. Os interessados receberam informações completas sobre a Busscar, mas não foi dado um prazo final para o processo”, explica o procurador, que repassará as informações ao sindicato e pode intimar a fabricante de ônibus a prestar mais esclarecimentos na próxima semana. Kirtschig disse ainda que a Busscar teria encaminhado uma carta com o resumo destas informações ao funcionários.
Mas quem espera que a fabricante de carrocerias se pronuncie por meio de um representante na reunião de hoje, como foi pedido pelo sindicato, pode sair frustrado. Segundo o procurador, a empresa avisou que não deve enviar nenhum porta-voz ao encontro.
Atualmente, a Busscar produz algumas carrocerias para clientes que já anteciparam o pagamento e para a Guatemala. Parte do material necessário para a produção é financiado por dois bancos que preferem não ter os nomes divulgados. “A empresa também permanece oferecendo serviços de reposição de peças e assistência técnica, além de ter profissionais atuando no setor de RH”, diz o gerente de tecnologia, Esbaldini Testoni. A diretoria da empresa foi procurada, mas preferiu manter a posição de não se manifestar por meio da imprensa. 
Texto transcrito do artigo de:
marina.andrade@an.com.br
MARINA ANDRADE
Fonte da Materia:
http://www.clicrbs.com.br/

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