quarta-feira, 1 de maio de 2013

Decreto obrigará motorista de ônibus a fazer curso de reciclagem

No mesmo dia em que mais um ciclista foi atropelado no Rio - a terceira vítima desde o início de abril, duas das quais morreram -, o prefeito Eduardo Paes anunciou, na manhã de hoje, um decreto que pretende aumentar o controle da prefeitura sobre motoristas e empresas de ônibus da cidade. 
O decreto, que será publicado depois de amanhã, no "Diário Oficial", determina que todos os 18 mil motoristas de ônibus da capital carioca passem por um programa de treinamento e reciclagem, em até um ano. Ele também define um novo sistema de controle da pontuação dos motoristas infratores, com punições que podem ir desde a obrigatoriedade de frequentar novos cursos de reciclagem até demissão. Os consórcios têm até 30 dias para apresentar seus planejamentos à SMTR (Secretaria Municipal de Transportes). 
"Temos visto uma repetição inaceitável de acidentes, inclusive com mortes, provocados por motoristas de ônibus. Vamos criar mecanismos mais fortes de punição aos profissionais e entendemos que há uma responsabilidade das empresas também. Vamos ampliar a fiscalização para permitir que tenhamos uma ação mais eficiente", disse Paes. 
Segundo o prefeito, o decreto também determinará que cem guardas municipais sejam deslocados para trabalhar na fiscalização de ônibus, após treinamento com a SMTR. 
Os anúncios foram feitos após uma reunião com representantes da Federação de Triathlon do Rio - dois dos ciclistas atropelados eram triatletas que estavam treinando. Do encontro saiu também a decisão de criar faixas exclusivas para o treinamento de atletas nas orlas do Leblon, de Ipanema e no Aterro do Flamengo, no horário entre 4h e 5h30, durante os dias úteis. As faixas, que devem começar a funcionar em junho, serão balizadas com cones e fiscais de trânsito ficarão nos cruzamentos entre elas e as outras vias. 
"A prefeitura demonstrou muito carinho e se comprometeu a balizar as pistas para treinamento dos atletas e ajudar a promover uma convivência pacífica entre os meios de transporte na cidade. O atleta não tem como treinar na ciclovia porque eles pedalam a 50km/h, por isso eles têm de pedalar na rua", disse Júlio Alfaya, presidente da Federação de Triathlon.

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