quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Bogotá dá exemplo de transporte mais limpo



Capital colombiana compra 200 ônibus hibridos para transporte urbano de passageiros
Enquanto a administração da cidade de São Paulo faz ações paliativas para o transporte público de passageiros, a cidade de Bogotá, capital da Colômbia, dá o exemplo de trabalhar com um plano de longo prazo e sustentável, o TransMilenio. Para que os colombianos possam fazer viagens mais confortáveis e ambientalmente mais limpas, Bogotá acaba de encomendar 200 ônibus híbridos a Volvo.
Fabricados em Curitiba (PR), os híbridos vão entrar em operação a partir de janeiro de 2014. A Prefeitura de Bo; gotá está trabalhando para implementar um sistema de transporte urbano baseado em energias limpas, criando uma nova categoria de remuneração dos operadores de transportes (as empresas de ônibus) para investirem em veículos elétricos ou híbridos. “Com esta aquisição, a cidade entra definitivamente na era da eletromobilidade e dá um grande passo na adoção de um sistema de transporte urbano sustentável, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista ambiental”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America
Os ônibus híbridos da Volvo consomem até 35% menos combustível e, consequentemente, emitem 35% menos CO2. “Em um ano de operação, o híbrido deixa de emitir 33 toneladas de CO2 comparado ao ônibus padrón”, destaca Euclides Castro, gerente de ônibus da Volvo Bus Latin America. Além disso, o veículo emite 50% menos material particulado (fumaça) e NOx (óxidos nocivos à saúde), em relação aos veículos com tecnologia Euro 5. Outra vantagem é que é mais silencioso que os ônibus movidos à diesel. A bateria do motor elétrico do ônibus híbrido da Volvo não é vendida.
A empresa assina com o cliente um contrato de prestações mensais que cobre qualquer reparo e trocas da bateria até o final da vida útil do veículo. “Embora com maior valor de investimento inicial, ao longo de 12 anos os híbridos Volvo terão um custo e um retorno equivalente ao de um ônibus diesel na mesma operação. O lucro será do meio ambiente e da população", reforça Luis Carlos Pimenta.
A economia de combustível e redução de emissões devem-se à tencologia com dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até 20 km/h e o motor diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. O motor a diesel fica desligado quando o veículo está parado para embarque e desembarque e a energia das frenagens é usada para carregar as baterias do motor elétrico.
Marcos Villela
Imagens Divulgação
Fonte: Transporte Mundial

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