sexta-feira, 25 de maio de 2012

Portugal:ANTROP pede ao Governo que avance com a reorganização do setor para que a qualidade do transporte público melhore

Transportes: Privados perdem mais de 7,5 milhões de passageiros em três meses
Os operadores privados de transporte público de passageiros perderam mais de 7,5 milhões de passageiros nos primeiros três meses deste ano, face ao mesmo período do ano passado.
Em média estas empresas estão a registar quebras na procura de 10%, seguindo a tendência registada nas empresas públicas de transportes que desde o início do ano perderam 16 milhões de passageiros.
Segundo o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros - ANTROP, Luís Cabaço Martins, as 120 empresas que fazem parte da associação, transportam cerca de 350 milhões de passageiros por ano. No total do ano passado, o número de passageiros caiu 10%, e esse movimento de descida manteve-se nos três primeiros meses deste ano.
O que leva a associação a estimar que entre janeiro e março de 2012, os operadores privados de transporte público perderam 7,5 milhões de passageiros. Um número que, para Luís Cabaço Martins, é "muito significativo".
"Estamos muito preocupados achamos que isto tem a ver naturalmente com o aumento do desemprego, com o facto de a nossa população utente de transportes públicos estar a passar dificuldades e com o aumento das tarifas", referiu Luís Cabaço Martins ao Dinheiro Vivo, à margem do seminário sobre transporte rodoviário, da Transportes & Negócios, que decorreu esta manhã, no Porto.
O responsável referiu que a solução é aumentar a base de clientes, "melhorando a qualidade dos transportes". Para isso acontecer, referiu Cabaço Martins, "é preciso medidas institucionais, ao nível da reorganização do setor, da aposta na gestão privada dos transportes e da criação de modelos de financiamento, de modo a conseguirmos incrementar a qualidade do transporte público".
Luís Cabaço Martins afirmou que não tem "nenhuma informação" sobre as propostas do Governo para a fusão das empresas de transportes públicos, como a Carris e o Metropolitano de Lisboa, e a STCP e o Metro do Porto, como previsto no Plano Estratégico dos Transportes (PET).
Na sua opinião, "o essencial, independentemente da discussão, é que se avance efetivamente para a concessão a privados do transporte público e se reorganize o setor".

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