terça-feira, 21 de agosto de 2012

Autocarros entregues pelo Executivo permitiram fluidez na circulação de pessoas e bens

O sector dos transportes públicos, na província do Zaire, conheceu desde 2008 melhorias significativas, com a entrada em circulação de 73 novos autocarros entregues pelo Executivo à luz do programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos às populações, informou em declarações ao Jornal de Angola o director provincial dos Transportes, Correios e Telecomunicações.
Jeremias Timóteo explicou que os referidos autocarros, com capacidade para 52 passageiros sentados, foram recebidos e distribuídos a quatro empresas locais que realizam carreiras de carácter intermunicipal e interprovincial. O surgimento dos meios de transporte colectivo teve um impacto positivo na vida dos habitantes locais que passaram a viajar para outros pontos do país, principalmente para Luanda, a custos módicos.
“Temos ligações com todos os municípios, incluindo aqueles onde ainda há algumas dificuldades de circulação como são os casos do Kuimba e Nóqui”, disse, acrescentando que para as demais regiões do interior da província, designadamente Mbanza Congo, Tomboco, Nzeto e Soyo, a realidade já é diferente, por estarem interligadas através da Estrada Nacional 110, que beneficia ainda em alguns troços de obras de reconstrução. 
O responsável frisou que a eficácia do sistema provincial dos transportes públicos não depende unicamente dos meios, mas também do estado das próprias vias onde são realizadas as carreiras.
O interlocutor referiu que os autocarros chegaram à província numa altura em que todas as estradas estavam degradadas, facto que teve como consequência a paralisação de grande parte da frota distribuída às empresas operadoras do sector na região. Outro factor, acrescentou, que afectou a durabilidade dos meios tem a ver com a falta de acessórios no mercado nacional. “As operadoras encontram dificuldades em conseguir acessórios para assegurar o funcionamento dos meios. A empresa importadora dos autocarros também alega não ter acessórios à venda”, revelou, para mais adiante salientar que o seu pelouro tenciona solicitar um reforço de mais autocarros já que as principais rotas que constituíam o “calcanhar-de-Aquiles” conheceram melhorias substanciais, como é o caso do troço rodoviário que liga a cidade de Mbanza Congo a comuna fronteiriça do Luvo, um percurso de 60 quilómetros devidamente asfaltado.
Para garantir melhores condições de embarque e desembarque de passageiros, o governo provincial do Zaire projectou duas estações de autocarros. Os empreendimentos, um em construção na localidade de Nkunga Paza (Mbanza Congo) e outro na aldeia Casa de Telha (Nzeto), vão dispor de vários serviços acoplados, entre os quais bombas de combustível e parque de estacionamento.
No ano transacto a província recebeu do Governo um total de 53 camiões repostos aos cidadãos que perderam os seus carros ao serviço do Estado durante o período de guerra.
Transporte aéreo
O director provincial dos Transportes, Correios e Telecomunicações no Zaire aludiu que, devido às obras de restauro e ampliação da pista do aeroporto de Mbanza Congo, iniciadas em 2010, cuja primeira fase já foi concluída, opera na região uma única companhia aérea privada, a Fly 540, que realiza voos todos os dias de Luanda/Mbanza Congo, fazendo ligação também com o município petrolífero do Soyo.
“Estamos à espera que terminem os trabalhos de modernização do aeroporto para recebermos aviões de grande porte”, observou Jeremias Timóteo, sublinhando que neste momento aguardam pela construção da torre, que considerou um elemento fundamental para a operacionalização dos serviços aeroportuários. Timóteo revelou que uma equipa de especialistas da Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENANA) esteve em Mbanza Congo e efectuou levantamentos técnicos para determinar o tipo da torre a ser construída na referida infra-estrutura aeroportuária. A construção do equipamento vai permitir o normal funcionamento do aeroporto, conferindo deste modo maior segurança na aterrisagem de aeronaves de grande porte.
O aeródromo do Soyo também apresenta uma nova cara. A placa foi ampliada e decorrem nesta altura obras de construção de duas torres que estão já na fase final de conclusão. Os efectivos do Serviço de Bombeiros e Protecção Civil destacados naquele recinto aeroportuário ganharam novas instalações e um armazém. 
A ideia, afincou, é reabilitar todas as infra-estruturas aeroportuárias existentes na região. Prova disso é o aeródromo do Nzeto, que também está a ser reabilitado, mas que as obras paralisaram, por desistência do empreiteiro encarregado da execução dos trabalhos. As razões são até ao momento desconhecidas. O assunto, esclareceu, aguarda pelo pronunciamento de instâncias que superintendem o sector, sobretudo pela ENANA que deve, a priori, intervir junto do empreiteiro em causa para encontrar uma saída plausível para o caso.
No cômputo geral, acrescentou, as acções estão inseridas num amplo programa de reabilitação e modernização de todas as infra-estruturas aeroportuárias desenvolvidas pelo Executivo angolano com a finalidade de conferir maior segurança e comodidade aos utentes dos referidos serviços.
Embarcações marítimas
Um projecto que visa a aquisição de embarcações, para o estabelecimento de uma linha de transporte de pessoas e mercadorias entre o mar e o rio Zaire está igualmente na forja no Zaire. Jeremias Timóteo explicou ao nosso jornal que uma equipa trabalha já na criação das condições expeditas para a materialização do projecto no município do Nóqui, Pedra do Feitiço e Soyo, que possui um Porto. A par do Soyo, disse, noutras localidades vão ser construídos portos flutuantes, para assegurar o embarque e desembarque de pessoas e bens. Na mesma senda, decorre um estudo para a construção de um Porto no município piscatório do Nzeto. A ideia, asseverou, é facilitar o escoamento de produtos do interior da região para os grandes centros de consumo.
Sector das telecomunicações
O sector das telecomunicações está em franco desenvolvimento e expansão no Zaire. A telefonia móvel explorada pelas empresas Unitel, privada, e Movicel, estatal, tem uma cobertura de quase toda a extensão territorial da província. Mas o mesmo não acontece ainda com a telefonia fixa. De acordo com Jeremias Timóteo esforços estão a ser desenvolvidos para que a rede fixa possa funcionar em todas as localidades da região. Para garantir comunicações às populações residentes nas localidades recônditas da província, foi implementado pela empresa Angosat um projecto que consistiu na instalação de serviços denominados Liga-Liga. O director dos Transportes, Correios e Telecomunicações no Zaire sublinhou que um dos avanços registados no ramo das telecomunicações é sem sobra de dúvidas a instalação da fibra óptima que, ao entrar em funcionamento, vai melhorar a capacidade e a eficácia dos serviços de Internet e telefonia.
“A fibra óptica foi instalada desde o Soyo com uma linha que fez um nó no Nzeto, de onde seguiu para Tomboco, passando por Mbanza Congo, Kuimba, até ao município de Maquela do Zombo, na província do Uíge”, esclareceu.
Jeremias Timóteo disse que Zaire é uma das províncias do país que foi também contemplada no projecto de mediatecas. A infra-estrutura concebida pelo Executivo angolano, com o fito de dar resposta ao défice existente em termos de espaços de pesquisa e leitura, está a ser erguida na vila petrolífera do Soyo, cujos técnicos, num total de 25, que vão garantir o seu funcionamento, recebem formação no exterior do país.
Os serviços de correios funcionam apenas com duas estações postais instaladas em dois dos seis municípios da província do Zaire, nomeadamente Mbanza Congo e Soyo, sendo que nos demais municípios decorrem obras para a construção de estações postais.
Fonte da Matéria: http://jornaldeangola.sapo.ao/

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