quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

EMPRESA DE TRANSPORTE PODE PARAR

Empresas pedem solução ao governo para poder continuar circulando
Transcrito do texto original de Jean Marcio Soares
Os passageiros que dependem da Cooperativa de Transportes Alternativos (Cootarde) que opera em Ceilândia, Brazilândia, Gama e Santa Maria, poderão ficar sem os serviços da empresa nos próximos dias. Segundo informou a diretoria da empresa, se nada for feito, não tem como manter o sistema funcionando com a passagem a R$ 1,50. Segundo a empresa, o gasto médio com cada veículo é de R$ 22 mil por mês, e o faturamento da empresa com cada carro não chega nem a R$ 18 mil, ou seja, a Cootarde registra um prejuízo de R$ 4 mil todo mês para manter cada  microônibus circulando.
Reivindicação
Diante de tal situação a empresa reivindica ao Ministério dos Transportes e ao DFTtrans um reajuste na tarifa, que deixaria de ser R$ 1,50 para ser cobrada R$ 2. Davino Alves Cavalcante, diretor social da Cootarde, explica que a empresa não tem receita suficiente para manter os microônibus, e que só está mantendo os carros rodando porque, os cooperados da empresa injetam dinheiro todos os meses para manter o transporte. “O nosso problema é defasagem de linhas, quando foi aprovado o projeto para o transporte alternativo , seria para operar em todo o Distrito Federal, no entanto, as melhores regiões onde seria possível o faturamento, continuam sendo realizadas por grandes empresas de transportes, que não são licitados, cobrando tarifa de R$2”, revela.
Além de realizar o transporte com tarifa a R$1,50, a empresa reclama do novo sistema adotado pelo o atual governo, obrigando o transporte alternativo a arcar com 1/3 do valor do passe livre aos estudantes. Ou seja, para cada estudante que utilizar o transporte alternativo, apenas R$ 0,50 é repassado para a empresa. Outro fator preponderante que acarretou dívidas ao sistema de transportes alternativos, foi o reajuste salarial concedido aos empregados do setor. Um motorista, por exemplo, que ganhava R$ 750, passou a ganhar R$ 820, por mês, em maio de 2010.
Davino Alves Cavalcante, explica ainda, que tem havido favorecimento da parte do governo para com algumas empresas de ônibus. Em dezembro de 2010, a Cootarde teve duas linhas suspensas, que passou ser operada pela a Planeta. A linha 957.1 e 924.1 que operavam entre Ceilândia e Vicente Pires, era operada por 18 microônibus e gerava um faturamento mensal de R$ 330 mil à empresa. “Depois que a Planeta ficou sabendo do faturamento, nós perdemos a linha, que passou a  ser operada pela Planeta cobrando o valor de R$ 2, sendo que nós,  cobrávamos apenas R$ 1,50”, conta.
A solução encontrada pela a cooperativa para que o serviço possa continuar, é que sejam abertas novas linha em Taguatinga e Plano Piloto, para que os microônibus possam circular. Para isso acontecer, as grandes empresas de ônibus deveriam tirar das ruas os 900 ônibus que fazem parte da frota de carros excedentes.
MODELOS
A COOTARDE possui uma frota de 150 microônibus que circulam na Ceilândia, Brazlândia, Gama e Santa Maria, com apenas dois anos de uso, todos os veículos já necessitam ser substituídos. Segundo informações de Joaquim Espindola , encarregado geral da garagem da empresa localizada na QNM 33 Ceilândia Sul, os atuais microônibus da empresa,modelos W8,  não possuem  suporte para a realização de transportes coletivo de passageiros, sendo assim, os carros quebram com muita facilidade. O ideal seriam  microônibus com a carroceria mais larga, pois a atual, é muito estreito o que danifica com mais facilidade. “O sistema agrale com carroceria volare especificamente o modelo w8 dos atuais microônibus não tem suporte, e por isso, os carros dão tantos problemas”, explica.
Os 150 microônibus pertencentes à Cootarde que circulam pelo DF foram financiados pelo o Banco de Minas Gerais (BMG), e a empresa paga R$ 620 mil mensais de financiamento.
O DFTRANS informou por meio de sua Assessoria de Comunicação que foi constituído um grupo de trabalho na semana passada, e que já está sendo feito um monitoramento financeiro de todos o transportes alternativos no DF, e que dentro de 30 dias, será feito um levantamento com proposta a fim de redimensionar a operação do sistema. Se necessário for, será realizada uma realocação das linhas. 
A Assessoria informou ainda, que já há possibilidade do atual sistema de transportes alternativos passar a operar de forma integrada com o metrô e demais transportes de passageiros no DF.
*Fonte da publicação: http://www.tribunadobrasil.com.br

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