quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O conceito de ônibus como modalidade de transporte público

Ônibus
Um autocarro (português europeu) ou ônibus (português brasileiro), machimbombo (português angolano e moçambicano), toca-toca e otocarro (português da Guiné-Bissau) é um veículo de grandes dimensões que tem como principal função o transporte de passageiros.
Designações e etimologia
A designação dos veículos automóveis de transporte de passageiros varia de país para país e mesmo de região para região. Várias das designações têm origem em omnibus (significando "para todos" em latim). Este termo foi usado, desde o século XIX, para designar um tipo de transporte coletivo de passageiros puxado a cavalo, usado nas grandes cidades do mundo, com caraterísticas e funções muito semelhantes aos transportes coletivos atuais.
No Brasil, os transportes coletivos de passageiros são designados "ônibus", termo originado diretamente em "omnibus".
Em Portugal, até à década de 1940, foi usado o termo "auto-ónibus" (auto-omnibus segundo a grafia da época), referindo-se a um omnibus automóvel. A partir de então, foi introduzido o termo "autocarro", também se utilizando popularmente o termo "camioneta" para designar os autocarros interurbanos.
Em Angola e Moçambique, usa-se o termo "machimbombo", com origem no nome popular que se dava aos ascensores mecânicos de Lisboa e que se se supôe ser uma adaptação do inglês "machine pump".
Na Guiné-Bissau usam-se os termos "toca-toca" e "otocarro", derivados de "autocarro".
Internacionalmente, também é utilizado o termo "bus" (redução de "omnibus") ou o termo "autobus".
História
O conceito de ônibus como modalidade de transporte público tem sua origem na cidade de Nantes, França onde, em 1826, Stanislav Baudry decidiu estabelecer um transporte entre o centro da cidade e as instalações de banhos públicos de sua propriedade em Richebourg, nos arredores da cidade. O serviço combinava as funções das carroças hackney com as das diligências que percorriam uma rota pré-determinada, transportando passageiros e correio. O veículo era dotado de bancos de madeira ao longo do mesmo e a entrada era efetuada por trás.
O termo ônibus parece vir do local onde os carros faziam o ponto final, diante de uma chapelaria, cujo dono, Omnes, em um jogo de palavras com seu próprio nome, denominou Omnes Omnibus, "tudo para todos". O nome pareceu bastante apropriado para o novo transporte coletivo e por associação foi adotado por este. Em outras versões da história, porém, ônibus simplesmente decorre de voiture omnibus ("carro para todos").
O aparecimento do ônibus foi fator fundamental para o surgimento dos serviços de transporte público. Transportar passageiros demonstrou ser tão economicamente interessante que Baudry abandonou o negócio dos banhos e passou a dedicar-se exclusivamente a isso. Foi em Paris, no entanto, que ele resolveu em 1828 fundar, com outros sócios, a Entreprise Générale des Omnibus.
Seja por emulação direta ou porque a ideia já pairava no ar, em 1832 já teriam sido implementados serviços semelhantes em Bordéus e Lyon. Um jornal de Londres registrou, no dia 4 de Julho de 1829, que "o novo veículo, chamado de omnibus, começou a fazer a ligação de Paddington à cidade". Esse serviço era operado por George Shilibeer.
Em Nova Iorque, foram lançados serviços de omnibus no mesmo ano, quando Abraham Brower, um empreendedor que organizou companhias voluntárias de bombeiros, estabeleceu a ligação ao longo da Broadway começando em Bowling Green; outras cidades americanas seguiram-se: Filadélfia em 1831, Boston em 1835 e Baltimore em 1844.
Em 1830, o britânico Sir Goldworthy Gurney desenvolveu uma longa carruagem movida a vapor, provavelmente o primeiro ônibus motorizado. Mas, nas grandes cidades onde o transporte coletivo se desenvolvia, a tração animal evoluía para o transporte sobre trilhos.
Em 1895, Karl Benz criou o primeiro ônibus movido por um motor a explosão. Dotado de um motor a gasolina de 5cv, o ônibus de Benz alcançava 15Km/h e transportava até oito passageiros entre as localidades de Netphen e Deutz.
O serviço de ônibus produziu repercussões na sociedade e na urbanização. Socialmente, o serviço colocava pessoas, em intimidade física sem antecedentes, espremidos uns contra os outros numa pressão democrática que mesmo a pessoa de classe média com a mentalidade mais liberal tinha experimentado antes. Só os mais pobres permaneciam excluídos. Assim surgiu uma nova divisão na sociedade urbana, dividindo aqueles que possuíam carruagens e os que não possuíam.
O serviço de ônibus estendeu o alcance da cidade norte-atlântica, pós-georgiana e pós-federal. A caminhada da antiga vila de Paddington à baixa de Londres era dura até para um jovem em boa condição física. O serviço de ônibus ofereceu uma nova disponibilidade ao interior da cidade dos seus subúrbios mais próximos.
Uma urbanização mais intensa seguiu-se. Dentro de poucos anos, o serviço de ônibus de Nova Iorque tinha como rival o eléctrico (bonde): o seu primeiro serviço percorria a rua Bowery, que oferecia uma grande melhoria nas condições por percorrer sobre carris de ferro em vez de andar sobre estradas de blocos de granito, o que traduzia-se numa viagem mais suave. Os novos eléctricos foram financiados por John Mason, um banqueiro rico, e construídos por John Stephenson, um empreiteiro Irlandês.
Quando os transportes motorizados comprovaram o seu valor após 1905, um omnibus motorizado era, por vezes, intitulado autobus.
Fabricantes
Chassis
Ford (EUA/Brasil)
Agrale (Brasil)
Daimler-Chrysler/Mercedes-Benz (Alemanha)
Dennis (Inglaterra)
Iveco (Itália/Brasil)
MAN (Alemanha/Brasil)
Scania (Suécia/Brasil)
Volkswagen (Alemanha/Brasil)
Volvo (Suécia/Brasil)
Mercedes Benz (Alemanha/Brasil)
Carrocerias
Mascarello (Brasil)
Alexander Dennis (Inglaterra)
Alfredo Caetano (Portugal)
Ayats (Espanha)
Beulas (Espanha)
Burillo (Espanha)
Busscar (Brasil)
Caio Induscar (Brasil)
Camo (Portugal)
CaetanoBus (Portugal)
Castrosua (Espanha)
Ciferal (Brasil)
Comil (Brasil)
Engerauto (Brasil)
Fabusforma (Brasil)
Fanabus (Venezuela)
Farebus (Espanha)
Ferqui (Espanha)
Hispano Carrocera (Espanha)
Indcar (Espanha)
Ikarus (República Tcheca)
Irizar (Espanha)
Irmãos Mota & Cª (Portugal)
José Troyano (Argentina)
Karosa (República Tcheca)
Marcopolo (Brasil)
Maxibus (Brasil)
Metalsur (Argentina)
Metalpar (Chile y Argentina)
Neobus (Brasil)
Noge (Espanha)
Obradors (Espanha)
Sudamericanas (Argentina)
Saldivia (Argentina)
Sunsundegui (Espanha)
UNVI (Espanha)
Van Hool (Holanda)
Carrocerias extintas
CAIO Norte (Brasil)
Camelsa (Espanha)
Carbrasa (Brasil)
Ciferal Paulista/Condor/Thamco (comprada pela San Marino é hoje Neobus)(Brasil)
CMA (Brasil)
Cobrasma (Brasil)
Eliziário (Brasil)
Facansa - Fabrica de Carrocerías Andres Nemer S.A (Uruguay)
Grassi (Brasil)
Incasel (hoje Comil)(Brasil)
Jotave (Brasil)
Mafersa (Brasil)
Maiso (Espanha)
Metropolitana (Brasil)
Nicola (hoje Marcopolo)(Brasil)
Nielson (hoje Busscar)(Brasil)
Nimbus (Brasil)
Santa Matilde (Brasil)
Striuli (Brasil)
Ugarte (Espanha)
Unicar (hoje UNVI)(Espanha)
UTIC (Portugal)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Autocarro

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