domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tradição sobre rodas

Por Tércio Amaral do Especial 
Diario de Pernambuco
tercioamaral.pe@dabr.com.br
Sucessora da antiga Nápoles, Cidade Alta firma posição de destaque no transporte urbano do Nordeste
Empresa aposta na expansão:
só neste ano serão 50 novos ônibus,
garantem Almir Buonora
 (E) e Marconi Filizzola.
Foto: Júlio Jacobina /DP/ D.A Press
Transportando atualmente cerca de 103 mil passageiros por dia nas cidades de Olinda, Paulista e Recife, a Cidade Alta é um das empresas de transporte urbano mais tradicionais de Pernambuco. Sua origem tem início com a lendária Nápoles, fundada por Marconi Filizzola, ainda na década de 1960. De lá para cá, a companhia contabiliza mais de mil profissionais, e 240 ônibus, além de contar com duas transportadoras que formam um dos maiores grupos do setor da região Nordeste. Com investimentos direcionados à capacitação do quadro de funcionários e à qualidade da prestação dos serviços, a Cidade Alta contabiliza novos saltos para 2011.
Empresa aposta na expansão: só neste ano serão 50 novos ônibus, garantem Almir Buonora (E) e Marconi Filizzola. Foto: Júlio Jacobina /DP/ D.A PressCom a criação de vias exclusivas ao transporte coletivo e instalação de novos terminais de passageiros, o setor vive um bom momento. Por conta dessa dinâmica, a Cidade Alta já planeja a expansão de sua frota de veículos. Estão sendo aguardados 50 novos ônibus para 2011. De acordo com o diretor executivo Almir Buonora, essa aquisição só foi possível por conta da oferta de crédito no mercado. ´Para diminuir os efeitos da crise, o governo Lula ejetou créditos para as empresas continuarem investindo com taxas de juros a 7%`, revela. Segundo ele, a expansão também se dá em outras empresas do grupo, como a Totality, que faz serviços de fretamento e turismo.
´Já dispomos de 78 ônibus, aguardando mais 50 veículos para este mês`, adianta Buonora. O grupo ainda investe na participação de empreendimentos em outros estados: desde 2010, a Cidade Alta detém cerca de 30% do capital acionário da Trampolim da Vitória, em Natal (RN). ´A presença de nosso grupo representou uma revolução no setor de transportes urbanos daquela região`, diz.
Para o executivo, a receita de sucesso da empresa sempre foi a aposta nos investimentos, pois essa foi a escolha até para superar os momentos de crise, como no final da década de 1990 com o avanço de kombis e vans no transporte alternativo. Naquele momento, a Cidade Alta adquiriu 23 ônibus usados. ´Tivemos que abrir mão da qualidade da frota na época. Mas não podíamos parar.` Segundo Almir, não havia crédito disponível no mercado para o setor. ´Basta dizer que, entre os anos de 1998 e 2003, pelo menos cinco empresas do setor fecharam as portas`, comenta.
A Cidade Alta também aposta na segurança dos motoristas, cobradores e passageiros como diferencial. A empresa foi uma das primeiras no Grande Recife a utilizar o sistema ´anjo da guarda`. Com essa ferramenta, um ônibus não pode passar dos 60 km/h, além de ter a saída travada, caso o motorista dê partida com alguma porta aberta. Na garagem da empresa, com cerca de 3,5 hectares, em Rio Doce, Olinda, o motorista José Leonardo da Silva, de 58 anos, é um dos responsáveis pelo treinamento de seus colegas de profissão. ´Este sistema também não permite que o veículo saia em segunda marcha, com isso economizamos na manutenção e em 15% no consumo de diesel`, afirma o condutor.
A empresa também seleciona jovens de Rio Doce para a gestão de programas de segurança e apreparação para cargos técnicos da administração. ´Os resultados de nos aproximarmos da comunidade foram vistos na conservação dos veículos. Hoje, a empresa é uma parceira que gera renda e empregos aos moradores`, frisa Buonora.

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