sexta-feira, 18 de março de 2011

Ministro sugere ônibus verde e trem magnético

Mercadante visitou a Coppe, da UFRJ, onde os dois projetos foram desenvolvidos
Ministro andou no ônibus híbrido e “levitou”
 no protótipo do trem magnético
Tasso Marcelo / Agência Estado
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, sugeriu na manhã desta quinta-feira (17) que o ônibus movido a hidrogênio e o trem de levitação magnética desenvolvidos pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) sejam usados como meio de transporte nos aeroportos do Rio durante a Copa de 2014 e os Jogos de 2016.
O ônibus híbrido movido a eletricidade e a hidrogênio e o trem que dispensa a utilização de trilhos e de rodas foram desenvolvidos pela Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Mercadante sugeriu que o trem, batizado de Maglev-Cobra, faça a ligação entre os terminais 1 e 2 do Aeroporto Internacional Antônio Carlos
Jobim, na Ilha do Governador, na zona norte, e que o ônibus transporte passageiros entre este aeroporto e o Santos Dumont, localizado no centro do Rio.
- Há um esforço do ministério da Ciência e Tecnologia para apresentar essas duas alternativas de transporte já na Copa do Mundo.
Segundo Mercadante, o governo federal está negociando a implantação dos dois projetos pioneiros com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O coletivo foi desenvolvido com tecnologia 100% nacional e já faz o transporte de passageiros no campus do Fundão da UFRJ. O ônibus funciona de forma híbrida, com energia elétrica e bateria movida a hidrogênio, não emite poluentes e libera apenas vapor d’água.
O trem magnético é mais econômico, além de não poluir o meio ambiente. Segundo os coordenadores do projeto, implantar o sistema de levitação custa o equivalente a um terço do valor necessário para construir uma linha de metrô.
Mercadante citou uma medida provisória, de sua autoria, que permite que o governo brasileiro pague até 25% acima do valor do mercado em projetos que tragam inovação, mas deu um puxão de orelhas na iniciativa privada, que na sua opinião não investe o suficiente em inovação.
- É uma ousadia e a gente tem que apostar. Inovação é sempre uma aposta. A indústria automotiva tem que ajudar a financiar ciência e tecnologia. Não se pode ter uma postura passiva.
Ao visitar a Coppe hoje pela manhã, o ministro circulou entre os laboratórios no ônibus híbrido e “levitou” na plataforma do trem magnético.
- É silencioso e bem agradável. O design também é muito bonito.
Ao fim da visita, Mercadante concedeu uma entrevista coletiva e deu uma aula inaugural para estudantes da Coppe.

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