terça-feira, 1 de outubro de 2013

BNDES poderá financiar companhia de ônibus de São Paulo, diz Haddad

Prefeito esteve em reunião nesta segunda-feira com a presidente Dilma.
Valor ainda não foi fechado, mas pode chegar a R$ 500 milhões.
Priscilla MendesDo G1, em Brasília

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta segunda-feira (30) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá financiar a aquisição de uma frota própria para a Prefeitura da capital paulista. Ele tratou do assunto com a presidente Dilma Rousseff durante reunião nesta tarde em Brasília.
O governo municipal estuda a criação de uma companhia de transportes que poderá atuar quando greves atingirem as empresas de ônibus que já operam na capital ou quando essas viações tiverem a qualidade do serviço reprovada. A empresa pode também ser responsável pelo transporte de uma das regiões da cidade e, assim, permitiria à Prefeitura ter um acesso a dados de custo de operação do sistema de transportes paulistano.
A presidente, segundo relatou Haddad, falou com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o orientou a “trabalhar com afinco” no financiamento. O valor ainda não foi fechado, mas estima-se entre R$ 300 milhões a R$ 500 milhões. O prefeito disse que, com uma frota própria, é possível ter mais “liberdade” para negociar com as empresas de transporte público, além de evitar descontinuidade na prestação do serviço.
“Estamos imaginando a possibilidade de ter uma frota própria do município e, para isso, temos que contar com apoio do BNDES. O fato de o município ter uma frota própria dá a ele mais grau de liberdade na negociação com as empresas”, afirmou após reunião com Dilma.
A presidente pediu “transparência” no processo, segundo relatou o prefeito. “Ela disse: 'o BNDES está à disposição para estudar novas oportunidades de apoio aos municípios, mas temos que zelar pela questão da transparência'”.
A companhia municipal deverá atender uma das oito áreas da cidade, segundo Haddad. Ele não detalhou a quantidade de ônibus que pretende adquirir com o financiamento, mas informou que atualmente há 15 mil ônibus rodando em São Paulo e menos de 2 mil em cada área.
Haddad disse ainda que está na “reta final” a renegociação da dívida de São Paulo com a União – que ele estima em R$ 50 bilhões. O prefeito reivindica junto ao governo federal mudança do indexador da dívida, atualmente corrigida pelo IGP-DI mais 9%. Ele quer que a correção seja feita pela taxa básica de juros (Selic) ou IPCA mais 4%. “Estamos na reta final das negociações e quero crer que o mês de outubro pode ser um mês importante para os cem municípios que se encontram na mesma situação que a de São Paulo”, afirmou.

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