terça-feira, 7 de junho de 2011

Lei verde de SP pode levar Scania a dobrar vendas de ônibus

A Scania vendeu recentemente 60 ônibus movidos a etanol para empresas do transporte urbano da cidade de São Paulo, mas o número é pequeno perto do potencial de vendas da companhia para atender a legislação ambiental paulistana, disse nesta segunda-feira um alto executivo da empresa.
Com uma lei ambiental em vigor desde 2008 podendo agora ser atendida pelo início da produção local desses veículos a etanol, a companhia sueca pode mais que dobrar as vendas de ônibus no País, afirmou o vice-presidente de Vendas da Scania para a América Latina, Christopher Podgorski.
A capital paulista tem uma legislação que prevê a substituição, até 2018, de toda a sua frota de 15 mil ônibus a diesel por veículos movidos a combustíveis renováveis. A companhia também oferece ônibus a biogás e a biodiesel, mas o etanol, pela disponibilidade e tradição do biocombustível no País, vem sendo uma aposta importante da companhia.
"É uma janela de oportunidade," disse Podgorski, durante o Ethanol Summit. "A cada ano, São Paulo teria que substituir 1,5 mil ônibus por ano, talvez um pouco mais, pois só começou agora com esse processo," acrescentou ele, referindo-se ao potencial de substituir até 2018 cerca de 15 mil ônibus, de acordo com exigência da lei.
Atualmente, a empresa vende por ano 1,2 mil ônibus no Brasil, especialmente veículos rodoviários, para longas distâncias. Em maio deste ano, começaram a circular na cidade de São Paulo os primeiros 50 ônibus movidos a etanol fornecidos pela Scania. E durante o Ethanol Summit a empresa anunciou a venda de mais dez veículos do mesmo tipo.
Podgorski explicou que o processo de substituição dos veículos decolou só recentemente porque antes a empresa não produzia o veículo a etanol no Brasil, e não seria viável importá-lo. Na Europa, especialmente em Estocolmo, já circulam mais de 800 ônibus do tipo com tecnologia da Scania. Além disso, as vendas começaram após as empresas poderem contar com financiamentos específicos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
De acordo com o gerente-executivo de vendas de ônibus da Scania no Brasil, Wilson Pereira, a companhia também está em negociação com outras cidades, como Belo Horizonte, para oferecer o ônibus a etanol.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), do governo do Estado de São Paulo, também negocia com a empresa, segundo Pereira, com vistas a atender a ousada lei ambiental do Estado, que até 2020 determina que as emissões de gases do efeito estufa sejam 20% inferiores ao que eram em 2005.
O ônibus a etanol tem um custo 10% superior ao veículo movido a diesel, pois o motor precisa ter algumas peças específicas, que resistem à oxidação.  

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