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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Licitação vai diminuir ônibus em circulação em Natal

Sérgio Henrique Santos, para O Poti
Haverá uma mudança no sistema de transporte coletivo de Natal até o final do ano. Só que não vai ser uma mudança brusca e repentina, perceptível de um dia pro outro pelos usuários. Uma licitação vai aperfeiçoar o sistema. Mudança administrativa que, obviamente, se refletirá nas ruas. Novas linhas podem ser criadas, outras extintas, algumas rotas aumentadas. O que é certo é que haverá menos ônibus. Hoje são 834. Após licitado o sistema, serão 772, uma queda de 7,5%. Isso pode acarretar problemas no futuro se aumentar o número de usuários, tendo em vista o crescimento populacional registrado pelo IBGE. Entre 2000 e 2010, por exemplo, a população cresceu 12,8%. Só que nos últimos dez anos, houve redução no número de usuários da ordem de 1,48%.
Diminuir a quantidade de ônibus nas ruas da capital é apenas uma das várias mudanças feitas na licitação do transporte. Só saberemos a dimensão real do novo realinhado do sistema após apresentação das propostas na concorrência, que é pública. A prefeitura pretende consolidar a forma de gestão do sistema de ônibus e o do transporte alternativo da capital, agora denominado "complementar". O edital da licitação do transporte coletivo está em fase final e deve ser publicado até o final do mês de junho.
Após a publicação, será dado um prazo de 45 dias corridos para análise das empresas ou consórcios que desejem operar o sistema. Então, haverá a abertura das propostas. Em 15 dias, se não houver impugnações das concorrentes e nenhum outro imbróglio, o resultado será publicado no Diário Oficial do Município e já poderá ter o contrato assinado. Daí, serão mais 120 dias para ser implantado. O que a população espera é que haja melhorias significativas, especialmente nos quesitos mais deficitários do sistema: superlotação, insegurança, regularidade das viagens, profissionalismo e eficiência. Além disso, outra polêmica é o preço (e o reajuste) da tarifa inteira, que hoje custa R$ 2,20.
Outro porém para que o certame seja deflagrado e que ainda é preciso a aprovação de uma Lei Autorizativa, que já foi enviada pelo Executivo à Câmara Municipal e tramita nas comissões daquela casa Legislativa. Mas o que parece tão distante de acontecer até o final do ano pode ser considerado rápido se for levado em conta que a licitação do transporte de Natal vem sendo adiada há pelo menos nove anos, quando venceu o primeiro prazo para concessão das linhas de ônibus às sete empresas que operam até hoje: Guanabara, Santa Maria, Reunidas, Cidade do Natal, ViaSul, Conceição e Riograndense. Na época, o município prorrogou as permissões por mais sete anos, prazo que terminou em 27 de junho de 2010. Houve nova prorrogação no ano passado, embora a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público tenha requisitado à justiça, em abril de 2011, a deflagração da concorrência pública.
A prefeita Micarla de Sousa (PV), declarou que a licitação será um divisor de águas. A apresentação das propostas elaboradas pela administração municipal irá nortear e definir o procedimento de licitação para concessão do serviço de transporte coletivo de passageiros no município.
Vencerá a licitação a empresa ou consórcio que apresentar menor preço de outorga onerosa, considerando os quesitos técnicos e preço oferecido pelo sistema. O município já estabeleceu um valor mínimo de 0,5%, ou seja, uma parte dos lucros do sistema, que terá que ser investido na melhoria da mobilidade urbana de Natal. "Vencerá a empresa que melhor comprove capacidade técnica, o preço e ofereça um percentual maior de lucro ao município", diz Haroldo Maia, secretário-adjunto de transportes de Natal e presidente da comissão técnica de acompanhamento da licitação.
Mudanças
Serão licitados três lotes: um com viagens originadas na Zona Norte, outro na Zona Sul (que abrangerá as Zonas Leste e Oeste), e um terceiro lote chamado "Complementar", que substituiria o atual sistema opcional/alternativo. Esse sistema operaria nas regiões limítrofes, onde circulam poucas linhas, e como alimentadores das rotas mais utilizadas. "Haverá 692 ônibus convencionais e 80 micro ônibus. Só que a redução não é ruim para o sistema. Isso poderá ser estabelecido com aumento no número de viagens, ônibus no estilo sanfonado. Tudo foi feito com base nos estudos de equilíbrio econômico-financeiro", garante Haroldo Maia, responsável pelo processo licitatório.
Algumas regras do novo jogo já foram apresentadas em audiência pública realizada no dia 25 de maio. Também através de licitação, a Semob contratou uma consultoria de São Paulo (Oficina Consultores Associados) para fazer os estudos de demanda, estatísticas e o desenho do novo sistema. A empresa especializada traçou o que considerou como a real situação dos transportes públicos, com informações precisas das principais demandas em cada bairro. Das mudanças, a maior polêmica surgiu em torno do transporte opcional/alternativo. Haverá redução no número de linhas, de 177 para 80, e eles não poderão circular em vários bairros como Quintas, Tirol, Alecrim, Petrópolis e Cidade Alta.
Contudo, apesar da polêmica, omunicípio garante que os usuários serão beneficiados. "A nova proposta estabelece uma rede única do sistema, com cartão único e a opção do transporte complementar operado por microônibus. Alguns trechos pouco utilizados serão redesenhados. Natal passará de 125km2 de cobertura para 134 km2 de cobertura. Vamos otimizar o sistema", diz Haroldo Maia.
Tarifa será reajustada anualmente
Uma das maiores polêmicas com relação a mudanças do sistema de transporte é a questão da tarifa de ônibus. Com a proposta de licitação o reajuste não será feito unilateralmente nem pela prefeitura, nem pelas empresas. Haverá uma tabela de reajuste, que vai considerar vários fatores como inflação anual, salário de motoristas e cobradores e a demanda de passageiros ao longo do período de validade da licitação, de 15 anos, prorrogável por mais cinco. A prefeitura promete benefícios aos usuários. O tempo de integração entre um veículo e outro, do lote 1 ou 2, ou do sistema complementar (opcional) se mantém em uma hora. Para o cálculo da tarifa serão considerados também fatores como bilhetagem, carros novos na frota, instalação de câmeras de vigilância e geoprocessamento (GPS), terminais informativos com totens e informativos distribuídos aos usuários. "Já está previsto quantos passageiros vão usar o sistema ao longo do tempo de validade da licitação, ou seja, até 20 anos. O sistema certamente será melhorado e os valores de manutenção e custeio pelas empresas se refletem na tarifa. Logo na implantação será estabelecida uma tarifa-base, que certamente será maior que a atual. Dessa tarifa incidirão os reajustes", explicou o secretário Haroldo Maia.
Convém lembrar que os serviços de ônibus de Natal atuam em itinerários que, em sua maioria, foram criados ainda na década de 1980, quando os destinos de viagens do natalense eram para os bairros do Alecrim, Cidade Alta e Ribeira. Com a licitação, a ideia é que haja mais polos geradores de viagens, passando para pelo menos 13, e incluindo destinos como Igapó, Felipe Camarão, Ponta Negra, Praia do Meio, além do polo composto pelas vias Bernardo Vieira, Capitão-Mor Gouveia, Salgado Filho e Km 6. 
Empresas farão investimentos superiores a R$ 150 milhões
Cada empresa vencedora da licitação terá que investir, inicialmente, R$ 152 milhões. Também terá que comprar 115 ônibus novos, de modo que Natal tenha uma frota de 275 veículos novos até a Copa de 2014. Não serão aceitos ônibus com idade superior a cinco anos. Essa medida é válida durante toda a concessão.
De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato das Empresas Transportadoras do Município do Natal (Seturn), Augusto Maranhão, que também é proprietário da Cidade do Natal, a expectativa é a melhor possível. "A licitação será um divisor de águas na nova relação entre o poder público e as empresas, que hoje são permissionárias e passarão a ser concessionárias", diz ele.
Só que ele também critica a falta de investimentos do poder público. "A licitação terá que trazer benefícios em termos de operacionalidade. Não adianta, por exemplo, colocar mais ônibus se não houver corredores exclusivos para eles circularem. Do contrário, vai congestionar ", lembra.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SP tem ônibus mais caro do país

Paulistano sem bilhete único gasta R$ 132 por mês para ir ao trabalho e voltar para casa
Além da capital, Campinas, Guarulhos e Osasco cobram R$ 3 por viagem, segundo pesquisaMarcelo Prates/Hoje em Dia/Futura Press/ Arquivo
Levantamento realizado pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Público) revela que quatro municípios de São Paulo têm hoje a tarifa mais cara de ônibus do país. O custo de uma viagem foi comparado em 38 cidades com mais de 500 mil habitantes, entre os meses de janeiro e abril deste ano.
Com uma tarifa de R$ 3, a capital paulista, Campinas, Guarulhos e Osasco são as cidades que mais oneram o passageiro de ônibus. Em seguida aparecem Santo André e São Bernardo, no ABC, que cobram R$ 2,90.
Em Sorocaba, no interior do Estado, cuja população é de 646,4 mil habitantes, uma viagem de ônibus sai por R$ 2,85. O valor é superior ao cobrado em capitais com mais de 2 milhões de habitantes, como o Rio de Janeiro, R$ 2,75, Salvador, R$ 2,50, e Belo Horizonte, R$ 2,65.
A tarifa mais barata do país é encontrada em Juiz de Fora (MG). Lá, as empresas que operam o serviço de transporte coletivo cobram R$ 1,95.
Peso no orçamento
Em São Paulo, o passageiro de ônibus que realizava duas viagens por dia em junho de 2005, quando a tarifa era de R$ 2, desembolsava em média R$ 88 por mês. A partir de janeiro de de 2011, já com a tarifa em R$ 3, o peso no orçamento doméstico, para quem não utiliza o Bilhete Único, passou para R$ 132, um aumento de 50%.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Greves no transporte e serviço público paralisam Campinas

ROSE MARY DE SOUZADireto de Campinas
Os motoristas e cobradores de ônibus de Campinas entraram em greve por aumento salarial à zero hora desta quarta-feira. A falta do serviço vai prejudicar cerca de 615 mil passageiros que são transportados diariamente em 202 linhas.
A categoria é formada por 5 mil funcionários que pedem 15% de reajuste nos salários e no vale-alimentação, além de maior participação nos lucros da empresa. O piso salarial do motorista é de R$ 1.630. O piso do cobrador é de R$ 716.
Ontem, os funcionários da VB Transportes, uma das cinco empresas concessionárias da cidade, se desentenderam com sindicalistas e não retiraram os ônibus da garagem, afetando 160 mil passageiros. Houve um principio de tumulto, a Polícia Militar foi chamada e a empresa anunciou a demissão de 12 funcionários no final da tarde.
No começo da noite, o Tribunal Regional do Trabalho (15ª Região) determinou que os grevistas destinassem 70% da frota nas ruas no período de pico: 7h às 9h e das 17h às 19 h. Para os demais horários, o contingente deve ser de 50%. O descumprimento está sujeito à cobrança de uma multa de R$ 20 mil por dia ao Sindicato do Transporte Rodoviário de Campinas e Região.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas montou um esquema especial nas ruas para garantir maior fluidez ao trânsito e minimizar os transtornos à população. Os terminais rodoviários permaneceram fechados enquanto durar a greve. A entidade vai remanejar a frota do transporte alternativo e, caso necessário, criará um comboio de ônibus com escolta da Guarda Municipal e PM.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/
Seis capitais enfrentam greves no transporte público
SÃO PAULO - Seis capitais brasileiras enfrentam greves no transporte público. Em Natal, 100% da frota de ônibus está parada. As pessoas precisam buscar alternativas para chegar ao trabalho. Carros fretados e lotações estão sendo utilizadas. A greve atinge 450 mil pessoas na capital potiguar, que também enfrenta paralisação dos funcionários dos trens urbanos. São Luís, João Pessoa, Maceió, Belo Horizonte e Recife também estão com os trens parados, devido à greve dos metroviários.
Conforme o secretário de Imprensa e Divulgação da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Narciso Fernandes Soares, a CBTU "propôs reajuste zero" para o ano de 2012 em reuniões realizadas em 7 e 8 de abril. A greve segue por "tempo indeterminado até o governo oferecer pelo menos uma proposta. Zero não é uma proposta", argumenta Soares.
Segundo a Fenametro, os metroviários reivindicam aumento real corrigido com a inflação, bonificação atrelada ao aumento do número de passageiros, plano de saúde integral e adicional noturno de 50%.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informa que a companhia está em negociação e que o presidente da entidade se reúne na tarde desta terça no Rio para uma assembleia com representantes sindicais.
Os metroviários de Belo Horizonte, que iniciaram greve nesta segunda, informaram que vão acatar a proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de adequação da escala mínima. Em audiência, realizada durante a tarde, o TRT propôs a redução de 30 minutos na escala definida em liminar, determinando o funcionamento do metrô das 5h20 às 8h30 e das 17h às 19h30, de segunda-feira a sexta-feira, horários com maior movimentação de passageiros. Nos sábados, os metroviários devem trabalhar entre 5h30 e 9h. Caso a decisão seja descumprida, o sindicato será multado diariamente em R$ 30 mil.
Anteriormente, Tribunal Regional do Trabalho havia determinado que os metroviários cumprissem 100% da escala nos horários de maior movimentação do metrô de Belo Horizonte.
Por O Globo com CBN e Bom Dia Brasil (pais.online@oglo | Agência O Globo

sábado, 12 de maio de 2012

Motoristas desafiam leis de trânsito nas estradas brasileiras

Avanço de velocidade foi um dos problemas encontrados. Estudo americano revela que cinto de segurança com três pontos de fixação protege até sete vezes mais do que o de dois, o utilizado no Brasil.
Nesta semana em que o Jornal Nacional apresentou uma série de reportagens especiais sobre as viagens de ônibus pelo Brasil, o repórter Rodrigo Alvarez mostrou nesta quarta-feira (9) o desrespeito aos limites de velocidade e o risco que isso representa para todos.
Quando dois jumentos entram na estrada basta um terceiro jumento para botar em risco a vida de todo mundo. E ele chega acelerado, levando o motorista do carro a desviar pela contramão e quase bater.
Quando tem animais na pista ou quando surge algum imprevisto nas estradas, mais do que inteligência, é preciso prudência. A equipe do Jornal Nacional percorreu 6,1 mil quilômetros procurando, mas a prudência foi coisa difícil de encontrar.
“Como é que eu vou sair em uma viagem de Belo Horizonte a Brasília a 80 por hora?”, diz um motorista.
E em viagens que duram dias inteiros, fala-se até o que normalmente não se falaria.
Ao dirigir a 90 em uma estrada para 60, você está aumentando o seu risco e o risco dos passageiros, mas vai de cada um. É um risco, mas não adianta mentir. O pessoal anda e a gente anda também”, revela um condutor.
Motoristas passam dos limites, mas sempre com cinto de segurança.
“É perigoso andar sem cinto. Perigoso principalmente esses aqui da frente, né? Nós orientamos, mas não podemos obrigar”, fala um motorista.
A equipe fez mais de uma dezena de viagens e praticamente não viu passageiro usando cinto de segurança. Uma situação que beira o absurdo, segundo o grupo, porque, pelo que parece, ninguém faz ideia do risco que está correndo.
Quem viaja solto, ignora o que acontece quando um ônibus bate, ainda que seja a 48 quilômetros por hora, como em um acidente simulado em um laboratório do Departamento de Transportes dos Estados Unidos.
“Eu costumo andar sem cinto”, afirma o estudante Maykon Francisco.
O passageiro que viaja como Maykon, sem cinto e no centro do ônibus, é quase sempre atirado pelo corredor.
“Eu sempre acho que não vai acontecer nada”, acrescenta o aluno.
Sensores espalhados pelo corpo de bonecos mediram a diferença entre usar cinto com fixação em dois e três pontos. A conclusão é que o cinto de três pontos protege até sete vezes mais.
Por fim, o estudo afirma que com cinto de três pontos, ônibus são bastante seguros nos Estados Unidos.
Mas a realidade brasileira é diferente: estradas esburacadas, falta de policiamento e passageiros sem cinto. Depois de procurar pelos quatro cantos do país, foi em uma viagem para Goiânia que a equipe finalmente encontrou um passageiro que não abre mão do cinto de segurança.
“Atualmente, a gente está acostumando tanto ao cinto que eu entro no cinema e fico procurando”, diz ele.
Se o passageiro parece sem cinto é por que os ônibus brasileiros só usam cinto de segurança com dois pontos de fixação, na cintura, aqueles que o estudo mostrou que são menos seguros.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Justiça e Cidadania: Segurança no ônibus

POR ADRIANA CRUZ
Rio - Assaltos em ônibus são tratados em ações judiciais como responsabilidade da Segurança Pública do estado. Mas nova decisão da 8ª Câmara Cível mostra uma mudança de posição dos desembargadores. Eles enquadraram a Viação Salutran e condenaram a empresa a indenizar em R$ 20 mil a viúva de passageiro morto em ação de criminosos dentro do veículo, em Nova Iguaçu.
A desembargadora Gilda Carrapatoso defende que os casos se tornaram tão comuns e previsíveis que hoje é maior a probabilidade de o passageiro ser roubado na viagem do que sofrer acidente. E que cabe aos empresários adotarem medidas para impedir ocorrências.
O crime foi às vésperas do Natal de 2006. Um dos passageiros reagiu, e os assaltantes dispararam, ferindo Marcelo Domiciano. O motorista se recusou a socorrer: preferiu esperar os bombeiros. Uma das causas da morte de Marcelo foi a demora no atendimento. Em primeira instância, a viúva perdeu a ação, que foi reformada pelos desembargadores.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

EMPRESAS DE ÔNIBUS MUDAM ATENDIMENTO PARA RECUPERAR CLIENTES

Com o aumento da demanda por passagens aéreas, empresas de ônibus perderam mais de 4,5 milhões de passageiros.
Ricardo Soares Belo Horizonte
De 2010 para 2011, as companhias aéreas ganharam quase 25 milhões de novos clientes. No mesmo período, as empresas de ônibus, especialmente as que operam viagens de longa distância, registraram queda de mais de 4,5 milhões de passageiros.
“Quando você soma poder aquisitivo, ou seja, pessoas com dinheiro pra comprar e tarifas mais baratas, aquele que for mais confortável vai ganhar. E nesse caso o avião é mais confortável pras pessoas”, diz Paulo Rezende, coordenador de logística.
Esse é um caminho sem volta, na opinião de analistas do setor de transportes. É por isso que muitas empresas de ônibus já estão se adaptando pra continuar ganhando dinheiro em um mercado que tende a ficar menor ainda.
Em algumas linhas, tudo lembra muito o atendimento das aéreas. Totem de auto-atendimento, tratamento vip, serviço de bordo, agora tem até programa de milhagem.
“Com isso, estamos com expectativa de aumentar nossas vendas de passagem em torno de 12% já no primeiro ano”, declara Marcos Almeida, assessor operacional da Cometa.
A possibilidade de trocar pontos acumulados em viagens a trabalho, por uma passagem para as próximas férias, agradou a analista financeira Daniela Santos. “Me tratando bem, com certeza eu vou voltar a viajar naquela companhia”, afirma.

sábado, 28 de abril de 2012

Os incômodos ‘DJs’ do transporte público

Rafaella Barros - O Globo
A universitária Thaís Veríssimo já foi incomodada por uma passageira que ouvia música sem fone de ouvido ao viajar do Rio para Teresópolis Foto: Fabio Rossi / O Globo
RIO - O publicitário Wellington Amaral pegou o ônibus 696 ao sair da faculdade, como sempre fazia. Depois de um dia cansativo, mal sabia ele que teria uma viagem estressante. Ao seu lado, um rapaz ligou o celular e começou a ouvir música sem fone de ouvido. Como se já não bastasse um “DJ” durante a viagem, na outra fileira de bancos uma moça fez a mesma coisa. O rapaz, então, ligou um segundo celular para “competir” com a jovem. Por causa de situações como essa que a Assembleia Legislativa vota até o fim deste mês um projeto de lei que prevê multa de R$ 1 mil reais para passageiros que insistirem em ouvir som sem fone de ouvido e também para a empresa de transporte.
- Não só eu me senti incomodado, os outros passageiros do ônibus também. Mas eu fiquei quieto, assim como os outros, não falei nada porque faço tudo para evitar confusão – conta Wellington.
A economista Glaucia dos Santos, de 28 anos, passou por problema semelhante, mas decidiu não ficar calada. Enquanto dormia no ônibus da linha 2236, que faz o trajeto Campo Grande-Castelo, um homem ligou seu notebook e pôs um clipe musical para tocar – mais uma vez, sem usar fone de ouvido.
- Eu acordei assustada porque o som estava alto. Eu disse que o computador dele parecia muito moderno, mas que não tinham apresentado a ele um equipamento igualmente moderno, que é o fone de ouvido. Ele respondeu que estava sem fone e abaixou o volume. Eu reclamei, mas meu pai falou para eu não fazer mais isso porque posso apanhar na rua.
O medo de reclamar é justificável, principalmente diante de tantos casos de morte por motivo banal. Em março de 2010, um homem foi morto dentro de um ônibus em Botafogo depois de se recusar a fechar a janela. Isso sem falar nos casos fora do transporte público, como os que aconteceram porque alguém colocou lixo na calçada do vizinho ou reclamou de barulho durante a madrugada.
Segundo o deputado Bruno Correia, autor do projeto de lei, a multa de R$ 1 mil reais para passageiros mal educados e empresas de transporte que não tomam providências contra eles seria aplicada apenas em último caso:
- Primeiro há a recomendação de o próprio motorista ou funcionário da empresa orientar o passageiro a desligar o aparelho ou usar o fone. Não sendo cumprida, há a multa, que seria aplicada pela força policial mais próxima.
Sobre o valor da multa, que para alguns pode parecer um exagero, o deputado justifica:
- Isso é um parâmetro. A maioria das leis prevê multa nessa faixa. E, quando mexe no bolso, a população costuma pensar mais nos seus atos. O mais importante, entretanto, é a mudança cultural. Todos têm que respeitar o direito do próximo. Há momentos apropriados, e no coletivo isso não é adequado.
A proposta do deputado vale apenas para meios de transporte intermunicipais. O projeto de Bruno Correia já passou por algumas comissões da Casa. Se for aprovado, deverá coibir situações como a que universitária Thaís Veríssimo passou. Durante uma viagem de madrugada do Rio para Teresópolis, uma mulher ouvia uma rádio evangélica pelo celular, com o alto-falante ligado.
- Uma outra passageira foi até ela e pediu gentilmente para desligar a música porque estava incomodando os outros passageiros. Ela justificou que “a música era de Deus”. A moça respondeu: "tudo bem senhora, mas nem todos querem ser evangelizados e estão incomodados. Desligue, por favor". Ela se rendeu e desligou.
Como a lei se aplica a meio de transporte intermunicipal, outros beneficiados seriam os passageiros das barcas. O servidor público Evandro Pereira, de 29 anos, conta que em uma viagem de Niterói para o Rio, um homem ouvia um funk com letras pornográficas. Na ocasião, Evandro estava com o seu filho, que tinha 5 anos.
- Eu pedi pra ele: "amigo, por favor, pode desligar a música? Pela lei, é proibido usar aparelho de som em transporte público". Ele disse que não sabia que lei era essa, mas desligou. Mas logo em seguida ligou de novo. Então chamei um funcionário da Barcas S/A, que pediu para que ele desligasse. Só assim ele acatou.
Sem lei, decretos e portarias preveem apenas avisos proibitivos, mas não as providências
De fato, não há uma lei que proíba ouvir som em transporte público sem fone de ouvido. O decreto municipal n° 12.713/94 prevê apenas que os veículos devem ter um adesivo informando que é proibido usar aparelho de som. De acordo com a Secretaria Municipal de transportes, as autoridades dentro do ônibus são o motorista e/ou o cobrador e cabe a eles solicitar ao portador do equipamento de som que diminua o volume ou tomar as devidas providências para o bom andamento da viagem. Para as linhas intermunicipais, vale a portaria 437/97 do Detro, que proíbe aparelho sonoro no interior do veículo, mas não define sobre o que o usuário incomodado deve fazer.

Segundo a assessoria do Departamento, o passageiro pode reclamar ao motorista, que deve pedir que o aparelho seja desligado. Caso ele insista, o motorista poderá procurar a autoridade policial mais próxima ou um fiscal do Detro, se houver.

A Barcas S/A informou que também sinaliza as estações e as embarcações, orientando o usuário a não utilizar equipamentos que emitam som alto. Porém, os funcionários da empresa não podem obrigar ninguém a desligar o aparelho.
Segundo o MetrôRio, o Decreto Estadual nº 2.522/1979 prevê advertência ao passageiro que não atender à orientação de desligar ao aparelho de som. Os clientes que se sentirem incomodados devem procurar os agentes de segurança nas estações. Esses, apesar de não poderem retirar o cliente do metrô, orientam o passageiro a abaixar o volume ou usar fone de ouvidos.
No caso dos trens, a SuperVia informou que a atitude é considerada inconveniente pelo regulamento do transporte ferroviário, o decreto nº 1932/1996. Para garantir o bem estar dos demais passageiros, a atitude é coibida pelos agentes da concessionária, a quem os demais passageiros podem reclamar. Quem insistir no comportamento inconveniente poderá ser convidado a se retirar do trem.
Em outubro do ano passado, a concessionária iniciou uma campanha incentivando o uso do fone de ouvido. Segundo a SuperVia, a campanha foi elogiada por muitos passageiros, mas o número de reclamações não diminuiu.
Cigarro e aparelhos de som: avisos lado a lado, mas apenas um deles é baseado em lei
Na maioria dos meios transportes públicos existem avisos fixados, geralmente no interior, sobre as proibições – como conversar com o motorista, no caso dos ônibus; fumar e usar aparelhos sonoros.
A proibição ao fumo se baseia na lei estadual nº 5.517/2009, que não apenas proíbe, como prevê a retirada do usuário que insistir em fumar. Essa atitude é de responsabilidade da empresa, que, se não cumprir a lei, pode ser multada entre 1.548,63 e 15.486,27 UFIRs (Unidade Fiscal de Referência).
Para Wellington do Amaral, personagem do início da matéria, entretanto, uma lei para aparelhos sonoros não será suficiente:
- Todo mundo fica indignado quando alguém fuma no ônibus, mesmo que seja na janela. Acho que essa mesma indignação tem que ser usada nesse caso. Se houver uma lei que proíba, também acredito que deve haver uma campanha de conscientização.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Promulgada lei que obriga empresas de ônibus a ter 2 motoristas a cada 300 kms

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Ricardo Marcelo (PSDB), promulgou a Lei nº9.665/2012, de autoria do deputado Branco Mendes (DEM), que obriga as empresas de transporte intermunicipal no Estado da Paraíba a programarem uma escala de 02 (dois) motoristas a cada viagem com distância igual ou superior 300 quilômetros. A Lei foi publicada no Diário do Poder Legislativo (DPL), edição do dia 12 de março de 2012.
O deputado Branco Mendes, autor da referida lei, agradeceu o ato do presidente Ricardo Marcelo, durante discurso proferido da tribuna da Casa de Epitácio Pessoa, no pequeno expediente da sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira (13.03). “Não poderia deixar de ressaltar o gesto do presidente, ao promulgar esta importante lei, de nossa autoria, que, no mérito, garante mais segurança aos motoristas e usuários do transporte intermunicipal em nosso Estado”, declarou.
O artigo 1º, da referida lei, tema seguinte redação: “As empresas permissionárias e/ou concessionárias do sistema de transporte intermunicipal do Estado da Paraíba ficam obrigadas a programar uma escala de 02 (dois) motoristas a cada viagem como distância igual ou superior a 300 (trezentos) quilômetros”.
Branco Mendes informou que a distância de 300 Km deve ser observada como parâmetro, a fim de que se estabeleça uma jornada que não ultrapasse as 8 horas de trabalho, com descanso a cada 200 horas consecutivas, com intervalos entre uma jornada e outra de no mínimo 24 horas. “Esta observância está prevista no parágrafo único da lei”, revelou.
A Lei nº 9.665, de 09 de março de 2012, prevê, no Artigo 3º, que as empresas deverão manter registros que permitam a fiscalização, a qualquer tempo, disponibilizando o acesso às informações relativas à jornada de trabalho de seus motoristas, com observância aos itens previstos na resolução nº 1971/2007, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). 
A inobservância às normas contidas na referida lei constituirá em prática de infração, sujeitando a empresa infratora à penalidades, como multas e até mesmo suspensão temporária ou definitiva da concessão. As penalidades estão previstas no artigo nº 4º da lei em questão.
Fonte da Matéria:http://www.hermesdeluna.com.br/ 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Marcas se preparam para o futuro da mobilidade

Ônibus avançam em tecnologia e capacidade
Redação Webtranspo: Marco Garcia - Fotos: Divulgação
“Salvador quer melhor mobilidade”, “Trânsito em São Paulo, como fugir dele?”, “Mobilidade urbana terá garantia legal” e “Trânsito: acabaram os horários de pico”. Estes são alguns dos títulos de matérias que o Portal Webtranspo publicou recentemente abordando as diversas nuances da mobilidade de transporte urbano nas grandes cidades do Brasil. Nos textos, entidades, empresas e especialistas discorrem sobre o assunto, afirmando que é imprescindível um maior investimento em infraestrutura para comportar a atual demanda de passageiros, bem como a futura procura em razão dos eventos esportivos que vamos sediar em 2014 e 2016.
Entretanto, não adiantará nada as cidades se prepararem com sistemas eficientes de transporte urbano se a oferta de produtos não acompanhar essa evolução. Tido como um agregador para solucionar os gargalos de mobilidade, o segmento de ônibus já se candidatou a esse cargo e com o passar dos meses, montadoras, encarroçadoras e fornecedores de equipamentos renovam o portfólio de produtos tendo a palavra “melhor” como o centro das ações de publicidade.
Sem querer prever o futuro, apresentaremos a seguir as novidades de algumas das principais empresas nacionais que, a julgar pelo volume de tecnologia empregado nos veículos, têm boas chances de resolver parte dos problemas da mobilidade, pegando o gancho do transporte de pessoas nos grandes e médios centros urbanos com o sistema BRT (Bus Rapid Transit). Todas, estão sendo demonstrados na Transpúblico 2011, 3ª edição da feira do setor que acontece no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
Mercedes-Benz 
Informou que possui 20 modelos diferentes de chassis com capacidade para abastecer qualquer tipo de via, nos quais sua engenharia está aplicando o Bluetec 5, solução da marca para se adequar à nova legislação ambiental, que entrará em vigor em janeiro de 2012. A montadora alemã acaba de lançar no mercado o chassi OF 1724, para carroceria de 13,2 metros, e O500 UDA e MDA, considerados de alta capacidade, podendo transportar mais de 200 passageiros.
Com esses modelos a empresa chega para concorrer com a Volvo que já disponibiliza estes tipos de ônibus, rodando no corredor da avenida Santo Amaro (SP). Na feira, a fabricante anunciou a venda de 200 unidades já com a tecnologia Euro 5, sendo 140 chassis articulados O 500 UA e 60 O 500 U, para as empresas Cidade Dutra, VIP, Campo Belo e Via Sul.
Motor dianteiro_Volvo Bus Latin America 
Trouxe ao evento os novos modelos B270F, primeiro ônibus com motor dianteiro da marca e o chassi híbrido (diesel e elétrico), que alia tecnologia e sustentabilidade. O B270F marcou a entrada da montadora no segmento de ônibus semipesados. Um dos principais trunfos do novo veículo está no fato de ser inspirado na plataforma dos caminhões Volvo VM, já consagrados pelo mercado de caminhões, principalmente devido à sua robustez e economia de combustível.
MAN
De olho no segmento de veículos articulados nacional, a MAN iniciou os testes com o seu primeiro modelo de transporte de passageiros. Produzido na Polônia o MAN Lion’s City G de 18 metros de comprimento e capacidade para transportar até 150 pessoas está em operação em uma empresa de São Bernardo do Campo (SP) e o teste deve se estender para outros centros urbanos nos próximos dois anos. Ricardo Alouche, diretor de vendas da marca, anunciou para 2012 o lançamento do Volksbus articulado VW 26.330 OTA, chassi produzido sob medida para os corredores e sistemas BRT que serão implantados no Brasil.
Escolar_IvecoMesmo sem a vocação para o transporte de massa, a italiana Iveco está utilizando a feira para apresentar o novo CityClass Escolar capaz de transportar 29 alunos. No evento, a montadora anunciou que o modelo chega ao mercado respaldado com um contrato de vendas de 770 unidades para o Programa Caminhos da Escola do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), pertencente ao Ministério da Educação.
Comil
Na parte das encarroçadoras, a Comil trouxe os lançamentos Svelto Piso Baixo (PB) e Doppio modelo 2012. Esta é a primeira vez que a Comil, empresa com sede em Erechim (RS), lança no mercado um modelo piso baixo. Segundo a empresa, o veículo PB foi projetado pensando na demanda das cidades sede da Copa de 2014, onde funcionarão os sistemas BRT e outros de corredores exclusivos.
Material jornalístico passível de direitos autorais. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes. Antes de reproduzir por qualquer meio, consulte sobre autorização.

sábado, 17 de setembro de 2011

Ônibus circulam normalmente em Natal após ataques

Foto: Arquivo Nominuto.com
Após os ataques à frota de ônibus nesta sexta-feira (16), serviço será prestado normalmente neste sábado (17).
O serviço de transporte coletivo de Natal funciona normalmente neste sábado (17). Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município de Natal (Seturn), Augusto Maranhão, a frota de ônibus circula na cidade desde às 5h, como ocorre usualmente.
Além dos seis ataques aos ônibus já noticiados, houve outro ataque na noite desta sexta-feira (16) na Avenida Tomaz Landim, Zona Norte, o que motivou o recolhimento da frota entre 21 e 22h. “A circulação dos ônibus ocorre dentro da normalidade por todo sábado”, afirmou. 
A partir da garantia dos gestores da segurança pública estadual em aumentar o efetivo nas ruas, o Seturn em comum decisão com o Sindicato dos Profissionais dos Transportes do Rio Grande do Norte (Sintro) resolveram não paralisar o serviço.
Fonte da Matéria: Nominuto.com

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sábado, 20 de agosto de 2011

Ônibus Novos em Manaus/AM

Prefeito de Manaus entrega novos
ônibus neste sábado (Clovis Miranda )
Inicia-se uma nova era no transporte coletivo de Manaus. Aproximadamente 400 veículos novos estão sendo incorporados hoje ao sistema.
A fim de garantir a lisura e atestar o estado de conservação dos veículos, o Ministério Público foi convidado para a solenidade. Precisamos avalizar que os veículos não sejam, como no passado, maquiados. A chegada destes veículos representa a reestruturação do sistema de transporte coletivo de Manaus que, há décadas, padecia com a falta de organização e perspectivas.Não fosse o “socorro” do transporte alternativo e executivo ( que nunca funcionou como tal), principalmente nas zonas norte e leste, o transporte coletivo de nossa cidade sequer existiria, por isso, devemos, de público, reconhecer a importância desta categoria. Entretanto, é hora de reorganizar o sistema. Queremos tão somente o cumprimento da Lei Orgânica: um transporte confiável e de qualidade, e um Transporte Executivo de excelência, funcionando segundo seu objetivo: qualidade ainda superior e tarifa diferenciada, sob pena de canibalizar o sistema de transporte coletivo e desorganizar o trânsito da cidade. Esperamos que com a chegada do restante da nova frota, Manaus passe a viver dias melhores. Cobremos e fiscalizemos.
Ainda no transporte coletivo, a Câmara Municipal discutirá na próxima semana um tema de extrema relevância para a cidade de Manaus. O sistema de bilhetagem eletrônica, depois de décadas, voltará ao controle do Município. Pelo Projeto de Lei 028/11, com a implantação do Sistema Integrado de Gestão Inteligente de Transporte (SIGIT), o Município terá a possibilidade de coordenar, controlar e acompanhar, bem como operacionalizar todo o sistema, além de ser responsável pela segurança e confiabilidade das informações do banco de dados, retomando o controle da bilhetagem eletrônica, hoje nas mãos do Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (SINETRAM).

Experiência BRT Marcopolo...


Em primeiríssima mão, Marcopolo disponibiliza o vídeo sobre Experiências BRT....
SISTEMA BRT (BUS RAPID TRANSIT) É SOLUÇÃO PARA REDUÇÃO DE CONGESTIONAMENTO NAS GRANDES CIDADES
Aplicado com sucesso em diversas capitais do mundo possui custo e prazo de instalação menores que outros modais. A ausência de políticas de priorização do transporte público foi a principal razão para o aumento de cerca de 20% do uso de transporte individual nas áreas metropolitanas do Brasil, nos últimos anos, o que acarretou maior congestionamento. 
“Para amenizar a degradação das condições de trânsito de forma eficiente, uma das saídas é a utilização de sistemas como o BRT (Bus Rapid Transit), em que ônibus com elevada capacidade de passageiros trafegam em pistas exclusivas nas principais vias da cidade”, explica José Rubens de la Rosa, diretor-geral da Marcopolo, empresa com 37 anos de experiência na implantação e fornecimento para os sistemas de transporte massivo de passageiros.O sistema BRT, aplicado com sucesso, pela Marcopolo, desde 1974, em cidades como Curitiba e São Paulo, no Brasil; Bogotá e Cali, na Colômbia, Santiago, no Chile; Johannesburgo, na África do Sul, e no Panamá, é o conceito mais eficiente para fazer com que o transporte coletivo seja mais rápido, acessível e de grande conforto. 
“Com custo e prazo de instalação muito menores que outros modais, permitiu a redução do número de automóveis na rua e melhorou o trânsito, além de contribuir para a preservação ambiental, com a redução da emissão de poluentes. Outra vantagem é a elevação na qualidade de vida dos usuários pela redução do tempo de viagem”, salienta o executivo. 
Até 2013 deverão ser investidos cerca de R$ 6 bilhões em sistemas BRT em diversos municípios brasileiros, conforme ampla divulgação na mídia. Apesar de várias cidades já terem implantado parcialmente o sistema, ele ainda não funciona de forma completa e integrada, com segregação da via para ônibus, pagamento da passagem antecipada, entrada de passageiros em estações, controle informatizado do corredor/linha e informação em tempo real ao passageiro, que aumentariam a velocidade média da viagem, o conforto e a segurança para os usuários. 
De acordo com estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o tempo de deslocamento casa-trabalho da população subiu aproximadamente 6%, entre 1992 e 2008. Os sistemas de mobilidade de baixa qualidade e alto custo adotado pelas cidades e o aumento da frota de automóveis, aliados à sua baixa taxa de utilização (apenas 1,2 pessoa/carro), provocaram lentidão ainda maior do trânsito. A ausência de ações e políticas efetivas e consistentes para melhorar o transporte coletivo e infraestrutura adequada, associada aos altos índices de congestionamento nas grandes cidades, resultaram na perda de demanda e da receita para os sistemas públicos, o que gera aumento da tarifa cobrada e, por consequência, perda ainda maior de demanda, formando um ciclo vicioso. 
Uma das maiores fornecedoras para sistema BRT no mundo A Marcopolo transformou-se em uma das principais fornecedoras mundiais de ônibus para sistemas de transporte massivo de passageiros - BRT (Bus Rapid Transit - sigla inglesa de Trânsito Rápido de Ônibus), ao longo dos últimos anos. A empresa possui 37 anos de experiência em projetos de transporte em grandes centros urbanos. Os veículos da Marcopolo são utilizados nos sistemas de diversas cidades em diferentes países ao redor do mundo, como África do Sul, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, México e Panamá. 
“A companhia possui grande experiência no fornecimento para sistemas de transportes urbanos diferenciados. Desenvolvemos o primeiro veículo para o projeto viário de Curitiba, em 1974. Desde então, sempre incentivando o aperfeiçoamento da infraestrutura e a melhoria do peso rodante, participamos ativamente dos sistemas de cidades como Goiânia e Manaus, no Brasil, além de Cali e Bogotá, na Colômbia, Cidade do Panamá, Santiago do Chile, Cidade do México, e Johannesburgo, Cidade do Cabo, Port Elizabeth, Pretória e Durban, na África do Sul”, destaca Paulo Corso, diretor de operações comerciais para o mercado brasileiro. 
A Marcopolo continua investindo no desenvolvimento e fabricação de novos produtos, específicos para as cidades brasileiras. “As características topográficas e as condições viárias dos municípios nacionais são completamente distintas uma das outros. Isso demanda que os fabricantes tenham condições de fornecer ônibus que atendam, ao mesmo tempo, essas particularidades e os padrões de conforto, segurança e rapidez que façam com que o usuário opte pelo transporte coletivo e não pelo individual”, finaliza José Rubens de la Rosa. 
A Marcopolo transformou-se em uma das principais fornecedoras mundiais de ônibus para sistemas de transporte massivo de passageiros - BRT (Bus Rapid Transit - sigla inglesa de Trânsito Rápido de Ônibus), ao longo dos últimos anos. A empresa possui 37 anos de experiência em projetos de transporte em grandes centros urbanos.
Produção, direção e fotografia VIDEOTOP PRODUÇÕES
Crédito da foto e video: Arquivo Marcopolo, Divulgação

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Maior parte dos ônibus do DF pertence a apenas três grupos empresariais

Ao longo das últimas décadas, o serviço de transporte público no Distrito Federal passou a refletir o total descontrole por parte do poder público. O oligopólio na exploração do serviço e a falta de licitação pública são as outras marcas registradas do sistema. A maior parte dos 2.975 ônibus pertence a três grandes grupos empresariais — Grupo Amaral, Viplan e Viação Planeta —, que, juntos, detêm 2.042 ou, 68,6% dos coletivos. Coincidentemente, também são eles que insistem em manter veículos velhos em circulação. Alguns rodam com 25 anos de fabricação, quando o limite fixado pelo governo é de sete anos.
A pedido do Correio, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) destrinchou o perfil do sistema que causa tantos transtornos à população. O documento mostra que a idade média da frota do grupo de Wagner Canhedo é a mais alta. No total, ele é dono de 730 veículos distribuídos entre as empresas Viplan, Condor e Lotaxi. Os carros dessa última têm, em média, 15,4 anos, mais que o dobro do permitido. Em seguida, vem o grupo do empresário Nenê Constantino, composto pela Viação Cidade Brasília, Satélite, Pioneira e Planeta. O tempo médio de uso dos 878 ônibus de sua propriedade varia de 5,41 a 7,12 anos. Apesar de estar dentro do limite tolerado pelo governo, ele mantém veículos com 19 anos de fabricação 
No dia a dia, os reflexos para os usuários são os piores possíveis. Viagens interrompidas por falhas mecânicas, bancos e barras de ferro quebrados e pneus carecas são algumas das situações relatadas pelos usuários. Na avaliação do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Setransp), no entanto, ônibus quebrado é uma “fatalidade” que acontece em qualquer cidade. Mas, no DF, a frota está mais sujeita a problemas porque “há quase seis anos, não ocorre equilíbrio da tarifa, motivo pelo qual a renovação da frota foi cancelada”.
Os empresários também se isentam dos constantes atrasos atribuindo o problema ao congestionamento das vias. Por meio da assessoria de imprensa, o presidente do Setransp, Wagner Canhedo, disse que “nas saídas das principais cidades-satélites, esse problema é patente nos horários de pico, o que gera atrasos”. E citou que os governantes de cidades como Rio de Janeiro e Londrina “adotaram medidas simples que viabilizaram o transporte público por meio de faixas exclusivas, com baixíssimo custo e em curto espaço de tempo”.
Insegurança
Motoristas e cobradores também sofrem as consequências da falta de investimentos. Estimativa do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários aponta que pelo menos 25% dos 12 mil funcionários enfrentam até 12 horas de serviço, quando deveriam cumprir metade desse tempo. “Para reduzir o custo com a mão de obra, as empresas estimulam o trabalhador a fazer uma jornada maior e paga pela produtividade. Mas isso gera estresse e o profissional acaba não sendo tão cortês e tolerante com o passageiro”, avalia João Osório da Silva, presidente da entidade. O problema do excesso de trabalho deve chegar ao fim após o último acordo coletivo. Ficou acertado que os trabalhadores podem fazer hora extra, mas, no máximo, duas horas por dia.

A falta de terminais e a precariedade dos existentes são fatores que também contribuem para a má prestação do serviço. No fim da Asa Norte, por exemplo, não existe estrutura para parar os ônibus, que acabam estacionados em um terreno próximo, de terra. “Na época da seca, o veículo já sai coberto de poeira. No tempo da chuva, é barro. Sem falar que o motorista e o cobrador ficam impossibilitados de satisfazer suas necessidades fisiológicas básicas”, destaca Osório Silva.

Os congestionamentos e a violência também fazem parte da rotina dos funcionários. “Fui assaltado nove vezes em 11 anos de profissão. Continuo trabalhando por falta de opção. Mas é difícil sair de casa e ouvir meu filho dizer: ‘Papai, cuidado com o bandido’”, desabafa um motorista de Ceilândia que pediu para ter o nome preservado. Na última investida dos criminosos, ele ficou sob a mira de um revólver engatilhado. O rapaz que apontava a arma para a sua cabeça parecia descontrolado. “Em uma das vezes, acertavam o cabo do revólver na minha cabeça. Não cheguei a desmaiar, mas fiquei passando mal por muito tempo”, relata.(AB)
Décadas de desmando
O Governo do Distrito Federal reconhece os problemas, mas destaca que tomou decisões para ter o controle do sistema de transporte público e promover a renovação da frota. A retomada do Sistema de Bilhetagem Automática, gerida pela Fácil até 15 de junho, é apontada como uma grande conquista. Também foi lançada a concorrência pública de 1,2 mil veículos, 300 deles destinados a operar na Linha Verde, na Estrada Parque Taguatinga. Os certames estão suspensos por determinação do Tribunal de Contas do Distrito Federal, mas a meta é licitar todos os veículos em circulação até o fim do mandato de Agnelo Queiroz. O Executivo também tem projetos de melhoria das vias e controle automatizado do sistema.
O secretário de Transportes, José Walter Vazquez, revela que 75% da frota opera sem licitação. “Tínhamos uma figura atípica na relação entre permissionários e governos. A Fácil detinha todo o sistema de informação e era totalmente controlada pelos empresários. O governo recebia informações de segunda mão e apenas o que era de interesse deles”, explica.
Segundo Vazquez, isso implicava em desconhecimento sobre a realidade do sistema. O governo não sabia quantos passageiros eram realmente transportados, quantas linhas existiam ou o número de veículos em circulação. Também eram os empresários que informavam ao GDF quantos estudantes, idosos e deficientes físicos beneficiados com a gratuidade haviam sido transportados. “A retomada não foi fácil. Se o sistema saísse do ar, o transporte público no DF teria parado. Mas conseguimos fazer a transição com relativo sucesso”, avalia Vazquez.
Dentro da estrutura do governo, o DFTrans é responsável por fiscalizar e garantir transporte público de qualidade à população. Mas, para tanto, conta apenas com 80 auditores fiscais em seu quadro. Há um concurso público em andamento com previsão de 25 vagas. Diretor-geral do órgão, Marco Antônio Campanella detalha que, entre 26 de julho e 5 de agosto, o governo atendeu a 28,5 mil novos estudantes e recarregou 78 mil cartões do programa Passe Livre sem os tradicionais transtornos causados pelas longas filas. “Isso já é benefício para a população, mas não aparece. A tarifa foi mantida e não houve greve”, destaca.
Para Campanella, o momento ainda é de combate às fraudes relativas à gratuidade das passagens. O governo já está economizando R$ 2 milhões por mês ao rever benefícios concedidos de forma irregular. Desde que assumiu o SBA, foram cancelados 17.065 cartões. Para se ter ideia do tamanho do problema, em um único mês, 17 cartões geraram uma despesa de R$ 67 mil ao Executivo. “Descobrimos que ônibus da Viplan estavam cadastrados para circular em praticamente todas as localidades do DF. Havia linhas cadastradas na Fácil e que o DFTrans desconhecia a existência. Hoje, sabemos quantos quilômetros foram rodados e o número de passageiros transportados. Isso vai nos permitir fazer o planejamento estratégico”, pontua. (AB).
*Fonte Correio Braziliense

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ônibus vira cenário para filme

Longa foi ambientado dentro da unidade fabril da empresa em Xerém, no Rio de Janeiro, A Marcopolo, uma das principais fabricantes mundiais de ônibus, é uma das patrocinadoras do longa-metragem brasileiro “Ponto final”.
O filme acaba de ser selecionado para a Mostra Competitiva de longa-metragem do 39° Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá de 5 a 13 de agosto de 2011, no Palácio dos Festivais, na cidade de Gramado/ RS.
Ambientado dentro de um ônibus Marcopolo, o drama retrata a realidade coletiva, com vários personagens em busca do único objetivo de encontrar a felicidade. Produzido e dirigido por Marcelo Taranto, o filme apresenta os dramas de quatro personagens que utilizam o ônibus no dia a dia, expondo suas angústias, incertezas e lições de vida, e tem como tema principal a indignação e a tristeza do empresário Davi, personagem vivido por Roberto Bomtempo, que perde precocemente a sua jovem e sonhadora filha, Beatriz.
A adolescente, de 17 anos, acredita na boa índole das pessoas e no futuro próspero para o Brasil e tem sua vida interrom­pida precocemente. Segundo Walter Cruz, gerente de Marketing da Marcopolo, um dos grandes destaques do longa-metragem é a sua fotografia, assinada por Antonio Mendes.
“O drama se passa no Rio de Janeiro, que possui algumas das mais belas paisagens brasileiras. Porém, ele foi quase totalmente produzido dentro de um ônibus na nossa fábrica, em Xerém. Mesmo assim, o filme mantém, graças à fotografia, muita beleza e charme em seu cenário”, explica o executivo. Outro papel de destaque é a do motorista, interpretado por Othon Bastos, que absorve lições de vida a partir de coisas simples, como o dia a dia da sua profissão, com o embarque dos passageiros e suas respectivas fisionomias.
Destes pequenos detalhes, ele aproveita para mostrar para Davi e os outros personagens que, por mais dura e ingrata que possa ser a vida, é preciso ter capa­cidade de aceitação e saber que cada dia é um recomeço e nunca é tarde para aprender a lidar com as adversidades.
*Crédito da  foto: João Faissal e Luisa Taranto
*Com informações do site http://www.transporteglobal.tk/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Empresários discutem alternativas de combustíveis para o transporte coletivo

Os empresários de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana participaram na última semana de julho de um evento na cidade do Rio de Janeiro para discutir alternativas de combustíveis para o transporte coletivo. Maurício Gulin, vice-presidente do Setransp, e Donato Gulin, diretor da Viação Cidade Sorriso, representaram o setor do 1.º Seminário de Tecnologias Sustentáveis no Transporte, promovida pela Fetranspor (Federação do Transporte Público do Estado do Rio de Janeiro), com o apoio da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Público).
Durante dois dias representantes das montadoras de chassis, de carrocerias, fornecedores de autopeças, fornecedores de insumos, empresas de combustível, além de empresas de tecnologia e de diretores do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) debateram com operadores do setor as alternativas para o transporte público. Empresas apresentaram alternativas como os ônibus híbridos (motor diesel e elétrico), ônibus a gás, veículos movidos a etanol e a óleo diesel de cana-de-açúcar. “Foi uma grande oportunidade para debatermos o modelo de combustível para o transporte coletivo, não apenas do ponto de vista ambiental, para respeitando uma equação de custo e performance”, salientou Maurício Gulin, vice-presidente do Setransp.
Os diretores do BNDES foram convidados para o evento por conta de uma linha de financiamento do banco para o setor. O governo federal quer privilegiar ônibus que tenham uma matriz energética menos poluente, para isso pretende reduzir um pouco as taxas de juros e ampliar o prazo de financiamento. “Não é uma solução simples. Muitas vezes as tecnologias hoje disponíveis encarecem muito o custo de operação, encarecendo o custo existe um impacto imediato no valor da tarifa, e é isso exatamente que os empresários não querem. Hoje estamos buscando alternativas, incentivos fiscais e outras ferramentas para diminuir o impacto dos custos, as tecnologias devem auxiliar o sistema e não encarecê-lo”, salientou o presidente da Fetranspor, Lelis Teixeira.
Os empresários possuem muitas dúvidas quanto ao custo de manutenção dos veículos que estão utilizando combustíveis alternativos, além do fato de muitos destes veículos ainda serem protótipos, sem escala de produção. Durante a palestra de um fornecedor de autopeças houve um questionamento quanto ao valor, em reais, da manutenção do produto que ele estava representando, ele disse que não sabia, o que acabou causando espanto nos participantes.
Maurício Gulin, vice-presidente do Setransp, salientou o pioneirismo de Curitiba na apresentação de soluções ambientais para o transporte público. “Enquanto algumas cidades brasileiras estão se preparando para utilizar o diesel B20 (20% de biodiesel e 80% de diesel normal), em Curitiba temos mais de 70 veículos rodando com 100% do biodiesel (ônibus da Linha Verde), isso mostra o comprometimento dos empresários paranaenses com o meio-ambiente e com o usuário do sistema”.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Linha impulsiona turismo em Curitiba

Os modelos chegaram a cinco mi de passageiros
Serviço começou em 1990
A Linha Turismo, que percorre há 11 anos os principais pontos turísticos da cidade de Curitiba (PR), atingiu neste mês a marca de cinco milhões de passageiros. Segundo Luciano Ducci, esse serviço, somado a outras ações, auxilia o aumento de turistas na capital, cujo número chegou a 3,4 milhões em 2010.
A linha foi criada em 1990 com o nome de ProParque. A contagem de passageiros começou em julho de 1994. Em duas horas e meia de trajeto, os ônibus passam por 24 pontos turísticos de Curitiba. O ponto de partida é a Praça Tiradentes, mas é possível iniciar o trajeto em qualquer um dos atrativos. Os ônibus saem a cada 30 minutos, com a passagem a R$ 25 dando direito a um embarque e quatro reembarques.
“Este é um serviço oferecido pela Prefeitura que funciona como um grande facilitador para o visitante. É o ponto de partida para que ele tenha uma visão geral da cidade e, depois, dedique mais tempo para explorar os locais que mais interessem", declarou Juliana Vosnika, presidente do Instituto Municipal de Turismo.
Os modelos de dois andares, os chamados double deckers, passaram a fazer a Linha Turismo em novembro de 2008 - antes o passeio era feito somente por jardineiras. Com os ônibus de dois andares, a procura pelo passeio ficou ainda maior. Em 2010, a Linha Turismo teve 533.330 embarques. O mês de maior demanda foi julho, com 71.737 embarques.
Foto: Cesar Brustolin/SMCS Fonte Redação Webtranspo

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ônibus e avião aumentam a disputa por passageiros em Joinville

Transporte terrestre oferece mais conforto e até milhagem; aéreo aposta na rapidez e redução no preço.
Ônibus e aviões. Há 20 anos, ninguém, acreditaria que um dia eles se tornariam concorrentes. E dizer que os aviões chegariam a transportar quase mais gente que os ônibus seria considerado uma insanidade. Os tempos passaram e muita coisa voou pelos céus e rodou pelas estradas.
Fique atento às vantagens
No ano passado, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) registrou o transporte de aproximadamente 66,7 milhões de passageiros. No mesmo período, o número de desembarques de passageiros no Brasil, por voos regulares, chegou a 65,9 milhões, de acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infrestrutura Aeroportuária). E os aviões devem tomar a dianteira em algum momento deste ano.
MURAL: você prefere viajar de ônibus ou avião?
Em Joinville, mais passageiros embarcam na rodoviária do que no aeroporto. Mas o movimento deste cresce 12 vezes mais.
A batalha promete ser grande. De um lado, as empresas de ônibus apostam em conforto e muito mimo para atrair os passageiros. Do outro, rapidez e tarifas mais baratas.
Mais mimos para atrair os clientes
Internet wireless, programas de milhas, passagens de brinde e possibilidade de parcelar as compras em até dez vezes sem juros. Viajar de avião pode estar na moda, mas as empresas de ônibus estão atentas às mudanças de comportamento dos passageiros para manterem-se competitivas e atraentes aos bolsos dos clientes.
Segundo o diretor-executivo da Auto Viação Catarinense, Marcelo Pierobom, o público que usa ônibus para viajar quer sentir que é importante para a empresa. Novas estratégias estão começando a ser colocadas em prática.
— Nosso primeiro passo foi lançar um programa no qual o cliente que juntar dez passagens para um mesmo trecho ganha uma de brinde. E agora vamos lançar um cartão de crédito com a marca da Catarinense, com a possibilidade de acumular milhas e de parcelar as compras em até dez vezes —, explica.
O executivo diz que as medidas não foram tomadas devido ao boom das viagens pelo ar no país e sustenta que os principais concorrentes dos ônibus ainda são os carros. A menina dos olhos, garante, é nova classe média, que, com maior poder aquisitivo, consegue fazer seus passeios com mais frequência.
A diretora de marketing da Brasil Sul, Caroline Boiko, argumenta que o passageiro de ônibus preza pelo conforto. A empresa oferece, além de um programa de fidelidade, internet sem fio durante os trajetos, as poltronas possuem descansos para os pés e contam com maior grau de inclinação. Ela diz que a frota relativamente nova e os atrasos mínimos em horários de chegadas e saídas também contam pontos a favor.
— Aqui, temos uma busca contínua sobre como tornar a vida dos passageiros o mais confortável e mais segura possível —, afirma.
Medo da altura
A dona de casa Eli Tavares já viajou muito de avião. Ela reconhece as vantagens do meio de transporte. Porém, ela diz que gosta mais de usar o ônibus.
— Primeiro, porque eu tenho medo de altura. Depois, porque os preços das passagens estão bons e alguns ônibus são bastante confortáveis —, afirma.
Ela preparava-se, na quinta, para enfrentar uma viagem de cerca de 14 horas de duração até a cidade de Cerro Largo, no Rio Grande do Sul. Neste caso, Eli disse que ir de avião não compensava, porque teria de sair de Joinville, fazer uma conexão em São Paulo, para ir a Porto Alegre. De lá, ela precisaria de um novo voo, desta vez, até Santo Ângelo. Depois, seriam mais 60 quilômetros de ônibus até a cidade onde vive sua filha.
— De qualquer jeito, eu passaria sete, oito horas viajando de avião e gastaria muito mais do que viajando de ônibus —, conta.
Rapidez e redução nos preços
As passagens aéreas estão cada vez mais baratas. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio caiu 9,53% em comparação a 2010. As pessoas estão ganhando mais e o crédito é farto e com prazos longos. O resultado de tal combinação não poderia deixar de ser outro.
Mais gente circulando pelos aeroportos. Só nos quatro primeiros meses do ano, passaram 57,3 milhões de pessoas pelos terminais administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) no País, ou 18,1% a mais do que nos mesmos meses do ano passado . É muita gente de olho na praticidade e na rapidez do transporte aéreo.
Não bastasse isto, há um ingrediente bem local: mais companhias operando em Joinville, com mais destinos. Rio de Janeiro (Santos Dumont e Tom Jobim/Galeão), São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Campinas, Criciúma e Porto Alegre. Os números são para comemorar. É um dos terminais com maior crescimento no País.
O superintendente regional da Infraero, Rones Heidemann, está bem otimista. Ele acredita que o movimento só tende a crescer.
— Só nos primeiros 16 dias de junho, nós tivemos mais passageiros do que durante todo o mês de junho de 2010 —, conta.
Heidemann argumenta que os problemas de infraestrutura do local não impedem que o fluxo aumente e salienta que as reformas que estão em fase de execução conseguirão dar conta da demanda crescente.
— O estacionamento está sendo ampliado e um dos nossos principais problemas, que é a questão de espaço da sala de embarque, também está sendo resolvido. Com a obra de ampliação, a sala de embarque terá o dobro de assentos que tem hoje —, alega.
Medo das estradas
Para o engenheiro Edson Dearo e o economista Gilberto Couto, que embarcaram na sexta no mesmo voo para São Paulo, cidade onde moram, o tempo de espera e os atrasos nos voos não desanimam os planos de continuarem viajando somente de avião. Para Couto, a infraestrutura do aeroporto é boa se comparada com a de outros terminais que visita frequentemente e lembra que as condições das estradas brasileiras torna perigoso o percurso de carro ou ônibus.
Dearo também não vê grandes problemas na estrutura oferecida em Joinville, e diz que “nos aeroportos de São Paulo, por exemplo, é sempre uma loucura”. A questão que mais o incomoda, em Joinville, são os frequentes atrasos devido ao nevoeiro. O voo deles estava marcado para as 12 horas, mas o engenheiro acreditava que dificilmente conseguiriam decolar antes das 15 horas.
Fonte: A Notícia

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Novos ônibus para corredores do Rio

A cada ano, 20% da frota serão renovados. Conclusão será em 2015
Rio - A Secretaria Municipal de Transportes publica hoje no Diário Oficial resolução para alterar a padronização dos ônibus que circulam nos corredores exclusivos (BRS) de Copacabana, Ipanema e Leblon para um modelo mais moderno. A frota terá que ter mecanismos de acessibilidade — com piso baixo para facilitar a entrada e saída de cadeirantes —, suspensão pneumática, motor na parte de trás e câmbio automático. Não há exigência de ar-condicionado, para não encarecer o preço da passagem e impedir a utilização do Bilhete Único nestes ônibus.
Ônibus terão piso baixo, suspensão pneumática e motor traseiro
Ônibus terão piso baixo, suspensão pneumática e motor traseiro
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A mudança da frota deve ser de, no mínimo, 20% ao ano. Com isso, a expectativa é de que, até dezembro, 60 veículos estejam adaptados às novas normas. Mas a resolução é rígida: até 2015 toda frota de 321 ônibus — e mais de 50 linhas — que circulam por estes três bairros terá que estar adequada ao modelo.
Paralelamente a estas mudanças, os veículos estão passando por alterações de cor — que correspondem aos consórcios a que pertencem, para facilitar a identificação.
Modelo atual vai parar de circular
À medida que novos corredores de ônibus forem implantados — oito devem sair do papel até 2012, inclusive no Centro e na Zona Norte — , outras resoluções serão publicadas para que as frotas se adequem às mudanças de padrão de qualidade.
O objetivo da Secretaria Municipal de Transporte é que o tradicional modelo de ônibus deixe de circular, já que é considerado desconfortável para passageiros e motoristas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ônibus e caminhão poderão ter limitador de velocidade...

A Câmara analisa proposta que torna obrigatório o equipamento limitador de velocidade nos veículos de transporte de passageiros com mais de dez lugares, nos de transporte escolar e nos caminhões. A medida está prevista no Projeto de Lei 936/11, que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).
Hoje, esses veículos já devem contar com um equipamento que registra a velocidade e o tempo automaticamente. O limitador de velocidade seria mais um instrumento obrigatório. Para o autor da proposta, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), essa é uma “solução simples e eficaz para reduzir o alarmante número de acidentes de trânsito”.
O deputado explica que, embora representem apenas 5% da frota nacional, esses veículos estão envolvidos em cerca de um terço dos acidentes em rodovias. A razão, segundo ele, é o excesso de velocidade.
Pela proposta, a regulamentação da medida ficará a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
TRAMITAÇÃO
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Viação e Transportes e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ônibus é mais econômico que moto, revela estudo...

Nos cálculos da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), o ônibus ainda é mais econômico do que a moto. O cálculo envolve fatores como a ocupação de espaço no trânsito, poluição por passageiro, custo por quilômetro rodado, impostos e taxas e até custo por acidentes. Embora ganhem com vantagem em relação ao espaço viário (espaço do veículo e de circulação somados), com apenas 8m² contra 21m² requeridos por um automóvel e 54m² por um ônibus, as motos perdem em outros quesitos.
De acordo com dados coletados pela ANTP em de março de 2010, são levados em consideração o custo social, que mistura as despesas de acidentes de trânsito e emissões de poluentes, além de impostos, taxas, manutenção e depreciação. Que se somam também às passagens no caso de ônibus, combustível para as motos e para os carros, e despesa com estacionamento.
As motos perdem para ônibus: são R$ 2,37 gastos com o coletivo para se rodar sete quilômetros em cidades, valor que sobe para R$ 3,45 sobre duas rodas. Ainda assim, é mais barato do que o carro, que sai por R$ 5,55 com gasolina e R$ 5,83 com etanol. O trânsito também agradece: um único ônibus tira até 70 carros da rua.
Do Estado de Minas

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