Mostrando postagens com marcador chassi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chassi. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Scania lança ônibus biarticulado no Brasil

Chassi 100% desenvolvido e produzido no País é dedicado a corredores de BRT
SUELI REIS, AB l Do Rio de Janeiro (RJ)
De olho nos novos projetos de mobilidade urbana pelo Brasil, a Scania faz sua estreia no segmento de ônibus biarticulado com o lançamento do modelo F 360 HA, 100% desenvolvido e produzido no País e dedicado ao mercado interno e aos demais países da América Latina. O chassi vem para brigar por uma fatia do mercado que até agora pertencia somente à Volvo, única montadora no País a oferecer este tipo de veículo. Como o da concorrente, o novo ônibus da Scania é indicado exclusivamente para operar nos sistemas de transporte público BRT (Bus Rapid Transit), corredores exclusivos que vêm ganhando espaço em médias e grandes metrópoles não só por sua capacidade de transporte, mas pelo custo operacional, até dez vezes mais baixo que o metrô. Atualmente, 27 cidades brasileiras somam 61 projetos em andamento. 
“Há muito tempo que a Scania não desenvolvia algo 100% no Brasil, tanto em ônibus quanto em caminhões. Este não é um veículo ‘tropicalizado’, ele começou do zero e agora temos uma completa gama para o transporte urbano com veículos a partir de 12 metros”, salienta Silvio Munhoz, diretor de vendas de ônibus da Scania no Brasil.
Com 28 metros de comprimento, o novo biarticulado da Scania é o maior veículo fabricado atualmente pela montadora em todo o mundo. Doze unidades do modelo já rodam em sistemas de BRT do México e da Colômbia. Oferecido na configuração 8x2 com 43,5 toneladas de capacidade de carga, as carrocerias disponíveis são Neobus e Caio, que podem utilizar cinco portas com vão livre. O modelo apresentado à imprensa em trajeto no Transcarioca, sistema de BRT no Rio de Janeiro, trazia 70 assentos e informa capacidade de transporte de 165 pessoas em pé, embora a empresa confirme que este número pode chegar a 270 pessoas no total: “Isso é o mesmo que tirar 135 carros da rua se cada um deles transportar duas pessoas”, argumenta Munhoz.
O motor escolhido é o de 360 cv de potência, que desenvolve 1.850Nm de torque e com giro baixo (baixa rotação), visando a economia de combustível. Diferente de todos os demais modelos de ônibus do portfólio, o novo biarticulado traz propulsor localizado na parte frontal (por razões técnicas, ainda não é possível equipar veículos deste tipo com motor traseiro). O modelo traz uma cabine exclusiva com porta para o motorista, que garante isolamento acústico e térmico, além de ar-condicionado independente do sistema de refrigeração do salão de passageiros. O câmbio é o automático B 516R de seis marchas da Série 4.000 da Allison, o mesmo já utilizado pela montadora em seus caminhões. Segundo a Scania, o custo passageiro/km do biarticulado pode ser até 40% menor que o de um articulado.
Segundo Munhoz, o ônibus biarticulado já foi desenvolvido com o viés de baixo volume de venda. “Sabemos que neste primeiro momento haverá poucos compradores, talvez seis ou sete [cidades], mas há um grande potencial, os municípios brasileiros estão comprometidos em organizar e planejar a mobilidade urbana, não só a partir do programa do governo federal, que infelizmente, quanto à liberação dos recursos está instável dado o cenário atual, mas também pelo caos instalado nos centros urbanos. Caos que gera uma pressão social muito grande, como vimos em 2013, com as manifestações que exigiam uma tarifa menor, mas no fundo também pediam um transporte público melhor”, explica. 
“Todas as autoridades estão buscando repor o tempo perdido no que diz respeito a organização das metrópoles. Por enquanto, cidades como o próprio Rio de Janeiro, São Paulo, Sorocaba, Curitiba, Recife e Goiânia são os primeiros alvos. Mas estamos prontos para entregar, o produto está disponível, ‘aceitamos encomendas e entregamos em duas semanas’”, arrisca Munhoz. Ele informa que o chassi está sendo negociado a R$ 720 mil (valor não inclui a carroceria), enquanto um articulado da marca sai por R$ 560 mil.

sábado, 11 de abril de 2015

Mercedes-Benz faz inspeção de chassis nas encarroçadoras

Equipes fazem testes e acompanham montagem dos ônibus antes da entrega
REDAÇÃO AB

Profissionais da Mercedes-Benz testam funções de ônibus durante processo de inspeção após montagem
100% dos ônibus com chassis Mercedes-Benzsão inspecionados pela equipe da montadora dentro das fábricas dos encarroçadores por meio do processo de PDI, Inspeção pré-entrega, na sigla em inglês, que a montadora adotou em 2005. Atualmente, equipes da área de qualidade da empresa ficam baseadas nas unidades da Marcopolo, em Xerém e Duque de Caxias (RJ), Caio e Irizar, em Botucatu, e Comil em Lorena, ambas em São Paulo, na Mascarello, em Cascavel (PR), em Caxias do Sul, nas unidades da Marcopolo, Volare e Neobus, além da unidade da Comil em Erechim, ambas no Rio Grande do Sul.
“Nosso PDI é um grande diferencial da marca no mercado brasileiro. Trata-se de uma verificação da interface de montagem da carroçaria no chassi. Somos os únicos fabricantes do setor a realizar uma inspeção desse porte em 100% dos chassis de ônibus nos encarroçadores parceiros. Isso nos dá as condições para assegurar a qualidade que é um atributo historicamente associado à estrela de três pontas em todo o mundo”, diz Ricardo Silva, diretor geral de ônibus da Mercedes-Benz para a América Latina.
As equipes realizam a inspeção visual e funcional dos ônibus e acompanham todo o processo de montagem da carroceria sobre o chassi, para assegurar o padrão de qualidade do veículo. As vistorias e testes são feitos em boxes exclusivos, para análise do chassi desde a sua chegada à encarroçadora, além do acompanhamento em todos os processos de montagem: instalação das estruturas laterais, frontal, traseira e teto, chicotes elétricos, chapas, pintura e acabamento. Uma vez pronto, são verificados e testados os sistemas de freio, direção, elétrico e pneumático. No total, cerca de 80 itens são inspecionados antes da liberação do veículos pelos profissionais da Merecedes-Benz.
Em caso de algum dano em componentes de fábrica durante a preparação ou mesmo transporte do chassi desde a Mercedes-Benz até a fábrica da encarroçadora, as equipes de PDI verificam a origem do problema: se for de responsabilidade da fábrica, é realizado um trabalho de reparo em parceria com as áreas de pós-venda ou engenharia da marca, ou em caso de responsabilidade do encarroçador, a Mercedes-Benz envia um relatório para que as medidas de correção sejam tomadas. 
“Nossos concessionários continuam sendo parceiros muito importantes no processo, porque os reparos são executados com a sua mão de obra e fornecimento de componentes. Consequentemente, contribuimos para a segurança do veículo, dos passageiros, do motorista e do trânsito nas vias”, explica Jorge Vassilas, gerente da área de qualidade da Mercedes-Benz do Brasil. 
O PDI conta ainda com auditorias no processo de encarroçamento por parte dos engenheiros da área de qualidade da Mercedes-Benz, desde a chegada do chassi na empresa até a saída do veículo para o cliente após o PDI. 
“Além disso, temos obtido também uma melhora significativa na sinergia com os encarroçadores”, acrescenta Vassilas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

MAN também aposta em ônibus híbrido

Ônibus híbrido elétrico Lion's City vem para testes no Brasil em 2013
Chassi diesel-hidráulico será testado em 2013; empresa também planeja trazer híbrido elétrico
Com a inauguração da produção e do mercado brasileiro de ônibus híbridos pela Volvo, cujo primeiro veículo começou a rodar em Curitiba (PR) há pouco mais de uma semana, as demais montadoras de chassis começam a trilhar pelo mesmo caminho. É o caso da Mercedes-Benz, que anunciou sua entrada no nicho a partir do desenvolvimento de um modelo específico para o Brasil (leia aqui). A MAN Latin America também entrou na briga. A empresa, que detém a marca Volkswagen Caminhões e Ônibus, anuncia o desenvolvimento local de um chassi híbrido diesel-hidráulico, projetado pela engenharia da unidade de Resende (RJ).
Segundo Ricardo Alouche, diretor de vendas, marketing e pós-venda da MAN, o veículo está em fase de testes internos. “Em 2013 daremos início aos testes nas ruas e nossa expectativa é de que o lançamento seja feito nos próximos 24 meses”, disse.
Além do ônibus híbrido diesel-hidráulico, a montadora planeja trazer para o País o híbrido diesel-elétrico Lion’s City, vendido na Europa sob a marca MAN. O modelo foi exposto durante a Rio+20, conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU, realizada em junho no Rio de Janeiro. Sua propulsão combina um motor diesel e um elétrico e reduz em até 30% o consumo de combustível e de emissão de CO2, segundo a empresa. A energia elétrica é gerada a partir da frenagem do veículo e utilizada na partida.
Alouche revela que a MAN iniciará os testes do Lion’s City em grandes cidades brasileiras a partir do primeiro trimestre de 2013, começando pela Região Sul, em Porto Alegre (RS), e partirá para outras localidades, como São Paulo e Curitiba. Ele disse que o modelo marcará a entrada da marca MAN no mercado brasileiro de ônibus, mas não divulgou quando a empresa pretende lançá-lo por aqui.
Enquanto os híbridos não vêm, a empresa foca sua estratégia na ampliação de portfólio dos chassis comuns, com o lançamento do 17.260 OD, na categoria de 17 toneladas, com motor dianteiro MAN D08, de seis cilindros, com sistema EGR, que dispensa o uso de Arla 32. Com este novo produto, a montadora aumenta para nove o número de chassis disponíveis no mercado brasileiro, para micro-ônibus, urbanos e rodoviários.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...