quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mudança no sistema de transporte de Mauá custou R$ 50 milhões

As recentes alterações no sistema de transporte de Mauá consumiram investimento de R$ 50 milhões, e resultaram na renovação da frota de ônibus, colocação de abrigos, alteração no sistema de bilhetagem, criação de traçado das linhas de ônibus municipais e mudança no funcionamento dos terminais da cidade.
“O usuário tem direito a transporte digno e de qualidade. Estamos trabalhando para adequar sempre a relação oferta e demanda”, observa o secretário de Mobilidade de Mauá, Renato Moreira dos Santos. Segundo o titular da pasta, há ônibus suficientes para o atendimento da população. Novo diagnóstico será realizado entre fevereiro e março para avaliar o sistema.
Segundo Santos, considerando a renovação da frota - 132 novos coletivos -, colocação de 100 novos abrigos, troca dos bilhetes antigos para o novo Cartão DaHora, reformulação de dois terminais de integração - na região dos jardins Zaíra e Itapark- , e outras ações demandaram todo o investimento da secretaria, que prevê gastar cerca de R$ 10 milhões, em 2011, com a manutenção dos serviços na área. “Um investimento menor porque hoje a idade média dos ônibus de Mauá é de dois a três anos e o permitido é de cinco anos”, explica.
Melhorias necessárias
O secretário conta que estudos realizados em 2010 apontaram a necessidade de mudar a forma de operação do terminal central da cidade, que atuava como ponto final, para uma estação de passagem dos ônibus. “Precisamos de mais agilidade. Hoje os ônibus ficam parados no terminal do centro apenas pelo período do embarque”, diz.
A expectativa é que o terminal que beneficiará a região do jardim Zaíra, na avenida Presidente Castelo Branco, fique pronto na segunda quinzena de janeiro. “Hoje, todas as linhas que saem da região do Zaíra têm como destino o centro e passam pela avenida Presidente Castelo Branco, congestionando a via. Serão criadas linhas alimentadoras até este terminal de integração”, esclarece. O investimento para a readequação do terminal central e construção da estação no Zaíra foi de cerca de R$ 850 mil.
Outro terminal que será utilizado para passagem é o localizado entre as avenidas Itapark e Barão de Mauá. A reforma do espaço conta com recurso federal – cerca de R$ 1 milhão – e tem inauguração prevista até agosto de 2011. A estação atenderá a população do Itapark.
A promessa de Mauá para 2011 é acelerar a conversa com o governo do Estado de São Paulo sobre a integração tarifária dos ônibus municipais com a CPTM e a EMTU. “Essa discussão trará um impacto positivo para o bolso do usuário”, destaca.
Reclamações da população caíram 65%
Para o secretário de Mobilidade do município, Renato Moreira dos Santos, houve melhora no sistema de transportes. “Podemos dizer que houve queda de 65% no número de reclamações através do 156”, destaca. Ao contrário do que vinha ocorrendo em anos anteriores, Santos revela que a população encaminha e-mails reconhecendo a melhoria dos serviços.
Na visão de Santos, o transporte não caminha de forma isolada. “Estamos revendo a política de estacionamento e paradas, a possibilidade de aumentar o número de bolsões de estacionamento, e também foi feito edital para instalação de zona azul eletrônica”, comenta. Outra ação para melhorar o trânsito é a implantação de 75% de semáforos inteligentes.
Grupo Leblon continua a operar na cidade
O impasse a respeito da empresa que prestará serviços municipais de transportes de passageiros nas 18 linhas que compõem o lote 2, em Mauá, continua, mesmo com a vitória parcial do Grupo Leblon, na Justiça, nesta segunda-feira (29). A empresa, que iniciou os trabalhos na cidade desde 6 de novembro, continuará a operar até julgamento posterior, já que o Tribunal de Justiça determinou que fosse respeitada decisão do Superior Tribunal de Justiça de Brasília, o qual entendeu que a empresa paranaense cumpriu todos os trâmites exigidos em licitação.
Apesar de considerar o processo longo, o presidente do Grupo Leblon, Aroldo Issak, diz estar confiante na Justiça. “Tenho certeza que vamos resolver todos os percalços que possam aparecer. Sabíamos que no começo não seria fácil”, confessa. O Grupo, já atuante em Curitiba, colocou à disposição de Mauá 86 novos coletivos, adaptados às normas ambientais, com recursos de acessibilidade e articulados para tender maior número de passageiros.
A licitação é de 2008. Para o lote 1 foi considerada vencedora a Viação Cidade de Mauá. A Leblon foi vencedora do lote 2. A Justiça de São Paulo concluiu que as empresas que disputavam o lote 2, Transmauá e Viação Estrela de Mauá, ambas do mesmo grupo controlador da Viação Cidade de Mauá, teriam usado documentos falsos para atestarem capacidade técnica. As empresas Viação Estrela de Mauá e Transmauá podem recorrer da decisão judicial.
Por Natália Fernandjes
Repórter Diário

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