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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Frescão de BH começa a circular na segunda

BHTrans aposta em "frescões" com a missão de atrair motoristas para ônibus. Tarifa até 90% mais cara dá direito a ar-condicionado, TV e internet
Chique agora é andar de ônibus. Pelo menos é essa a ideia da BHTrans ao lançar o sistema executivo de transporte urbano, que começa a operar já na segunda-feira, inicialmente com as linhas Savassi-Buritis e Savassi-Cidade Administrativa. Pagando até R$ 5, quase 90% a mais que os R$ 2,65 cobrados dos ônibus bairro a bairro em Belo Horizonte, sem direito a gratuidade, o passageiro vai viajar em poltronas de veludo, com ar-condicionado, internet sem fio e TV. Mas o melhor de tudo é que serão 43 passageiros assentados, cada qual com seu cinto de segurança, em todo o trajeto. “Se insistirem muito, vão poder entrar seis passageiros em pé. Por lei, não serão aceitos mais do que isso”, garantiu ontem Daniel Marx, diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans. 
O novo sistema de transporte urbano da capital já recebeu o apelido de frescão porque, ao contrário dos fresquinhos do passado, que usavam micro-ônibus, trará ônibus de maior porte, em modelo executivo. “Nossa intenção é que as pessoas façam opção pelo ônibus, mas cada um terá de analisar o seu custo-benefício. O que podemos dizer é que o passageiro vai economizar em estacionamento, talões de rotativo e tempo, podendo trabalhar no notebook enquanto está no ônibus”, compara Marx.
As duas novas linhas servem como teste para a BHTrans e também para as empresas de ônibus. Dependendo da aceitação, outros itinerários podem ser criados. Se o serviço passar no teste, já está acertado para o ano que vem o atendimento a três novos itinerários: Belvedere-região hospitalar; Sion-região hospitalar e Avenida do Contorno (circular). “Mas podem ser criadas uma sexta, uma sétima linha. Vai depender de esse tipo de serviço ‘pegar’ em BH”, afirma o diretor da BHTrans, que também cogita uma rota turística. 
Segundo Marx, os primeiros itinerários foram escolhidos com base em pesquisa de opinião, que identificou o maior número de pessoas dispostas a deixar o carro em casa nesses trajetos, talvez em função dos graves problemas de congestionamento. É o caso, por exemplo, da via de acesso ao Bairro Buritis na volta para casa. “Tem dia que levo uma hora de carro do BH Shopping até em casa, em função do trânsito. Depois das 17h, ninguém mais anda”, desabafa a engenheira ambiental Márcia Maria dos Santos, de 34 anos, moradora do Estoril. Se ela trocaria o volante do carro pelo frescão? “Sim, se isso ajudasse a desafogar o trânsito e a reduzir o estresse ao volante. Está muito complicado conseguir vaga na Savassi. Ou paro no estacionamento ou pago o triplo do preço de um rotativo a um flanelinha.”
O empresário João Gualberto Gonçalves, de 57, aceitaria a troca, se fosse um serviço de primeira qualidade. “Hoje, o maior problema é ficar duas horas no ponto de ônibus esperando”, compara. Segundo o morador do Buritis, dependendo da ocasião, o ônibus poderia representar economia ao considerar gastos com gasolina e estacionamento. 
Só durante a semana
O novo serviço está programado para operar somente em dias úteis, das 6h às 19h. Até terminarem as obras para implantação do transporte rápido por ônibus (BRT) na Avenida Cristiano Machado, os frescões que levam da Savassi à Cidade Administrativa devem fazer o trajeto gastando de 40 minutos a uma hora. Já a linha Savassi-Buritis deve gastar de 25 a 40 minutos no itinerário (veja quadro). 
Além de itens como vidro escuro, cortina e bagageiro, o novo ônibus executivo traz equipamentos que já são obrigatórios, mas nem sempre estão presentes nas linhas regulares: todos os veículos têm elevador, espaço para acomodar cadeiras de rodas e assentos preferenciais demarcados com cores diferentes, exclusivos para deficientes, gestantes, idosos e mães com crianças no colo. Apesar de ser totalmente adaptado, o frescão não estará coberto pela regra da gratuidade, pois, segundo a BHTrans, trata-se de uma tarifa especial, que escapa ao direito à passagem gratuita reservada ao transporte coletivo convencional. 
Para o engenheiro civil Silvestre de Andrade Puty Filho, consultor e mestre na área de transportes e trânsito, a implantação das duas linhas pode trazer bons resultados. “Sou favorável à busca de alternativas em sistemas de transporte coletivo. As pessoas têm gostos variados, interesses distintos. Por isso é importante um serviço diferenciado, com melhor padrão de conforto, para atrair um novo público, que não está sendo bem atendido pelo sistema atual, ou que opta pelo carro próprio e táxi”, sugere. Para o engenheiro, a implantação das duas linhas será apenas o começo do serviço, que deverá ser ampliado a partir de estudos de viabilidade e demanda de público. (Com Landercy Hemerson e Bruno Freitas)
A versão que não decolou
Arnaldo Viana
Mineiro é muito “seguro” com dinheiro. Talvez, por isso, os fresquinhos (microônibus) entre as décadas de 1970 e 80, que faziam itinerários passando por avenidas como Contorno e Getúlio Vargas e pelo Bairro Santo Antônio, não tenham decolado. Eram bem mais caros que o coletivo convencional, apenas pela refrigeração. A proposta era oferecer um serviço executivo. Só que na época a demanda na cidade não era tão grande. E como ônibus não é táxi, não levava o cidadão aonde ele queria. Além disso, BH ainda não estava asfixiada pelo tráfego. Como gato escaldado tem medo de água fria, estão reativando o frescão com passagem um pouquinho acima da cobrada pelo ônibus convencional e ainda TV e internet sem fio a bordo, o que a tecnologia na época não permitia. O itinerário vai servir mais a quem trabalha na Cidade Administrativa ou a quem precisa resolver pendências com o governo. Assim, pode até vingar.
Confira os trajetos
Os trajetos
Linha Cidade Administrativa/Savassi
Ponto de partida na Rua Alagoas (Savassi), em frente ao número 1.485. Ponto final na Cidade Administrativa.
Itinerário: Avenida Cristóvão Colombo, Praça da Liberdade, Rua Gonçalves Dias; avenidas João Pinheiro, Álvares Cabral, Afonso Pena; Rua Espírito Santo, Avenida do Contorno, Viaduto Leste, Túnel da Lagoinha, Avenida Cristiano Machado (pista exclusiva), MG-010, com acesso ao túnel e às vias internas da Cidade Administrativa. 
Retorno: Cidade Administrativa, MG-010, Avenida Cristiano Machado (pista exclusiva), Túnel da Lagoinha, Viaduto Leste, Avenida Oiapoque, Rua São Paulo; avenidas Afonso Pena, Álvares Cabral e João Pinheiro;
Rua Gonçalves Dias, Praça da Liberdade, Avenida Cristóvão Colombo, Avenida do Contorno e Rua Alagoas, com ponto final em frente ao nº 1.485.
Pontos na Área Central
Rua São Paulo, 190, entre Rua dos Guaicurus e Av. Santos Dumont;
Rua São Paulo, 366, entre Rua dos Caetés e Av. Afonso Pena (SESC - São Paulo);
Av. Afonso Pena, 776, entre Av. Amazonas e Rua dos Tamoios (Praça Sete – Banco da Lavoura);
Av. Afonso Pena, 1270, entre Rua da Bahia e Av. Álvares Cabral (Correios); 
Av. João Pinheiro, 140, entre Av. Álvares Cabral e Rua dos Guajajaras (Praça Afonso Arinos);
Av. João Pinheiro, 450, entre Rua dos Aimorés e Rua Bernardo Guimarães (Escola Estadual Afonso Pena);
Praça da Liberdade, entre Rua Gonçalves Dias e Av. Brasil (Circuito Cultural – Praça da Liberdade 1);
Av. Cristóvão Colombo, 629, entre Praça da Liberdade e Rua Sergipe (SERVAS),
Av. Cristóvão Colombo, 135, entre Av. Getúlio Vargas e Rua Fernandes Tourinho (Savassi - Pátio Savassi 1);
Rua Alagoas, 1463, entre Avenida do Contorno e Av. Getúlio Vargas (Ponto Final);
Av. Cristóvão Colombo, 480, entre Rua Alagoas e Rua dos Inconfidentes; 
Praça da Liberdade, 153, entre Av. Brasil e Rua Gonçalves Dias (Circuito Cultural – Praça da Liberdade 2);
Av. João Pinheiro, 613, entre Rua Gonçalves Dias e Rua Bernardo Guimarães (Xodó);
Av. João Pinheiro, 195, entre Rua dos Timbiras e Rua dos Guajajaras (Associação Médica);
Av. Afonso Pena, s/nº, entre Av. Álvares Cabral e Rua da Bahia (Teatro Francisco Nunes);
Linha Buritis/Savassi
Itinerário circular: Partida da Avenida Professor Mário Werneck em frente ao nº 3.015, seguindo elas Rua José Rodrigues Pereira, avenidas Raja Gabaglia e Álvares Cabral; Rua Rodrigues Caldas, Rua Antônio Aleixo, Avenida Brasil, Praça da Liberdade; avenidas Cristóvão Colombo, Getúlio Vargas, Contorno e Olegário Maciel; Rua Santos Barreto, Avenida Álvares Cabral, Raja Gabaglia, Rua José Rodrigues Pereira, avenidas Engenheiro Carlos Goulart e Mário Werneck; ruas Maria Heilbuth Surette, Eli Seabra Filho e Henrique Badaró Portugal; Avenida Mário Werneck, com ponto final em frente ao nº 3.015. 
Pontos na Área Central
Av. Álvares Cabral, 1881, entre Av. do Contorno e Rua Santos Barreto (Ministério Público de Minas Gerais 1);
Rua Prof. Antônio Aleixo, 601, entre Rua Santa Catarina e Rua Curitiba (Antônio Aleixo c/Santa Catarina);
Rua Prof. Antônio Aleixo, entre Rua Espírito Santo e Rua da Bahia (Minas 2);
Av. Cristóvão Colombo, 629, entre Praça da Liberdade e Rua Sergipe (SERVAS), (PED 323A);
Av. Getúlio Vargas, 1460, entre Av. Cristóvão Colombo e Rua Alagoas (Savassi - Galeria Savassi);
Av. Getúlio Vargas, 1620, entre Rua Fernandes Tourinho e Av. do Contorno (Hotel Boulevard Plaza);
Av. do Contorno, 6608, entre Rua Levindo Lopes e Rua da Bahia (URBEL 1);
Av. do Contorno, 7060, entre Rua Rio de Janeiro e Rua Fernandes Tourinho (Estadual Central 1);
Av. do Contorno, 7510, entre Rua Santa Catarina e Av. Olegário Maciel;
Av. Álvares Cabral, 1884, entre Rua Matias Cardoso e Rua Araguari (Ministério Público de Minas Gerais 2).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

BH vai usar sensor para frear superlotação nos ônibus

Linhas da capital transportam 1,5 milhão de passageiros diariamente, e tecnologia fiscalizará o número de usuários
Passageiros denunciam que ônibus do transporte coletivo da cidade levam usuários além do permitido
Belo Horizonte terá ainda neste ano 150 ônibus com sensores para fiscalizar a superlotação nas linhas do transporte coletivo. Os equipamentos serão compostos por um sistema com infravermelho instalado nas portas que contarão o número de pessoas que embarcam e desembarcam durante a viagem. As informações serão transmitidas simultaneamente para uma central de monitoramento sediada na Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).O contrato entre as empresas de ônibus e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) permite, no horário de pico, até cinco passageiros em pé por metro quadrado. Nos horários de menor demanda, esse limite é de três pessoas. Com uma média diária de 1,5 milhão de passageiros, os veículos do sistema de transporte público da capital levam em média 58 passageiros por viagem.A multa inicial para a empresa que descumprir o limite máximo de passageiros é de R$ 174. O valor dobra em caso de reincidência. A presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Belo Horizonte e Região Metropolitana, Gislene Gonçalves dos Reis, denuncia que as empresas do transporte coletivo da capital e das linhas intermunicipais circulam com os passageiros amontoados, muito acima dos limites divulgados pelos órgãos que gerenciam o serviço.A entidade entrou com representação no Ministério Público (MP) denunciando que o contrato que prevê o monitoramento eletrônico do serviço, que deveria ter sido implantado em abril deste ano, não foi concluído. “O contrato garante a instalação de câmeras de vídeo e de sensores em toda a frota, mas até agora nada foi feito”, afirma.Segundo o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marques Couto, o transporte coletivo da cidade tem hoje 2.990 ônibus com idade média de 3,2 anos. O diretor explica que, mesmo sem os sensores, atualmente o sistema de bilhetagem eletrônica permite o controle de passageiros e dos horários de partida e chegada nos pontos finais.“A intenção é instalar os sensores em toda a frota até o ano que vem. Nesta fase, vamos testar a tecnologia para saber se ela é a ideal”, frisa. Algumas empresas já estão instalando os equipamentos que serão ligados na próxima semana. Daniel Marques informa que o limite máximo por veículo do transporte coletivo da cidade é de 72 passageiros com 38 sentados e, no máximo, 34 em pé.O vendedor Frederico Marques Souza, de 40 anos, morador do Bairro Boa Vista, Região Leste de Belo Horizonte, reclama que a linha 4802, que atende a região onde mora, circula sempre entre 6 horas e 8h30 com passageiros amontoados nas portas, impedindo a entrada e o desembarque das pessoas. Em função da superlotação, o passageiro quebrou a mão esquerda que ficou presa quando tentava passar pela catraca.
Foto: EUGENIO MORAES
Fonte da Matéria: Celso Martins - Do Hoje em Dia.
Material jornalístico passível de direitos autorais. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes. Antes de reproduzir por qualquer meio, consulte sobre autorização.

domingo, 2 de outubro de 2011

BH_Savassi irá receber ônibus especial com ar-condicionado, internet wireless e poltrona acolchoada

Serão lançadas, ainda neste ano, duas linhas de ônibus especiais em Belo Horizonte com ar condicionado, poltronas acolchoadas, conexão wireless à internet e a promessa de viajar sentado. A proposta é da BHTrans, que informou que o preço da passagem para os ônibus especiais deve ser de R$ 4.
Segundo a instituição, os novos veículos devem ser adaptados para receber passageiros com necessidades especiais. Os motoristas também receberão treinamento específico para operar os ônibus. Quanto a viajar sentado, a expectativa é que as novas linhas ofereçam lugares para todos os passageiros, mas não haverá restrição para quem prefira viajar em pé.
De acordo com a BHTrans, não há data confirmada para que o novos ônibus comecem a rodar, visto que a proposta ainda está em fase de projeto. Também não está confirmado o número de carros nem o itinerário – a informação oficial é que uma das linhas irá realizar o trajeto Buritis-Savassi e a outra, Savassi-Cidade Administrativa.
Existem ainda mais três linhas de ônibus especiais a serem implantadas em 2012: Sion-Área Hospitalar, Belvedere-Área Hospitalar e Estação Calafate-Área Hospitalar. Também estão previstos dois itinerários turísticos, um na região Centro-Sul, outro na Pampulha.
Cronograma das novas linhas
Até o final de 2011
Buritis-Savassi
Savassi-Cidade Administrativa
2012
Sion-Área Hospitalar
Belvedere-Área Hospitalar
Estação Calafate-Área Hospitalar
Fonte da Matéria: http://www.nasavassi.com.br/
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

BH prorroga permissão para circulação de ônibus suplementares

Foto: Moisés Magno
Pensados como solução provisória para a demanda de transporte de BH, suplementares funcionarão até 2015.
Junia Oliveira/Estado de Minas.
Venceu a licitação para o transporte fixo em BH. O jeito é se apertar nos suplementares até 2015.
Não tem jeito. O que fica para a última hora vira mesmo correria. Mesmo com prazo de 10 anos para agir, a BHTrans teve de correr contra o tempo para contornar um problema que estava prestes a explodir. Ontem, cerca de 2% do total de 285 permissionários dos ônibus suplementares começaram a circular ilegalmente em Belo Horizonte. Isso porque venceu o prazo para licitação do serviço. A empresa que gerencia o trânsito na capital firmou termo de ajuste de conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual prorrogando as permissões dessa modalidade de transporte até 2015. O acordo foi assinado no fim da tarde dessa quinta-feira, um dia depois do prazo final das licenças.
São 285 permissionários, distribuídos em 25 linhas. Mensalmente, 3 milhões de passageiros usam esses ônibus, de acordo com a BHTrans. 
Os suplementares começaram a operar em novembro de 2001, fazendo trajetos entre os bairros. Mas, segundo o edital 003/2001, as permissões seriam concedidas por um período de 10 anos, no fim dos quais seria necessário abrir nova licitação. As licenças que venceram anteontem são referentes aos primeiros contratos, que agora ganham um prazo extra de quatro anos para explorar o serviço.
O procurador-geral do Município, Marco Antônio Rezende, informou que as assinaturas ocorreram em momentos diferentes e, por isso, todos os contratos só estarão vencidos num prazo de quatro anos. Por causa disso, a prefeitura pediu a prorrogação, para que a licitação de todo o sistema possa ser feito de uma vez só. “Esse é um sistema de transporte que foi concebido para durar 10 anos, para combater os perueiros. Não havia expectativa de prorrogá-lo ao longo dos anos. Mas acabou se tornando um modelo necessário, que é um sucesso hoje. Vale a pena a prefeitura investir e buscar uma alternativa de transporte fixo, dentro dos prazos”, disse. 
As entidades que representam o setor ficaram divididas. O presidente do Sindicato dos Permissionários Autônomos do Transporte Suplementar de Passageiros do Município de Belo Horizonte (Sindpautras) estava a favor de uma prorrogação, pelo menos, até 2013. 
Já os representantes da Cooperativa de Transportes Alternativos de Passageiros de Minas Gerais (Coopervans) exigem a licitação imediata. “O que rege é o edital e ele tem um início e um fim. Quem entrou depois é outro problema”, disse Gilson Lúcio Vilar Teixeira. O advogado Luiz Cláudio Carvalho contestou que a licitação tenha de ser feita gradativamente. “Não importa a data de assinatura dos contratos, mas sim o que reza o edital, que fixava prazo até 31 de agosto de 2011”, disse.
Motorista de suplementar e dono de concessão, Hailton Rosendo Maria, de 56 anos, também não concorda. “Assinei um contrato em novembro de 2001, por 10 anos, improrrogável. Não tenho medo de perder, pois assim como disputei uma, posso concorrer à outra. Queria, sinceramente, que a lei fosse respeitada pelo menos uma vez neste país.”

domingo, 21 de agosto de 2011

Ônibus de luxo é novo paliativo para o Buritis

                           Carlos Alberto / Secom MG
Para tentar achar saídas para o trânsito caótico no Buritis, a BHTrans aposta em um transporte público diferenciado, embora a iniciativa não vá atender nem a metade da demanda. A empresa promete colocar em funcionamento, até o fim do ano, uma linha de ônibus com veículos executivos fazendo a ligação com a Savassi, pela Avenida Raja Gabaglia, com ponto final na Avenida Professor Mário Werneck. “Nosso objetivo é avaliar o serviço para implantá-lo também em outros locais de Belo Horizonte. O Buritis é um ponto de partida, porque verificamos uma demanda de 6,7 mil pessoas por dia nesse itinerário”, afirma a gerente de Coordenação de Projetos de Transporte da BHTrans, Raquel Salum.
Apesar do projeto pioneiro, os cinco veículos executivos da nova linha só serão capazes de absorver 1,7 mil pessoas por dia, com passagens que devem custar entre R$ 4 e R$ 5. A expectativa da BHTrans é de que seis linhas do tipo sejam criadas na cidade até 2013, sendo que a segunda faria o trajeto Cidade Administrativa/Savassi. Os outros quatro percursos ainda não foram definidos. Os ônibus terão capacidade para 39 pessoas sentadas e não serão permitidos passageiros em pé. Os bancos devem ser estofados e todos os veículos terão rede de internet sem fio.
Para o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Nilson Tadeu Ramos Nunes, só o investimento em outra opção de transporte público poderia fazer o tráfego fluir em áreas como o superpopuloso bairro da Região Oeste. “As pessoas precisam largar o carro e migrar para o transporte de massa. Porém, para isso, só uma estação de metrô subterrânea poderia ajudar. Os ônibus já estão saturados e, por isso, as pessoas preferem andar sozinhas em seus carros”, afirma.
O professor acredita que não é possível fazer obra no bairro, porque a região já está consolidada. “A área destinada à circulação no Buritis é a mesma da época que o bairro era uma fazenda. Portanto, não há como melhorar a circulação através de obras. O único jeito é fazer as pessoas deixarem seus carros em casa. Para isso, o metrô seria a melhor opção”, conclui o professor.
A BHTrans informa que não há projeto exclusivo para o Bairro Buritis, mas sim várias alterações na circulação do bairro, visando dar fluidez ao tráfego. A empresa diz também que o maior problema da região foi a ocupação desordenada, sem um planejamento específico. Sobre isso, a Prefeitura de Belo Horizonte e a Regional Oeste não se manifestaram.

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