quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Empresa de ônibus suspende operações após denúncias de ilegalidade

Celso Martins e Carlos Calaes - Do Hoje em Dia
Viaturas do DER e da BHTrans noTerminal JK, em BH: ônibus irregulares impedidos de seguir viagem
A empresa de ônibus CVA Turismo, com sede em Almenara, suspendeu as linhas partindo de Belo Horizonte para os vales do Jequitinhonha, Mucuri e Leste do Estado. Os ônibus que seguem do interior para a capital não circulam desde domingo (16).
A suspensão ocorreu depois que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) conseguiu, em Teófilo Otoni, onde a CVA tem um escritório, uma liminar que deu poderes à fiscalização de apreender os veículos da empresa flagrados transportando passageiros.
Porém, a medida pouco afeta o mercado do transporte intermunicipal ilegal no Estado. Outras empresas continuam a atuar indiscriminadamente, seja em locais de grande visibilidade, como o Terminal Turístico JK, no Barro Preto, em BH, ou em “rodoviárias” próprias, como o ponto de embarque e desembarque montado pela CVA na avenida Antônio Carlos, na capital.
Em contra
Na segunda-feira (17), a reportagem comprou uma passagem para Almenara, no escritório da Translin Turismo, no Terminal JK. O principal chamariz dessas empresas ditas de turismo, mas que atuam no mercado regular de passageiros ilegalmente, são os preços mais em conta. O tiquete para Almenara, por exemplo, saiu por R$ 110, enquanto que em uma empresa autorizada, com saída pela rodoviária do Centro, o valor é R$ 166.
Questionada se não haveria problemas com a fiscalização, a atendente da Translin disse que, se o ônibus for retido, os passageiros são transferidos para veículos de empresas autorizadas.
Resposta
A reportagem foi abordada por um funcionário da Translin, que ficou desconfiado, mas sem ser agressivo. Após a equipe confirmar ser do Hoje em Dia, ele revelou que a empresa não consegue se legalizar. Disse que os ônibus são relativamente novos e que a viação recebeu R$ 70 mil em multas de trânsito indevidas. “É um cartel que faz de tudo para quebrar a gente”, reclamou o funcionário. Ele lembrou que, em caso de acidente, os passageiros são cobertos pelo Seguro Obrigatório (Dpvat). A Translin atua há dez anos no JK.

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