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sábado, 18 de maio de 2013

Só moradores do Rio e Curitiba têm ônibus “top de linha"

Mas apenas aqueles que usam as linhas BRT (Bus Rapid Transit) dessas cidades, cujos sistemas estão entre os melhores do mundo, segundo instituto internacional
Passageiros embarcam em ônibus articulado BRT de Curitiba: Linha Verde foi considerada umas das melhores do mundo
Os moradores de Curitiba e Rio de Janeiro talvez não saibam, mas têm o privilégio de usar um dos melhores sistemas de ônibus rápido do mundo, segundo o Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento, sediado em Nova York e com representação no país. As linhas BRT (Bus Rapid Transit) da TransOeste, na capital carioca, e Linha Verde, na cidade paranaense, foram considerados da categoria “ouro” em estudo que pontua mundialmente os melhores BRTs, um sistema de ônibus que pretende ser sobre superfície o que o metrô é abaixo dela.
São Paulo conseguiu prata, com o Expresso Tiradentes.
O problema, claro, é que esses ônibus especiais estão longe de ser regra no transporte público dessas cidades. No Rio, mais três linhas deverão ser inauguradas até as Olimpíadas, mas hoje só existe a TransOeste, que liga os bairros da Barra da Tijuca, Santa Cruz e Campo Grande desde meados de 2012.
Já na pioneira Curitiba, onde o sistema é largamente adotado, o selo de “ouro” foi dado apenas a uma linha específica, a Verde. As demais ficaram com prata.
Criação brasileira, o primeiro BRT foi inaugurado nos anos 70 na capital paranaense, imaginado pelo prefeito e arquiteto Jaime Lerner. Depois, ganhou o mundo.
Hoje, são mais de 130 cidades com algum nível de corredores rápidos nos quatro cantos do globo, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
O mínimo para que um sistema seja considerado BRT, segundo o instituto, é que haja cobrança da passagem fora do ônibus, faixa segregada com prioridade, embarque do passageiro no mesmo nível do piso do coletivo e alinhamento das vias, isto é, estar no canteiro central para não sofrer interferência dos demais veículos em curvas.
O reconhecimento das linhas BRT nacionais mostra que, apesar do pioneirismo, o Brasil ficou comendo poeira. Bogotá, na Colômbia - uma das cinco cidades de outros países que também ficaram com o selo máximo - soube aproveitar melhor a criação tupiniquim: cravou seis linhas do famoso TransMilenio na categoria. Medellin também está na lista. Veja a tabela completa do selo ouro:
Cidade e paísLinha
Rio de Janeiro, BrasilTransOeste
Curitiba, BrasilLinha Verde
Guangzhou, ChinaAvenida Zhongshan, GBRT
Bogotá, ColombiaAmericas, TransMilenio
 Calle 80, TransMilenio
 NQS (Norte-Quito-Sur), TransMilenio
 SUBA, TransMilenio
 Calle 26, TransMilenio
 El Dorado, TransMilenio
Lima, PeruMetropolitano
Guadalajara, MexicoMacrobús
Medellin, ColombiaMetroplús
“Esses sistemas (ouro) alcançam o mais alto nível de desempenho e eficiência operacional, ao mesmo tempo em que oferecem um serviço de alta qualidade”, segundo o relatório (completo ao final da matéria).
Qualidade
Além dos critérios mínimos, a avaliação incluiu também a frequência dos ônibus (que devem ser constantes, similar ao metrô), existência de serviços expressos, número de linhas, integração com outros meios de transporte, qualidade das estações, entre outros.
O BRT é visto hoje como uma forma mais barata e rápida de implantar sistemas de transporte coletivo de massa, mas com capacidade inferior a do metrô. Seu uso vem sendo adotado de acordo com a pressa dos governantes, já que o transporte subterrâneo pode levar anos até ficar pronto e é até dez vezes mais caro.
Segundo a NTU, 9 das 12 cidades-sede da Copa estão implantando o sistema.
Veja abaixo os critérios do estudo "Padrão de Qualidade de BRT 2013".
Fonte: Exame Abril

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ecológico, ônibus emite 63% menos poluentes

Veículo utiliza 100% biodiesel como combustível. Até o final do ano serão 100 circulando com o B100 na Capital
Além de ligeiro, ecológico. O maior ônibus do mundo, com seus 28 metros de comprimento e capacidade para 250 passageiros está na lista também dos mais ambientalmente corretos. Utilizando 100% de biodiesel como combustível (tecnicamente chamado de B100), os 26 Ligeirões que circulam por Curitiba emitem menos poluentes do que ônibus que utilizam combustíveis a base de petróleo. Além dos Ligeirões, mais seis ônibus articulados participam do projeto municipal que exigiu vários anos de estudo e envolve parceria entre setor público e privado. O sucesso do projeto tem sido tanto que a experiência é exemplo para outros países.
“O projeto de utilização do B100 é de grande importância, principalmente por comprovar que é possível manter uma frota de ônibus rodando regularmente, sem utilização de óleo mineral. Não há notícia de uma iniciativa que tenha sido feita desta forma e com esta amplitude em outras partes do mundo”, afirma Elcio Karas, gestor de Inspeção e Cadastro do Transporte Coletivo da Urbs (Urbanização de Curitiba S/A).
A expectativa da Urbs é que até o final deste ano a capital mais verde da América Latina tenha circulando pelas ruas 100 ônibus, todos utilizando exclusivamente biocombustível. “É um longo trabalho com resultados animadores. O projeto começou como piloto em agosto de 2009 e hoje é uma política municipal de redução de impacto ambiental do transporte. Para o meio ambiente, verifica-se uma economia de poluição na casa dos 63%. Ou seja, reduz em muito as emissões de partículas no meio ambiente, o que resulta em um ar mais puro, com benefício direto sobre a saúde da população”, conta Karas.
Atualmente, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) regulamenta que cada litro de diesel tenha 5% de biodiesel misturado em sua composição. A luta de associações do setor é que essa mistura seja aumentada para 20% devido a seus benefícios ao meio ambiente. Estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostrou que a mistura de 5% de biodiesel ao diesel contribui para reduzir em 12.945 o número de internações hospitalares por problemas respiratórios, com 20% de mistura, esse número chegaria a 77.672 internações a menos.
“Iniciativas como a de Curitiba nos deixam entusiasmados, pois são a prova real de como o biodiesel melhora a qualidade de vida das pessoas,” afirma Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS e da APROBIO (Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil).
No total, Curitiba consome 160 mil litros de biodiesel por mês, fornecidos pela BSBIOS, empresa pertencente 50% a Petrobras, com unidades em Passo Fundo (RS) e Marialva (PR). A companhia participa deste projeto desde sua implantação em 2009, fornecendo o biodiesel a base de soja de acordo com a especificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Battistella destaca que a iniciativa deveria ser replicada em outras capitais, com a implantação do B20 metropolitano, que é a mistura de 20% de biodiesel ao óleo diesel mineral. “Os resultados positivos de Curitiba devem se emanar por outras cidades, visto que os benefícios a população e ao meio ambiente são inúmeros. As indústrias e a cadeia produtiva estão preparadas para atender a essa demanda,” ressalta o empresário. Com a implantação do B20 teríamos uma redução de 12% das emissões de CO (monóxido de carbono) no meio ambiente, se comparado ao diesel fóssil.
Fonte da Matéria:http://www.bemparana.com.br

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Curitiba tem 92% da frota do transporte com acessibilidade

Maior índice do país
Curitiba chega a 2012 com o maior percentual do país de acessibilidade na frota do transporte coletivo. Nada menos do que 92% dos 1.915 ônibus da frota operante são 100% acessíveis, ou seja, atendem todas as exigências da legislação brasileira.
O segundo maior percentual no país, segundo o Estudo Mobilize 2011, do portal Mobilize Brasil, é de Belo Horizonte (MG), que tem 70% dos ônibus do transporte coletivo acessíveis a pessoas com deficiência, seguido do Rio de Janeiro (RJ), com 60%.
O menor índice é de Natal (RN), de 20%. O estudo, divulgado em novembro, foi feito por jornalistas do portal a partir de informações de órgãos oficiais, institutos de pesquisa, universidades e entidades independentes.
A previsão da Urbs é chegar a 100% de acessibilidade em todo o sistema de transporte até o fim de 2013, dentro da programação de renovação da frota de ônibus. Desde 2005 só entram na frota curitibana ônibus totalmente acessíveis, embora a lei determinando esta acessibilidade seja de 2009. Em 2005, o percentual de ônibus.
Fonte da Matéria: http://www.curitiba.pr.gov.br/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Linha Turismo completa 21 anos na Capital

Neste ano já foram transportados mais de 550 mil passageiros...
A Linha Turismo completou 21 anos na sexta-feira passada (2). De janeiro até o dia 30 de novembro deste ano a linha especial de ônibus transportou 550.600 pessoas nos double deckers que percorrem 45 quilômetros a cada viagem, passando por 25 atrativos endereços de Curitiba.
Nessa data, em 1990, começou a rodar o primeiro ônibus da linha então chamada de ProParque. Os coletivos eram do tipo jardineira, pintados de verde, com bancos de madeira semelhantes aos instalados em praças, com amplas janelas em arco. Tinham como objetivo percorrer alguns parques, saindo defronte ao Passeio Público, na rua Presidente Faria.
Em 1994, a linha, que passou a se chamar Volta ao Mundo, ampliou o roteiro, percorrendo mais parques, em coletivos de cor branca, mostrando na carroceria alguns ícones estilizados da cidade. Os ônibus tinham características similares às jardineiras originais, mas com bancos estofados e outros recursos capazes de atrair um número cada vez maior de passageiros curiosos em conhecer as áreas verdes de lazer da capital ecológica.
Dois andares — Em 2007, finalmente, as jardineiras ganharam a companhia dos ônibus double deck – eles são nove, mas cinco rodam regularmente todos os dias -, em que as pessoas viajam bem acomodadas no piso superior, que dispõe de cobertura em dias de chuva, de onde apreciam a paisagem durante as cerca de duas horas e meia de viagem. A Linha Turismo, com tarifa a R$ 25,00, é uma das alternativas para quem quer fazer um circuito pela cidade e conhecer diversos parques.
Quem escolhe a Linha Turismo, conta com um ônibus a cada trinta minutos, de terça-feira a domingo, das 9h às 17h30, e embarca na praça Tiradentes, onde fica o Marco Zero de Curitiba, defronte à Catedral. A tarifa, diferenciada, custa R$ 25,00, e o roteiro prevê passagem por 25 locais de interesse.
Ao pagar a passagem, a pessoa ganha uma cartela com cinco tíquetes – com direito ao embarque e mais quatro reembarques em qualquer um dos pontos de parada. A frequência dos ônibus é de 30 minutos, permitindo ao visitante conhecer determinado local de interesse nesse período, daí prosseguindo a viagem.
Fonte da Matéria: http://www.bemparana.com.br/
Material jornalístico passível de direitos autorais. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes. Antes de reproduzir por qualquer meio, consulte sobre autorização

sábado, 22 de outubro de 2011

Curitiba Prefeitura entrega mais 161 ônibus novos nesta segunda

Curitiba ganhará na segunda-feira (24) mais 161 ônibus zero quilômetro para a Rede Integrada de Transporte. Serão 13 novos biarticulados de 28 metros; 35 Ligeirinhos; 6 Interbairros; 63 Alimentadores e 44 Convencionais.
Esta é a terceira entrega de ônibus feita neste ano como parte de um projeto que prevê uma renovação de 30% da frota em 2011. Até dezembro serão 557 ônibus novos no total, num investimento de R$ 253 milhões.
Com os novos ônibus, a idade média da frota de Curitiba cai de 4,7 para 4,5 anos. Os resultados são mais conforto e segurança para os passageiros e redução na emissão de poluentes. Só a renovação da frota neste ano significa 18.273 toneladas de poluentes a menos.
Modernos, os novos veículos atendem em 100% as normas nacionais de acessibilidade. Esta é outra vantagem da renovação constante que vem sendo feita: a acessibilidade no sistema de transporte em Curitiba é de 90%.
A Rede Integrada de Transporte (RIT) tem 1.915 ônibus e registra 2,3 milhões de passageiros transportados por dia útil. São 355 linhas, 364 estações tubo, e seis mil pontos de parada. Os ônibus da RIT percorrem por dia 490 mil quilômetros e fazem 21 mil viagens/dia.
Serviço
Prefeitura entrega mais 161 ônibus novos à cidade
Data: Segunda-feira, 24 de outubro
Horário: 10h
Local: Parque Barigui
Fonte da Matéria: http://www.curitiba.pr.gov.br/

Material jornalístico passível de direitos autorais. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes. Antes de reproduzir por qualquer meio, consulte sobre autorização.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Volvo anuncia novos investimentos em Curitiba

Investimento de R$ 210 milhões deve gerar dois mil empregos...
A Volvo vai investir R$ 210 milhões na ampliação da fábrica em Curitiba, com a construção de cerca de 300 mil metros quadrados de novas alas. Os investimentos devem gerar cerca de dois mil novos empregos.
A nova planta industrial foi apresentada ao prefeito Luciano Ducci pelo presidente da Volvo Bus Latin America, Luiz Carlos Pimenta, o diretor de Suporte Administrativo da empresa, Paulo Follador, e o gerente de Assuntos Institucionais, Alexandre Parker. 
A planta prevê a construção de uma fábrica de ônibus híbridos com motores elétrico/biodiesel, uma fábrica de câmbio, fábrica de cabines de caminhão, além de novas alas administrativas e um espaço de para atendimento ao cliente na hora da compra de um caminhão. São obras que serão construídas no terreno da empresa até dezembro de 2012.
A ampliação da Volvo serve também para atender um maior número de funcionários, que hoje beira a 5 mil pessoas. Serão ampliados restaurante e auditório e construídas novas alas administrativas. A nova área de vendas terá um centro de treinamento, espaço receptivo para o comprador e showroom especial.
Um dos novos espaços é para a construção do ônibus híbrido com motores elétrico/biodiesel. Curitiba venceu Índia e México na disputa para a implantação da fábrica de hibribus. O investimento na linha do hibribus será de R$ 16 milhões, com geração de 30 empregos de alta qualificação, para engenheiros. O desenho do chassi do hibribus será feito em Curitiba.
A primeira linha de Curitiba a ter o hibribus será a do Interbairros 1, que circula em bairros no entorno do Centro. Na segunda etapa, os ônibus híbridos atenderão as linhas Detran-Vicente Machado, Água Verde-Abranches, Ahú-Los Angeles, Juvevê-Água Verde e Jardim Mercês-Guanabara.
O prefeito Luciano Ducci destacou os avanços de Curitiba no transporte coletivo. "Temos um histórico de referência internacional em transporte. Os avanços continuam, já lançamos neste ano o Ligeirão, com o maior ônibus do mundo, um Volvo/Neobus de 28 metros de comprimento", disse.
A nova linha da Volvo vai produzir chassis de ônibus híbridos, movidos a eletricidade e a biodiesel. O produto escolhido é um chassi padrão, na configuração 4x2 eixos. O motor tem tecnologia similar à usada da Fórmula 1, que transforma energia mecânica em energia elétrica.
A Volvo é o primeiro fabricante a produzir veículos híbridos no Brasil. A pré-produção começa no próximo ano, com uma previsão de 80 unidades. A operação brasileira será a primeira a fabricar híbridos fora da Suécia. Os híbridos da Volvo são produzidos conjuntamente por duas plantas - a de Boros, a 80 quilômetros de Gotemburgo, e a de Wroclaw, na Polônia.
Boa parte do desenvolvimento do novo produto será feita localmente, uma vez que será necessário desenvolver a tecnologia híbrida junto aos parceiros que produzem as carrocerias. No Brasil, a Volvo produz somente o chassi do ônibus. O encarroçamento é feito por outras empresas.
O ônibus tem dois motores, um a biodiesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora. É usado também como gerador de energia durante as frenagens.
O motor biodiesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor biodiesel fica desligado.
Estudos da Volvo demonstram que o tempo que o veículo fica parado pode representar até 50% do período total de operação do ônibus. Durante todo esse tempo, não há emissões de poluentes, pois o motor biodiesel se apaga completamente.
Fonte da Matéria: http://jornale.com.br/
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Curitiba: Prefeito lança "mega Expresso" na Leste-Oeste


Para receber os maiores ônibus do mundo, a estação da praça Eufrásio Correia foi ampliada em 10 metros.
Na manhã deste sábado (8) entram em operação na linha Leste-Oeste 26 novos ônibus biarticulados . Às 8 horas, o prefeito Luciano Ducci embarca no terminal Campo Comprido para a viagem inaugural no megabiarticulado que liga ao Centenário num ato que marca a evolução do transporte urbano na cidade.
Os maiores ônibus do mundo entram para a Rede Integrada de Transporte no ano em que o Expresso completa 37 anos de implantação. O sistema, que criou o que o mundo conhece hoje como BRT (Bus Rapid Transit), evolui em qualidade com veículos de 28 metros de comprimento e capacidade para 250 passageiros.
Os 100 mil passageiros que diariamente utilizam a linha Centenário/Campo Comprido ganham conforto, agilidade e segurança com os novos ônibus.
A entrada em operação dos mega expressos na Leste-Oeste marca também a renovação da frota de ônibus em Curitiba que passa a contar com um novo padrão de biarticulados iguais aos Ligeirões, que já circulam nos eixos Boqueirão e Linha Verde.
Conforto e tecnologia - O investimento nos novos veículos é de R$ 26 milhões. Os ônibus, com chassis Volvo e carroceria Neobus, têm novo desenho aerodinâmico. Contam ainda com bancos mais largos, assentos exclusivos para idosos e portadores de deficiência, espaço diferenciado para cadeirantes, botão de alerta em que o cadeirante pode avisar o motorista de que vai desembarcar, e balaústres em relevo próximo aos bancos especiais, facilitando sua identificação por portadores de deficiência. As janelas panorâmicas, com vidros escurecidos, garantem melhor controle da luminosidade e mais conforto interno.
Fechamento e abertura de portas são precedidos tanto por avisos sonoros quanto por avisos luminosos, permitindo entendimento também de passageiros portadores de deficiência auditiva.
Novas Estações – Para receber os maiores ônibus do mundo, a estação da praça Eufrásio Correia foi ampliada em 10 metros. Os passageiros das linhas expressas Centenário-Campo Comprido e Santa Cândida-Capão Raso que utilizam a estação Eufrásio Correia já podem embarcar e desembarcar com mais rapidez e segurança. As estações foram ampliadas, passando de 52 metros para 62 metros de extensão.
Foto: Valdecir Galor/SMCS
Fonte da Matéria: http://www.curitiba.pr.gov.br/

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ônibus Expresso de Curitiba completa 37 anos nesta quinta


O ônibus Expresso de Curitiba completa 37 anos de operação nesta quinta-feira (22), como sistema pioneiro no tráfego de coletivos em vias exclusivas e modelo para experiências mundiais que resultaram no chamado Bus Rapid Transit (BRT), o trânsito rápido de ônibus.Implantado em 22 de setembro de 1974, o novo sistema então rompia com a tradicional fórmula do transporte urbano servido por linhas radiais, com todas as linhas procedentes da periferia se dirigindo ao centro da cidade e obrigando os usuários a novo desembolso tarifário em caso de reembarque rumo à outra região. O sistema Expresso estreou com 20 ônibus, com design revolucionário, capacidade para 90 passageiros e 12 metros de comprimento, nos dois eixos então instalados, em 20 km de canaletas: eram duas linhas semi-diametrais que se cruzavam no centro. 
Os 13 mil passageiros/dia do eixo Norte, na frota de 12 ônibus, seguiam do Terminal Santa Cândida até a praça Rui Barbosa. Nos 20 coletivos do eixo Sul, 18 mil pessoas seguiam do Terminal Capão Raso até a praça Dezenove de Dezembro. Hoje, o sistema Expresso conta com 185 ônibus articulados e biarticulados, transportando, apenas nas canaletas exclusivas dos seis eixos hoje instalados, 600 mil passageiros por dia. A frota de expressos é assim distribuída: 12 ônibus articulados, com capacidade para 170 pessoas; 149 biarticulados, com 24,5m de comprimento, que transportam 220 pessoas e 24 ligeirões azuis, os maiores coletivos do mundo, com 28 metros de comprimento, que comportam 250 passageiros. 
O ônibus ligeirão, que circula pelo eixo Boqueirão e pela Linha Verde, ligando o Terminal Pinheirinho à praça Carlos Gomes, é o mais recente marco de aperfeiçoamento do Expresso. O sistema do Ligeirão permite ultrapassagens nas canaletas, reduzindo o tempo das viagens. "Essa é mais uma invenção curitibana, que permite o uso de uma via de sete metros, como se tivesse dez", diz o diretor de Transportes da Urbs, Lubomir Ficinski. "Trinta e sete anos depois da inauguração do Expresso, Curitiba inova mais uma vez com os ligeirões, que trafegam com velocidade comercial de 28 km/h no eixo Boqueirão, por exemplo, reduzindo o tempo de viagem em 11 minutos. A velocidade comercial dos ligeirões, muitas vezes, não é alcançada por um metrô", diz o presidente da Urbs, Marcos Isfer.
Fonte da Matéria: http://www.bonde.com.br/
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domingo, 11 de setembro de 2011

Curitiba terá linha especial de ônibus para 2014

Circular Copa funcionará durante 30 dis, no período da competição no Brasil
Curitiba terá o Circular Copa, uma linha especial de transporte coletivo para atender a região central da cidade durante os 30 dias da Copa do Mundo 2014. O Circular Copa faz parte do Plano de Mobilidade Urbana de Curitiba que está sendo preparado pela Prefeitura para atender as recomendações da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e as necessidades dos torcedores e da população durante o Mundial.
Uma prévia do plano e das operações de trânsito planejadas para a cidade foi apresentada em Belo Horizonte, em agosto, por um grupo de técnicos da Assessoria Especial da Copa, Urbs, Diretran e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) que participaram do Seminário Técnico de Transportes e Tráfego, organizado pela Fifa. Esse grupo é responsável pelo Plano de Mobilidade que será avaliado pela Fifa.
A linha Circular Copa será uma linha especial no período da Copa do Mundo, atendendo a região central e as imediações do estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada). Como a maioria dos hotéis fica na região central, consequentemente o torcedor hospedado em algum hotel na área central terá como opção, além de outras linhas da rede de transporte, o Circular Copa.
Em Curitiba, nos dias de jogos, cerca de 37 mil torcedores chegarão perto da Arena da Baixada usando transporte coletivo. A medida atende a um dos requisitos da Fifa. “Curitiba precisará de poucos ajustes, pois a experiência prática da cidade com o assunto casa perfeitamente com as determinações da Fifa”, destaca a engenheira Susana Lins da Costa, do Ippuc, responsável técnica pelo projeto.
Nos dias de jogos, a Prefeitura também reforçará a linha direta Aeroporto, que fará atendimento especial na Rodoferroviária e no estádio. O mesmo acontecerá com a linha Aeroporto Executivo. Os passageiros que saírem do aeroporto direto para o estádio poderão usar qualquer uma dessas linhas. Quem usar a linha direta Aeroporto vai desembarcar numa estação mais perto possível do estádio. O Executivo também terá essa extensão. “São detalhes que estão sendo avaliados pelas equipes da Urbs e do Ippuc”, diz Susana.
A equipe técnica também está mapeando as alternativas de acesso ao estádio via transporte coletivo. Esse mapa deverá ser estudado junto com as áreas de bloqueios de trânsito que serão aprovadas pela Fifa. São delimitados três perímetros para bloqueio em dias de jogos: de veículos credenciados pela Fifa, de segurança e do estádio.
A Urbs reforçará também as linhas que atendem a região do estádio, principalmente os expressos do eixo Norte/Sul e Boqueirão, pois o torcedor será direcionado a utilizar as estações Praça Osvaldo Cruz, distante aproximadamente 690 metros do estádio, e as estações Getúlio Vargas, distante 1.100 metros da Arena da Baixada.
Em todos os pontos de desembarque que dão acesso ao estádio as ruas serão bloqueadas ao trânsito de veículos, e o Ippuc desenvolverá um projeto urbanístico diferenciado que dará mais segurança e conforto à circulação dos pedestres. Um desses projetos ligará as ruas Buenos Aires e Pateur à caneleta de ônibus expresso da avenida Sete de Setembro; e a rua Engenheiros Rebouças e a avenida Getúlio Vargas à canaleta da Marechal Floriano Peixoto.
“Devido à proximidade da rede hoteleira (45% dos hotéia estão no entorno da Arena da Baixada), acreditamos que a maioria das pessoas optará pelo deslocamento a pé, devido as facilidades que a cidade proporcionará em termos de segurança, tais como a colocação de câmaras no entorno do estádio e nas principais rotas de acesso”, aposta a Guacira Civolani, gestora da área de Operação de Trânsito.
*Fonte da Matéria: Bem Paraná
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Metas de ônibus ficam em segredo.

Entre as metas a serem cumpridas pelas 11 empresas atuantes no transporte público de Curitiba está a satisfação do usuário com a qualidade dos ônibus e a conduta dos operadores. Urbs diz que dados serão divulgados em novembro.

*Com um ano da inédita licitação do transporte coletivo de Curitiba, usuários ficam sem saber se exigências do edital são cumpridas por empresas.

Matéria de GABRIEL AZEVEDO

Um ano depois da assinatura do primeiro contrato de concessão do transporte coletivo de Curitiba, os usuários do sistema ainda não sabem se as 11 empresas vencedoras da licitação estão cumprindo as metas de cinco itens de controle de qualidade estabelecidos no edital: cumprimento de viagens no horário programado; satisfação do usuário com a qualidade dos veículos e conduta dos operadores; interrupção de viagens por falha nos veículos; liberação de vistoria; e autuações.

Esses índices foram usados como parâmetros para definir as metas referentes ao primeiro ano de operação das empresas vencedoras da licitação e para os anos seguintes. Para o caso de descumprimento de cada um dos cinco itens do controle de qualidade a cada mês, o edital prevê o desconto de 0,6% do pagamento previsto à empresa.

Cronologia
Cercada de polêmicas, a novela licitação do transporte coletivo em Curitiba foi uma trama dividida em diversos capítulos ao longo de 57 anos. Confira os principais fatos:
1955 – O município estabelece contratos de concessão com 13 empresas.
1988 – A Constituição Federal exige processo de licitação para todas as concessões de serviços públicos.
2001 – O Ministério Público entra na Justiça para exigir a licitação do transporte coletivo.
2005 – Decisão judicial obriga a prefeitura a abrir licitação, a ser concluída em 18 meses. A prefeitura recorre.
Ago 2006 – O projeto de lei que cria os dispositivos legais para o processo de licitação é entregue pelo prefeito Beto Richa à Câmara Municipal.
Dez 2007 – Os vereadores aprovam um substitutivo geral para a nova Lei do Transporte Coletivo. Eles foram criticados porque aprovaram uma lei genérica abrindo espaço para todos os detalhes serem determinados pelo edital de licitação.
Jan 2008 – Richa sanciona a lei aprovada na Câmara Municipal com oito vetos.
Mar 2008 – Os vereadores derrubam dois vetos do prefeito e mantêm os outros seis. Em seguida, é publicada a nova lei que dispõe sobre a organização do transporte coletivo.
Ago 2008 – O Tribunal de Justiça confirma a decisão que exige a abertura da licitação.
Dez 2008 – É assinado o Decreto 1.356, que regulamenta a nova Lei Geral do Transporte Coletivo.
Abr 2009 – A Urbs promove a audiência pública que antecede a elaboração do edital de licitação.
29 dez 2009 – Edital é publicado e marca a entrega de propostas e abertura dos envelopes para 25 de fevereiro de 2010.
9 ago 2010 – Licitação é homologada. Como não havia concorrência, os consórcios Pontual, Transbus e Pioneiro (que reúnem 11 empresas) são habilitados para operar por 15 anos, renováveis por mais 10, o transporte coletivo da capital.
1º set 2010 – Contrato de concessão é assinado pela Urbs e por consórcios.
9 nov 2010 – Empresas vencedoras começam a operar de acordo com as obrigações previstas na licitação.
Motoristas e cobradores
Protesto pede fim de multas
Vitor Geron
Motoristas e cobradores participaram ontem de uma manifestação para pedir a suspensão das multas aplicadas contra os funcionários do sistema de transporte coletivo de Curitiba. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte de Passageiros (Sindimoc), a passeata até o Centro Cívico reuniu cerca de 2 mil pessoas.
O presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, conta que o documento entregue ontem ao presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Marcos Isfer, faz referência apenas às multas aplicadas contra motoristas e cobradores. “Pedimos uma mudança na lei para que não sejam mais aplicadas multas contra os trabalhadores”, diz Teixeira. O presidente do Sindimoc argumenta que até 2008 não havia multa e o transporte fluía sem problemas. De janeiro até agosto de 2011 teriam sido aplicadas 5 mil multas contra motoristas e cobradores.
Espera
O documento sugere que sejam adotadas outras medidas administrativas como advertência e orientação aos trabalhadores. O Sindimoc vai aguardar por 15 dias uma resposta do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB). “Se houver descaso, vamos convocar uma assembleia para definir outras medidas que poderão ser tomadas”, conta Teixeira.
Cada um dos indicadores foi calculado com base nos dados de desempenho de qualidade das empresas ao longo dos primeiros nove meses de 2009. No caso do índice de interrupções de viagem, por exemplo, para chegar ao indicador de 26,75% foi necessário estabelecer uma média mensal de falhas de acordo com o tamanho da frota. Neste item, a meta do primeiro ano é 24% e uma redução de 10% nos anos seguintes.
A Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), responsável por verificar mensalmente o cumprimento das metas, ainda não divulgou qualquer resultado, mesmo que parcial. De acordo com o diretor-presidente do órgão, Marcos Isfer, as metas são anuais e o primeiro ano de operação ainda não foi fechado, o que só acontece em novembro. “Estamos acompanhando permanentemente os indicadores. O ano ainda não foi fechado. Eu acredito que devemos atingir as metas, em novembro eu poderei dizer com certeza”, conta. Sobre a divulgação dos dados, Isfer promete que quando os números estiverem disponíveis, serão divulgados.
Na opinião do ex-diretor de Planejamento da Urbs João Carlos Cascaes, os indicadores deveriam ser feitos por agentes independentes, a sociedade. “Avaliações técnicas deveriam ser feitas agentes reguladores independentes e laboratórios especializados sem qualquer vínculo com a administração pública”, defende.
Sem mudanças
Anunciada como inovadora, por ser a primeira da história de Curitiba, a licitação do transporte coletivo da capital paranaense, na prática, não trouxe mudanças. Com exceção da renovação da frota, nada aparentemente mudou.
De acordo com o coordenador do Fórum de Mobilidade Urbana, André Caon, a licitação não foi indutora de mudanças porque sua proposta era de manter a mesma situação. “O sistema tem uma ótima estética, mas nunca foi referência se compararmos com a agilidade, conforto e segurança do transporte individual privado”, afirma.
Para o economista Lafaiete Neves, autor do livro Movimento Popular e Transporte Coletivo em Curitiba, a licitação não foi democrática. “A participação popular através das audiências públicas apenas legitimou a nova composição do capital no controle do sistema de transporte coletivo de Curitiba, que é a mesma desde a década de 1970”, diz.
Segundo o advogado Victor Mazura, especialista em mobilidade, o edital de licitação não poderia ter feito muito pelo sistema. “O edital de licitação tem sérias limitações para induzir grandes alterações no modo de prestação do serviço de transporte público. As transformações surgem das leis urbanísticas, como a estrutura básica do sistema de transporte, suas premissas, gratuidades”, explica.
Com a palavra, os usuários
A Gazeta do Povo perguntou no blog Vida e Cidadania o que mudou depois da licitação do transporte coletivo de Curitiba. Veja alguns comentários:
Por mais de um ano usei a linha Cabral/Osório diariamente e tinha muitos problemas. O ônibus atrasa, anda sempre cheio e mais de cinco vezes a viagem foi interrompida porque teve problemas e simplesmente não saía do lugar. Agora pego o Interbairros II. Os motoristas são mais atentos à questão de não atrasar, porque sempre passam reto do ponto!
Juliana Guedes
Claro que mudou, os motoristas estão trabalhando dobrado, como motorista e cobrador, linhas com ônibus minúsculos, cada vez mais lotados. E o nosso prefeito preocupado em colocar televisão nos veículos. Quem conseguirá assistir em um ônibus em que as pessoas não conseguem nem entrar de tão cheio? Acredito que o interesse será transmitir as campanhas beneficiando o próprio prefeito. Que belo marketing.
Samara Filardo
Sou usuário da linha Circular Sul. Uma linha precária. Faltam ônibus. Substituíram os biarticulados por articulados. Os ônibus nunca estão no horário, vivem quebrando e sempre lotados. Se isso for referência mundial, o resto do mundo tá perdido. Os responsáveis pelo transporte coletivo de Curitiba deveriam dar umas voltinhas no Circular Sul lá pelas 7 horas ou 19 horas, talvez resolvam fazer alguma coisa.
Wilson dos Santos
Na verdade, o sistema nunca foi bom, por isso não enxergamos as mudanças. Ônibus novos e bonitos, a transformação es não passa disso. Existem exemplos de sistemas muito melhores em Londres ou Bogotá. O problema está na falta de investimentos. Nos últimos 30 anos, todos os recursos foram disponibilizados para os automóveis. O resultado caótico está aí.
José Aparecido Leite Gama

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Empresários discutem alternativas de combustíveis para o transporte coletivo

Os empresários de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana participaram na última semana de julho de um evento na cidade do Rio de Janeiro para discutir alternativas de combustíveis para o transporte coletivo. Maurício Gulin, vice-presidente do Setransp, e Donato Gulin, diretor da Viação Cidade Sorriso, representaram o setor do 1.º Seminário de Tecnologias Sustentáveis no Transporte, promovida pela Fetranspor (Federação do Transporte Público do Estado do Rio de Janeiro), com o apoio da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Público).
Durante dois dias representantes das montadoras de chassis, de carrocerias, fornecedores de autopeças, fornecedores de insumos, empresas de combustível, além de empresas de tecnologia e de diretores do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) debateram com operadores do setor as alternativas para o transporte público. Empresas apresentaram alternativas como os ônibus híbridos (motor diesel e elétrico), ônibus a gás, veículos movidos a etanol e a óleo diesel de cana-de-açúcar. “Foi uma grande oportunidade para debatermos o modelo de combustível para o transporte coletivo, não apenas do ponto de vista ambiental, para respeitando uma equação de custo e performance”, salientou Maurício Gulin, vice-presidente do Setransp.
Os diretores do BNDES foram convidados para o evento por conta de uma linha de financiamento do banco para o setor. O governo federal quer privilegiar ônibus que tenham uma matriz energética menos poluente, para isso pretende reduzir um pouco as taxas de juros e ampliar o prazo de financiamento. “Não é uma solução simples. Muitas vezes as tecnologias hoje disponíveis encarecem muito o custo de operação, encarecendo o custo existe um impacto imediato no valor da tarifa, e é isso exatamente que os empresários não querem. Hoje estamos buscando alternativas, incentivos fiscais e outras ferramentas para diminuir o impacto dos custos, as tecnologias devem auxiliar o sistema e não encarecê-lo”, salientou o presidente da Fetranspor, Lelis Teixeira.
Os empresários possuem muitas dúvidas quanto ao custo de manutenção dos veículos que estão utilizando combustíveis alternativos, além do fato de muitos destes veículos ainda serem protótipos, sem escala de produção. Durante a palestra de um fornecedor de autopeças houve um questionamento quanto ao valor, em reais, da manutenção do produto que ele estava representando, ele disse que não sabia, o que acabou causando espanto nos participantes.
Maurício Gulin, vice-presidente do Setransp, salientou o pioneirismo de Curitiba na apresentação de soluções ambientais para o transporte público. “Enquanto algumas cidades brasileiras estão se preparando para utilizar o diesel B20 (20% de biodiesel e 80% de diesel normal), em Curitiba temos mais de 70 veículos rodando com 100% do biodiesel (ônibus da Linha Verde), isso mostra o comprometimento dos empresários paranaenses com o meio-ambiente e com o usuário do sistema”.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Linha impulsiona turismo em Curitiba

Os modelos chegaram a cinco mi de passageiros
Serviço começou em 1990
A Linha Turismo, que percorre há 11 anos os principais pontos turísticos da cidade de Curitiba (PR), atingiu neste mês a marca de cinco milhões de passageiros. Segundo Luciano Ducci, esse serviço, somado a outras ações, auxilia o aumento de turistas na capital, cujo número chegou a 3,4 milhões em 2010.
A linha foi criada em 1990 com o nome de ProParque. A contagem de passageiros começou em julho de 1994. Em duas horas e meia de trajeto, os ônibus passam por 24 pontos turísticos de Curitiba. O ponto de partida é a Praça Tiradentes, mas é possível iniciar o trajeto em qualquer um dos atrativos. Os ônibus saem a cada 30 minutos, com a passagem a R$ 25 dando direito a um embarque e quatro reembarques.
“Este é um serviço oferecido pela Prefeitura que funciona como um grande facilitador para o visitante. É o ponto de partida para que ele tenha uma visão geral da cidade e, depois, dedique mais tempo para explorar os locais que mais interessem", declarou Juliana Vosnika, presidente do Instituto Municipal de Turismo.
Os modelos de dois andares, os chamados double deckers, passaram a fazer a Linha Turismo em novembro de 2008 - antes o passeio era feito somente por jardineiras. Com os ônibus de dois andares, a procura pelo passeio ficou ainda maior. Em 2010, a Linha Turismo teve 533.330 embarques. O mês de maior demanda foi julho, com 71.737 embarques.
Foto: Cesar Brustolin/SMCS Fonte Redação Webtranspo

terça-feira, 5 de julho de 2011

Curitiba recebe mais 120 novos ônibus

Até início de agosto, Curitiba vai receber mais 120 dos 544 veículos novos propostos para a frota de 1.915 dos ônibus da Rede Integrada de Transporte Coletivo. O destaque será entrada em operação de mais 26 ônibus de 28 metros – os maiores do mundo – e a troca dos 70 ônibus ligeirinhos da linha Interbairros 2 por novos biarticulados.
Na linha expressa Leste/Oeste, os biarticulados de 24,5 metros serão substituídos por 26 novos biarticulados de 28 metros. Nas horas de maior movimento (manhã, final da tarde e anoitecer), o intervalo de viagens, no eixo com 36 km (ida e volta), é de 45 minutos, segundo a Prefeitura de Curitiba.
A linha Interbairros 2 terá sua capacidade dobrada com entrada em operação dos 70 novos biarticulados. Os 77 mil passageiros que usam diaramente a linha terão ônibus mais modernos, seguros e confortáveis. As 28 estações do Inter 2 já foram ampliadas em 50%, passando a ter três portas.
Já o hibribus começa a ser produzido pela Volvo em 2012. A empresa vai investir R$ 16 milhões na linha de produção do ônibus. “Curitiba será a primeira cidade da América Latina a ter o hibribus atendendo a população, com 60 ônibus a entrar no sistema já em 2012", disse Ducci.
A primeira linha a ter o ônibus será a do Interbairros 1, que circula nos bairros no entorno do Centro de Curitiba. Na segunda etapa, os ônibus, movidos a eletricidade e biocombustível, atenderão as linhas Detran-Vicente Machado, Água Verde-Abranches, Ahú-Los Angeles, Juvevê-Água Verde e Jardim Mercês-Guanabara.
Sistema - A Rede Integrada de Transporte Coletivo de atende Curitiba e 13 municípios da região metropolitana e registra, por dia 2,3 milhões de passageiros em 350 linhas com 1.915 ônibus.
No total são 81 quilômetros de canaletas exclusivas, 30 terminais (21 urbanos e nove metropolitanos) e 364 estações tubo. Somados, os ônibus percorrem por dia 490 mil quilômetros em 21 mil viagens.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sistema de transporte de Curitiba tem 401 articulados e biarticulados Volvo

Materia: Bispo Neto
Foto:César Brustolin
Ligeirão vai circular na linha verde, com prioridade nos semáforos.
Reconhecido internacionalmente como uma solução de sucesso em mobilidade urbana, o sistema de transporte de Curitiba tem 385 linhas de ônibus, 29 terminais, 351 estações tubo e atinge a marca de 2 milhões de viagens por dias úteis na RIT (Rede Integrada de Transporte). Curitiba tem 522 ônibus articulados e biarticulados, dos quais 401 chassis são Volvo. Dois em cada três veículos articulados da frota total da Grande Curitiba são da marca.
Criado nos anos 70, o sistema de Curitiba é o precursor do BRT, sigla em inglês para Bus Rapid Transit, o equivalente fora do Brasil aos sistemas organizados de transporte coletivo urbano, que usam corredores exclusivos para ônibus e onde o tráfego de outros veículos é proibido. Em Curitiba são 81 quilômetros de canaletas exclusivas. Somente 11 cidades brasileiras possuem vias segregadas. Estima-se que no país há pouco mais de 200 quilômetros de ruas deste tipo e cerca de 400 quilômetros de vias com tratamento prioritário.
As canaletas, chamadas tecnicamente de "troncais", cruzam a cidade em vários sentidos. É nelas que estão os terminais de transbordo, de onde partem os alimentadores, os ônibus que circulam no bairro. A junção corredor-terminais forma o sistema "troncoalimentador". Na frota total da RIT, um em cada quatro ônibus é um articulado ou biarticulado.
Integração
            Na região metropolitana, o sistema faz a integração físico-tarifária de 14 municípios da Grande Curitiba. São 351 estações-tubo onde o passageiro paga a tarifa ao entrar na estação. Uma vez dentro da estação, ele pega qualquer ônibus que passa por ali. Pode descer em outra estação ou em um terminal e embarcar em outro ônibus, de outra linha qualquer, sem pagar nova tarifa. A cidade tem cinco mil pontos de paradas de ônibus.
            A RIT conta com seis corredores de transporte - Norte, Sul, Leste, Oeste, Boqueirão e Linha Verde. O sexto corredor foi implantado no trecho urbano da antiga BR-476, ao longo de 10 quilômetros. No caminho dos ônibus biarticulados e das linhas diretas estão as estações tubo, onde a cobrança da tarifa é antecipada e o embarque é feito em nível.
A URBS é responsável pelo planejamento e gerenciamento do transporte coletivo de Curitiba e da Região Metropolitana. Empresas privadas são responsáveis pela operação do sistema. Fazem parte da RIT os municípios de Campo Magro, Campo Largo, Araucária, Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo, Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Piraquara, Bocaiúva do Sul, Almirante Tamandaré, Contenda e Curitiba. O sistema de transporte local é operado por três consórcios (Transbus, Pontual e Pioneiro), que representam 11 empresas.

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