segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Marcopolo fará ônibus para o PAC Equipamentos


Empresa é responsável por fornecer aproximadamente 50% dos veículos
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
JÚLIO SOARES/DIVULGAÇÃO/JC
Serão produzidas cerca de duas 
mil unidades, sendo mil com tração.
Dos 8.570 ônibus que o programa federal comprará via PAC Equipamentos, cerca de 4 mil serão encarroçados pela Marcopolo, por meio de suas unidades de negócios Volare, em Caxias do Sul, e Ciferal, em Duque de Caxias (RJ). De acordo com Carlos Zignani, diretor de relações com investidores, o cronograma estabelece entrega até o fim deste ano, mas admite que parte dos lotes deverá ficar para 2013.
Para atender à demanda de aproximadamente 2 mil unidades, dentre eles mil com tração 4x4, a Volare terá de praticamente dobrar a produção diária no segundo semestre. Ao longo dos seis primeiros meses do ano, a média foide 15 veículos/dia, número que precisará chegar perto de 25.
Zignani revela que a empresa já ampliou o quadro de funcionários e que trabalhará praticamente todos os sábados até o fim do ano, exceto a partir de 27 de dezembro, quando a intenção é de suspender as atividades e conceder férias. Para a Ciferal, onde será montado um modelo urbano tipo micrão, não estão programadas mudanças significativas, até porque a unidade tem operado abaixo de seus volumes tradicionais. Pelos dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Carroçarias, no primeiro semestre a produção de ônibus na fábrica carioca teve redução de 5%.
Outra empresa de Caxias do Sul que terá de acelerar seu ritmo de produção será a Agrale, responsável pelo fornecimento dos chassis para os modelos Volare que serão agregados à frota do programa Caminhos da Escola.
Zignani expressa confiança de que o segundo semestre, especialmente a partir do último quadrimestre, será de retomada, ainda que lenta, da atividade industrial automotiva pesada. Ele destaca que o crescimento será mais acentuado no setor de ônibus, enquanto em caminhões e implementos rodoviários tende a ser mais demorado. Mas não crê em piora do quadro atual. “O governo deve anunciar, nos próximos dias, novas medidas de estímulo, agora mais focadas na infraestrutura. Isto aliviará a situação das fabricantes de caminhões e implementos”, diz. 
Para o diretor da Marcopolo, o País precisa aproveitar este momento de preparação para eventos esportivos como a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 para crescer e atrair investidores. Apesar da gravidade no cenário externo, especialmente na Europa, ele observa que o Brasil tem adotado medidas que devem amenizar os impactos da crise. Mas alerta para o fato de que o País terá, a partir de 2016, uma conta grande para pagar em função de todos esses investimentos.
Fonte da Matéria: http://jcrs.uol.com.br/

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